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sábado, 2 de fevereiro de 2013
Secretaria de Turismo do Estado lança guia sobre lugares, histórias e roteiros
A Secretaria de Estado de Turismo lançou um guia intitulado "Descubra lugares. Descubra novas histórias. Descubra novos roteiros para suas viagens. Visite Minas Gerais".
O guia contém 18 roteiros de Minas: Vilas e Fazendas de Minas; Triângulo Mineiro; Serra do Cipó; Pico da Bandeira noturno; Dois dias em Araxá; Roteiro das Grutas; Rota do Tucunaré; Serra da Canastra, Turismo de Vilarejo em Capivari, Vapor Benjamim Guimarães; Minas Colonial; Café com Cachaça; Diamantes da Estrada Real; Caminho da Luz, o Caminho do Brasil; Terras Altas da Mantiqueira; Mar de Minas; Serras Verdes do Sul de Minas e Encantos do Ibituruna.
O guia, em formato 16x21,5, é de excelente qualidade e tem o apoio do Governo de Minas e do Ministério do Turismo, traz um mapa do Estado de Minas Gerais marcando todos os roteiros e também o que oferece cada um deles, estando o Caminho da Luz entre os sete roteiros que mais opções oferecem ao turista.
No guia, o Caminho da Luz está inserido nas páginas 32 e 33 como uma "travessia fascinante" e destaca 8 dias de caminhada de Tombos até o Pico da Bandeira, enfocando as distâncias e os principais atrativos de cada dia. Também é citada a Operadora Rastro de Luz que monitora o Caminho da Luz.
Fim do Caminho da Luz, o Caminho do Brasil, o Pico da Bandeira também ganha destaque em sua subida noturna "pro dia nascer feliz", roteiro que foi inserido na página 13 do guia e que fala sobre o 3º ponto mais alto do país, produto também comercializado pela Operadora Rastro de Luz em Carangola e Alto Caparaó.
O guia vem sendo distribuído pela Secretaria de Estado de Turismo para todo o país.
HENRIK TOUR
AGENCIA DE RECEPTIVO DE MINAS GERAIS
Contato: (31) 94316649
(31) 85992160
E-mail : henriktour@hotmail.com
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Prefeitura nega descaso com o Turismo de Mariana
O Jornal Ponto Final conversou essa semana com Luiz Otávio (Bizute), Guia Regional de Turismo de Mariana. Luiz deixou exposta a situação atual do turismo na cidade, e demonstrou insatisfação com relação ao mesmo.Os fatores que contribuem para a desvalorização do turismo no município são, segundo Luiz: o Portal Turístico, próximo da rodoviária com mendigo dormindo no local; as igrejas que fecham a hora que querem; os vadios e bêbados, que continuam fazendo pontos no Terminal Turístico; várias placas obsoletas, proibindo ônibus de turismo de entrar na cidade, o que não vem ocorrendo, causando várias empresas de turismo cortar Mariana do roteiro; algumas construções se danificando; dentre outros fatores.
Questionada sobre as denúncias, a Prefeitura de Mariana – através da Secretaria de Turismo e Cultura – nos informou sobre:
- O Portal Turístico, posto de informação turística próximo à rodoviária:
O Portal foi passado para a Secretaria de Administração e colocado a disposição da Guarda Municipal o referido espaço desde julho de 2010. Não é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.
- As Igrejas fechando a hora que querem:
O horário de funcionamento das igrejas é definido pelas irmandades, elas que administram cada igreja. Mas na apresentação do Inventário da Oferta Turística de Mariana, o problema foi levantado e a Arquidiocese ficou de ver um melhor horário para abertura das igrejas.
O horário de funcionamento das igrejas é definido pelas irmandades, elas que administram cada igreja. Mas na apresentação do Inventário da Oferta Turística de Mariana, o problema foi levantado e a Arquidiocese ficou de ver um melhor horário para abertura das igrejas.
- Vadios e bêbados no terminal turístico:
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Cidadania já faz um trabalho de ajuda às pessoas que ficam ali no espaço do terminal. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Cidadania já estão finalizando o projeto de inclusão com os frequentadores do espaço perto do terminal. Serão encaminhados para fazer oficinas ou encaminhadas para consultas em clínicas. Porém são eles que não querem sair de lá, são pessoas inclusive que possuem família e residência, mas escolheram ficar mendigando. A prefeitura faz a parte de ajudar oferecendo alternativa de melhora de vida e até profissionalismo. O Terminal é um espaço público e não é proibida a permanência de pessoas naquele lugar. Existem outras ações que também estão sendo tomadas, como a colocação de grades na mureta de trás do Terminal, levantamento de serviços a serem feitos para reforma do mesmo, como poda de árvores, reforma de telhado, iluminação e instalação de ponto de informação turística da Prefeitura de Mariana.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Cidadania já faz um trabalho de ajuda às pessoas que ficam ali no espaço do terminal. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Cidadania já estão finalizando o projeto de inclusão com os frequentadores do espaço perto do terminal. Serão encaminhados para fazer oficinas ou encaminhadas para consultas em clínicas. Porém são eles que não querem sair de lá, são pessoas inclusive que possuem família e residência, mas escolheram ficar mendigando. A prefeitura faz a parte de ajudar oferecendo alternativa de melhora de vida e até profissionalismo. O Terminal é um espaço público e não é proibida a permanência de pessoas naquele lugar. Existem outras ações que também estão sendo tomadas, como a colocação de grades na mureta de trás do Terminal, levantamento de serviços a serem feitos para reforma do mesmo, como poda de árvores, reforma de telhado, iluminação e instalação de ponto de informação turística da Prefeitura de Mariana.
- Várias placas obsoletas, proibindo ônibus de turismo de entrar na cidade:
Placas com informações erradas serão substituídas por outras com informações turísticas e coerentes com o procedimento adequado para os ônibus de turismo e para turistas. Estamos aguardando a licitação.
Placas com informações erradas serão substituídas por outras com informações turísticas e coerentes com o procedimento adequado para os ônibus de turismo e para turistas. Estamos aguardando a licitação.
- Falta de atividades visando atrair turistas:
As Bandas de música continuam se apresentando nos eventos da cidade, O Projeto Seresta no Jardim será realizado mensalmente na Praça Gomes Freire, e a Prefeitura sempre apoiou a apresentação de músicos locais. A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo, realiza eventos regularmente não só para atrair turistas, mas para diversão, cultura e lazer dos marianenses. O turista é sempre bem-vindo e pode desfrutar de todos os atrativos que a cidade oferece. O turista recebe o apoio necessário na AGTURB (Associação de Guias de Turismo) no Terminal Turístico e no CAT (Centro de Atenção ao Turista) na Rua Direita. Foi feito um levantamento de algumas ações a serem feitas para melhoria do turismo na cidade tais como uniformização do receptivo turístico no CAT e na nova sala a ser instalada no Terminal Turístico.
Luiz ainda sugere melhorias para o Turismo: “A gente tem que unir forças, reativar o COMTUR, que é o Conselho Municipal de Turismo, através do COMTUR pode-se tomar várias ações. O turismo está aí, é uma fonte de renda, nós estamos aí com o turismo ‘bombando’ do Nordeste, porque eles estão organizados, a gente faz a propaganda nossa muito timidamente.” Ressalta ainda que “o repasse de verba que é feito para AGTURB, assim como para algumas entidades autorizadas, possibilita dar andamento às nossas diretrizes que é atender bem os turistas, levar o nome de Mariana nos eventos como a gente faz. Então a gente reverte essa verba para a comunidade. Há sim uma parceria entre a Associação e a Prefeitura através da Câmara Municipal que foi votado e aprovado esse repasse e a gente faz tudo devido a esse dinheiro.” Finaliza o Guia Regional de Turismo.
As Bandas de música continuam se apresentando nos eventos da cidade, O Projeto Seresta no Jardim será realizado mensalmente na Praça Gomes Freire, e a Prefeitura sempre apoiou a apresentação de músicos locais. A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo, realiza eventos regularmente não só para atrair turistas, mas para diversão, cultura e lazer dos marianenses. O turista é sempre bem-vindo e pode desfrutar de todos os atrativos que a cidade oferece. O turista recebe o apoio necessário na AGTURB (Associação de Guias de Turismo) no Terminal Turístico e no CAT (Centro de Atenção ao Turista) na Rua Direita. Foi feito um levantamento de algumas ações a serem feitas para melhoria do turismo na cidade tais como uniformização do receptivo turístico no CAT e na nova sala a ser instalada no Terminal Turístico.
Luiz ainda sugere melhorias para o Turismo: “A gente tem que unir forças, reativar o COMTUR, que é o Conselho Municipal de Turismo, através do COMTUR pode-se tomar várias ações. O turismo está aí, é uma fonte de renda, nós estamos aí com o turismo ‘bombando’ do Nordeste, porque eles estão organizados, a gente faz a propaganda nossa muito timidamente.” Ressalta ainda que “o repasse de verba que é feito para AGTURB, assim como para algumas entidades autorizadas, possibilita dar andamento às nossas diretrizes que é atender bem os turistas, levar o nome de Mariana nos eventos como a gente faz. Então a gente reverte essa verba para a comunidade. Há sim uma parceria entre a Associação e a Prefeitura através da Câmara Municipal que foi votado e aprovado esse repasse e a gente faz tudo devido a esse dinheiro.” Finaliza o Guia Regional de Turismo.
terça-feira, 19 de junho de 2012
TRASLADOS EM BELO HORIZONTE
Belo Horizonte é o principal portão de entrada de Minas Gerais. A capital mineira está localizada estrategicamente no centro do Estado, relativamente próxima aos principais destinos turísticos de Minas. É a melhor opção para quem chega de avião. Dispõe de excelente infra-estrutura turística, entre aeroportos, hotéis, restaurantes...
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TENHO CONHECIMENTO NAS CIDADES HISTORICAS DE MG
Guia de turismo Henrique :
(31) 3426 4469
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| Centro de Belo Horizonte | R$60,00 | ||||
| Ouro Preto ou Mariana | R$160,00 | ||||
| São João Del' Rei ou Tiradentes | R$240,00 | ||||
| Preço válido para ida ou volta | |||||
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Guia de turismo Ouro Preto
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
O Romanceiro da Inconfidência
“À luz de velas acesas,
Entre sigilo e espionagem,
Acontece a Inconfidência.
(…)
Liberdade, Ainda Que Tarde,
Ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
E sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
Já são réus – pois se atreveram
A falar em Liberdade
(que ninguém sabe o que seja).
(…)
Liberdade – essa palavra
Que o sonho humano alimenta:
Que não há ninguém que explique,
E ninguém que não entenda!
E a vizinhança não dorme:
Murmura, imagina, inventa.
Não fica a bandeira escrita,
Mas fica escrita a sentença.”
- Cecília Meireles
Henrique Guia de turismo receptivo MG
31 3426-4469 ou 31 9431-6649
terça-feira, 12 de julho de 2011
Historia de Minas Gerais
O estado de Minas Gerais começou a ser explorado pela primeira vez no século XVI, quando os bandeirantes entraram na região à procura de ouro e pedras preciosas.
Quando soube que a região era rica em minérios e recursos naturais, a Coroa Portuguesa fundou a primeira vila de Minas Gerais em 1711, na cidade de Mariana. Com o atrativo, a região teve um rápido crescimento populacional e logo se tornou um importante centro econômico do país.
Mesmo com a extração, Portugal criou formas rígidas de cobrar mais impostos dos minérios, além de dificultar o desenvolvimento de outras atividades que pudessem garantir mais renda à província, como a exportação de alimentos, fumo, algodão e açúcar.
O descaso dos portugueses acabou suscitando em um dos principais movimentos anticoloniais do século XVIII: a Inconfidência Mineira. Inspirados pela Revolução Francesa de 1789, diversos intelectuais, religiosos e proprietários rurais se reuniram com a intenção de livrar o estado do domínio português. O alastramento dos ideais republicanos deixou a monarquia lusitana em alerta, principalmente com a suspeita de conspirações que ameaçassem a estabilidade do governo.
Neste movimento de insurreição, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi traído e assassinado em frente à multidão por enforcamento no dia 21 de abril de 1792.
Com os embargos em torno do minério, o estado de Minas Gerais só conseguiu estabilizar sua economia com a comercialização do café, que deu gás para o investimento maciço em transportes e a exportação do produto em outras regiões.
O café foi o primeiro passo para a industrialização do estado. Desta forma, as empresas que injetavam capital privado na região deram impulso para a criação de pequenas e microempresas nos setores alimentícios, têxteis e siderúrgicos. No início do século XX, o café era o principal produto do país, fazendo com que o estado se tornasse uma das maiores potências (além de São Paulo).
Entretanto, na década de 1970, com o Regime Militar, capitais industrializadas como São Paulo, Rio de Janeiro e até mesmo Belo Horizonte ganharam um grande volume de investimento, o que acabou desestruturando as cidades interioranas, que se tornaram dependentes de polos industriais.
Ainda hoje, Minas Gerais é um dos estados mais ricos do Brasil. Sua extensão territorial comporta as nações da França e Bélgica e sua população é estimada em 20,1 milhões de habitantes
Henrique Guia Receptivo MG .
31 3426-4469 ou 31 9431-6649
Barroco Mineiro
Sob o patrocínio das irmandades ocorreu uma transformação nos conceitos artísticos da Colônia, que sofriam a influência do estilo barroco europeu. Em um momento em que o estilo neoclássico começava a dominar Lisboa, o barroco era novidade para aquela região.
Aos poucos, vencendo algumas limitações técnicas e materiais, delineava-se, na arquitetura, por exemplo, a fisionomia de uma autêntica arte local conhecida como Barroco Mineiro. Este estilo utilizou, com grande vantagem, materiais típicos, como o cedro e a pedra-sabão (uma variedade macia da esteatita), adaptando-os às necessidades das obras.
As primeiras capelas, erguidas nos arraiais auríferos, seguiu-se a edificação de templos com magníficos altares, tetos pintados e imagens adornadas com ouro e pedras preciosas.
Surgiram além das igrejas, edifícios públicos e inúmeras moradias. As inovações artísticas pareciam acompanhar a vida econômica e financeira de uma região ilusoriamente próspera.
Nessa sociedade onde, em função da exploração das minas, crescia o número de escravos negros, a mestiçagem ocorria freqüentemente. Nos anos 70 do século XVIII era esmagadora a presença de mulatos e negros na capitania das Minas. Dados da época davam conta de que, dos cerca de 320 mil habitantes, 60 mil eram brancos. Então eram mulados muitos daqueles que participavam desta verdadeira escola que, nascida de mestres europeus, frutificou e amadureceu, encontrando sua própria expressão do "Belo".
Entre eles o mais famoso foi Antônio Francisco Lisboa (1730/1814), responsável por uma vasta obra na arquitetura e na escultura, destacando-se com projetos nas igrejas e nos centros urbanos.
Nascido filho ilegítimo do português Manuel Francisco Lisboa (autor da planta da igreja do Carmo da Vila Rica) com uma escrava negra, seus trabalhos revelavam o extraordinário desenvolvimento do Barroco Mineiro. Considerado gênio por muitos, sofria de uma doença que o deformava - origem do apelido "Alejadinho" - e, por isto trabalhava com o martelo e o cinzel amarrados nos braços. Considerava-se um "escultor ornamental" que utilizava, no exercício de sua arte, o padrão decorativo do entalhe (madeira esculpida).
Entre as suas inúmeras obras, a mais significativa encontra-se na atual cidade de Congonhas do Campo, no santuário de Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinho.
Decorando o interior das igrejas mineiras, simultaneamente desenvolveu-se uma escola de pintura que, assimilando elementos estrangeiros, soube traduzi-los e adaptá-los às características regionais.
Um dos seus representantes mais importantes foi Manuel da Costa Ataíde. Retratou no teto da igreja de São Francisco, em Ouro Preto, a Virgem Maria como uma mulher morena que, cercada de anjos mulatos, acolhia piedosamente os fiéis em sua glória no teto da igreja de São Francisco, em Ouro Preto, fugindo aos padrões da pintura européia.
A música, tanto para o serviço religioso quanto para o entretenimento, era utilizada, desde o tempo da construção dos primeiros arraiais e das primeiras capelas de taipa, no território das Minas.
Assim como na arquitetura e nas artes plásticas, os músicos, em sua maioria, eram negros e mulatos, escravos ou libertos, conduzidos por um regente branco, geralmente um vigário ou padre.
Para os escravos, mesmo os que não tinham qualquer instrução musical, aquela atividade era muito atraente. Podiam através dela, desfrutar de melhores condições e prestígio e, se juntassem algum pecúlio, em certas circunstâncias, podiam comprar a alforria.
Nas festas religiosas, aparentemente o grande momento de congraçamento entre as irmandades ,a música estava sempre presente. Os instrumentos mais utilizados eram o cravo e a flauta.

Entre os vários músicos, como o português padre José Maurício (1752-1815), destacava-se Antônio de Sousa Lobo, mulato, chamado de "Mestre Capela," que liderava um grupo muito conhecido e solicitado.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Belo Horizonte Minas Gerais , Guia de turismo Henrique
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| Belo Horizonte no Turismo de Minas Gerais |
HISTÓRIA DE BELO HORIZONTE
Foi à procura de ouro que, no distante 1701, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz chegou à serra de Congonhas. Em lugar do metal, encontrou uma bela paisagem, de clima ameno e próprio para a agricultura. Resolveu ficar: construiu a Fazenda do Cercado, onde desenvolveu uma pequena plantação e criou gado.
O progresso da fazenda logo atraiu outros moradores e um arraial começou a se formar em seu redor. Viajantes que por ali passavam, conduzindo o gado da Bahia em direção às minas, fizeram da região um ponto de parada.
O povoado foi batizado de Curral del Rei. Da serra de Congonhas mudou-se o antigo nome: é hoje a nossa Serra do Curral. Nossa Senhora da Boa Viagem, a quem os forasteiros pediam proteção, tornou-se padroeira do local.
Aos poucos, o Curral del Rei foi crescendo, apoiado na pequena lavoura, na criação e comercialização de gado e na fabricação de farinha. Algumas poucas fábricas, ainda primitivas, instalaram-se pela região: produzia-se algodão, fundia-se ferro e bronze. Das pedreiras, extraía-se granito e calcário. Frutas e madeiras eram vendidas para outros locais.
Com a decadência da mineração, o arraial se expandiu. Das 30 ou 40 famílias existentes no início, saltou para a marca de 18 mil habitantes. Elevado à condição de Freguesia, mas ainda subordinado a Sabará, o Curral del Rei englobava as regiões de Sete Lagoas, Contagem, Santa Quitéria (Esmeraldas), Buritis, Capela Nova do Betim, Piedade do Paraopeba, Brumado Itatiaiuçu, Morro de Mateus Leme, Neves, Aranha e Rio Manso. Vieram as primeiras escolas, o comércio se desenvolveu. No centro do arraial, os devotos ergueram a Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Esse ciclo de prosperidade, contudo, durou pouco. As diversas regiões que constituíram o arraial foram se tornando autônomas, separando-se dele. A população rapidamente diminuiu e a economia local entrou em decadência. Já no final do século passado, restavam mais de 4 mil habitantes. Sua rotina era simples e monótona. Começava cedo, no trabalho de casa ou na lavoura, e terminava às dezenove horas, quando muitos já começavam a se recolher. Durante o dia, a Farmácia Abreu era o ponto de encontro preferido para o bate-papo. à noite, as mulheres faziam novenas, enquanto os homens improvisavam um botequim no Armazém Esperança. De vez em quando, uma serenata fazia as janelas se abrirem. Apenas nos fins-de-semana o arraial ganhava vida, quando os moradores das redondezas vinham ouvir a missa ou visitar parentes e fazer compras. Em datas especiais, o arraial tornava-se mais alegre: nas Festas Juninas, no Natal ou no Dia da Padroeira os festejos eram certos.
A Proclamação da República, em 1889, vem trazer aos curralenses a esperança de transformações. Para entrar na era que então se anunciava, deixando para trás o passado monárquico, aos sócios do Clube Republicano do arraial propuseram a mudança de seu nome para Belo Horizonte. Foi nesse clima de euforia que os horizontinos receberam a notícia da nova construção da nova capital. Durante três dias o arraial se pôs em festa, com missa solene, discursos, bandas de música e bailes. Seus habitantes já sonhavam com modernização e o progresso que a capital traria para a região. Nem imaginavam que, nos planos dos construtores, não havia espaço reservado para eles.
O progresso da fazenda logo atraiu outros moradores e um arraial começou a se formar em seu redor. Viajantes que por ali passavam, conduzindo o gado da Bahia em direção às minas, fizeram da região um ponto de parada.
O povoado foi batizado de Curral del Rei. Da serra de Congonhas mudou-se o antigo nome: é hoje a nossa Serra do Curral. Nossa Senhora da Boa Viagem, a quem os forasteiros pediam proteção, tornou-se padroeira do local.
Aos poucos, o Curral del Rei foi crescendo, apoiado na pequena lavoura, na criação e comercialização de gado e na fabricação de farinha. Algumas poucas fábricas, ainda primitivas, instalaram-se pela região: produzia-se algodão, fundia-se ferro e bronze. Das pedreiras, extraía-se granito e calcário. Frutas e madeiras eram vendidas para outros locais.
Com a decadência da mineração, o arraial se expandiu. Das 30 ou 40 famílias existentes no início, saltou para a marca de 18 mil habitantes. Elevado à condição de Freguesia, mas ainda subordinado a Sabará, o Curral del Rei englobava as regiões de Sete Lagoas, Contagem, Santa Quitéria (Esmeraldas), Buritis, Capela Nova do Betim, Piedade do Paraopeba, Brumado Itatiaiuçu, Morro de Mateus Leme, Neves, Aranha e Rio Manso. Vieram as primeiras escolas, o comércio se desenvolveu. No centro do arraial, os devotos ergueram a Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Esse ciclo de prosperidade, contudo, durou pouco. As diversas regiões que constituíram o arraial foram se tornando autônomas, separando-se dele. A população rapidamente diminuiu e a economia local entrou em decadência. Já no final do século passado, restavam mais de 4 mil habitantes. Sua rotina era simples e monótona. Começava cedo, no trabalho de casa ou na lavoura, e terminava às dezenove horas, quando muitos já começavam a se recolher. Durante o dia, a Farmácia Abreu era o ponto de encontro preferido para o bate-papo. à noite, as mulheres faziam novenas, enquanto os homens improvisavam um botequim no Armazém Esperança. De vez em quando, uma serenata fazia as janelas se abrirem. Apenas nos fins-de-semana o arraial ganhava vida, quando os moradores das redondezas vinham ouvir a missa ou visitar parentes e fazer compras. Em datas especiais, o arraial tornava-se mais alegre: nas Festas Juninas, no Natal ou no Dia da Padroeira os festejos eram certos.
A Proclamação da República, em 1889, vem trazer aos curralenses a esperança de transformações. Para entrar na era que então se anunciava, deixando para trás o passado monárquico, aos sócios do Clube Republicano do arraial propuseram a mudança de seu nome para Belo Horizonte. Foi nesse clima de euforia que os horizontinos receberam a notícia da nova construção da nova capital. Durante três dias o arraial se pôs em festa, com missa solene, discursos, bandas de música e bailes. Seus habitantes já sonhavam com modernização e o progresso que a capital traria para a região. Nem imaginavam que, nos planos dos construtores, não havia espaço reservado para eles.
Mudança da Capital
A luta pela mudança
A discussão sobre a mudança da capital mineira não surgiu no século passado; era, ao contrário, uma idéia muito antiga. A primeira tentativa de transferir a sede do Governo para uma cidade diferente de Ouro Preto data de 1879, quando os inconfidentes planejaram instalar a capital de sua república em São João Del Rei. Depois disso, mais quatro tentativas foram feitas, todas fracassadas. A questão só veio a ser considerada após a Proclamação da República. Só que dessa vez, não se trava de uma simples transferência, mas a construção de uma nova cidade.Uma série de fatores favorecia a idéia de mudança. Em primeiro lugar, para se destacar o novo cenário republicano, Minas Gerais precisava mostrar-se politicamente unida e forte. A construção de uma nova capital, localizada no centro geográfico do Estado, poderia facilitar o equilíbrio das diversas facções políticas que então disputavam o poder.
Os republicanos também desejavam promover o progresso de Minas Gerias, tornando-o um Estado industrializado e moderno. A cidade de Ouro Preto não oferecia condições adequadas para o crescimento econômico esperado. Os transportes e as comunicações eram dificultados pelo relevo acidentado da cidade e as estruturas de saneamento e higiene não comportavam mais um aumento da população. A construção de uma nova capital, planejada de acordo com essas exigências era a solução para o problema do crescimento.
Um outro fator contribuiu para fortalecer a idéia de mudança. Ouro Preto, cidade histórica, guardava em sua arquitetura uma série de símbolos e marcas do passado colonial que os republicanos queriam enterrar. com suas ruelas e becos, suas igrejas barrocas e suas casas, porões e senzalas, a velha capital lembrava os anos da dominação portuguesa, das conspirações e da escravidão. Uma nova cidade, planejada segundo os valores modernos, seria o símbolo de uma nova era.
Em 1891, o presidente do Estado, Augusto de Lima, formulou um decreto determinando a transferência da capital para um lugar que oferecesse condições precisas de higiene. Adicionada à Constituição Estadual, a lei provocou muitos protestos da população ouropretana. Os mineiros dividiram-se entre os "mudancistas", favoráveis à nova capital, e os "não-mudancistas". Cada um desses grupos fundou seu jornal, promovendo reuniões e debates.
O Governo Estadual, enfrentando essas disputas, criou um Comissão de Estudos para indicar, dentre cinco localidades, a mais adequada para a construção da nova cidade. O Congresso mineiro, a quem cabia a decisão final, votou a favor de Belo Horizonte. Assim, a 17 de dezembro de 1893, a lei n.º 3 foi adicionada à Constituição Estadual, determinando que a nova sede do Governo fosse erguida em Belo Horizonte, chamando-se Cidade de Minas.
No prazo máximo de quatro anos, a capital deveria ser inaugurada. A lei criava ainda a Comissão Construtora, composta de técnicos responsáveis pelo planejamento e execução das obras. Em sua formação, estavam alguns dos melhores engenheiros e arquitetos do país, chefiados por Aarão Reis.
O Planejamento
O traçado da cidade e a exclusão social
O traçado da cidade e a exclusão social
Uma cidade ordenada, funcionando como um organismo saudável esse era o objetivo dos engenheiros e técnicos que idealizaram Belo Horizonte. Para alcançá-lo, era necessário projetar um cidade física e socialmente higiênica uma cidade saneada, livre de doenças, mas também livre de desordens e revoluções.O projeto criado pela Comissão Construtora, finalizado em maio de 1895, inspirava-se no modelo das mais modernas cidades do mundo, como Paris e Washington. Os planos revelavam algumas preocupações básicas, como as condições de higiene e circulação humana. Dividiram a cidade em três principais zonas: a área central urbana, a área suburbana e a área rural.
No centro, o traçado geométrico e regular estabelecia um padrão de ruas retas, formando uma espécie de quadriculado, Mais largas, as avenidas seriam dispostas em sentido diagonal. Esta área receberia toda a estrutura urbana de transportes, educação, saneamento e assistência médica. Abrigaria, também, os edifícios públicos dos funcionários estaduais. Ali também deveriam se instalar os estabelecimentos comerciais. Seu limite era a Avenida do Contorno, que naquela época se chamava de 17 de Dezembro.
A região suburbana, formada por ruas irregulares, deveria ser ocupada mais tarde e não recebeu de imediato a infra-estrutura urbana. A área rural seria composta por cinco colônias agrícolas com inúmeras chácaras e funcionaria como um cinturão verde, abastecendo a cidade com produtos hortigranjeiros.
A implantação de tão grandioso projeto tinha, porém, uma exigência: a completa destruição do arraial que ali se localizava e a transferência de seus antigos habitantes para outro local. Rapidamente, os horizontinos tiveram suas casas desapropriadas e demolidas, sendo-lhes oferecidos novos imóveis a um preço muito alto. Sem condições de adquirir os valorizados terrenos da área central, eles foram empurrados para fora da cidade, indo se refugiar em Venda Nova ou em cafuas na periferia.
A capital traçada pela Comissão Construtora era um lugar elitista. Seus espaços estavam reservados somente aos funcionários do Governo e aos que tinham posses para adquirir lotes. Acreditava-se que os problemas sociais, como a pobreza, seriam evitados com a retirada dos operários, assim que a construção da cidade estivesse concluída. Mas, na prática, não foi isso que aconteceu. Belo Horizonte foi inaugurada às pressas, estando ainda inacabada. Os operários, aglomerados em meio às obras, não foram retirados e, sem lugar para ficar, assim como os horizontinos, formaram favelas na periferia da cidade. A primeira, a do Leitão - ficava nas proximidades do atual Instituto de Educação, em plena Avenida Afonso Pena. Essa massa de trabalhadores que não eram considerados cidadãos legítimos de Belo Horizonte revelava o grau de injustiça social existente nos seus primeiros anos de vida.
Os Primeiros Anos
A cidade do tédio
A cidade do tédio
Belo Horizonte foi inaugurada a 12 de dezembro de 1897, por uma exigência da Constituição do Estado. Entretanto, parte de suas construções não havia sido concluída e algumas de suas ruas e avenidas eram apenas "picadas" abertas no meio do mato. A crise econômica que tomava conta do país e do Estado tinha feito com que muitas obras ficassem paralisadas, à espera de recursos. O comércio e a indústria ligada à construção civil, que tinham se desenvolvido bastante nos anos anteriores, agora enfrentavam dificuldades. A cidade não se industrializou no ritmo que se esperava e permaneceu sem atividades econômicas expressiva durante anos. Os trabalhadores foram os mais prejudicados os que não perderam o emprego tiveram seus salários atrasados durante meses.
Tudo isso contribuía para tornar a Capital uma cidade entediante e sem graça. Sua aparência inacabada e empoeirada dava a impressão de abandono. As ruas e avenidas largas demais para uma população não muito numerosa pareciam estar sempre vazias. Para piorar a situação, as diversões eram poucas e não conseguiam espantar a decepção e a tristeza dos primeiros habitantes.
Na área central, a Rua da Bahia era território de elite. Nela, ficava o único teatro da cidade o Soucasseaux, uma espécie de um barracão coberto de zinco, onde se apresentavam companhias de teatro e música e onde se improvisava um botequim. Nessa rua também ficavam os principais bares e cafés, lugar onde os homens se encontravam para conversar, falar de política e da vida. Ao anoitecer, a rua virava palco para o footing (moças e rapazes desfilavam, trocando olhares, numa espécie de namoro bem comportado).
Na tentativa de espantar o tédio, os jovens fundavam clubes como o Rose, o Violetas, o dos Jardineiros do Ideal, o Santa Rita Durão e o Elite. Além de festas e bailes, esses Grêmios tinham a intenção de promover a literatura. Outros clubes eram criados durante os carnavais e os mais famosos foram os Matakins, os Diabos de Luneta e os Diabos de Casaca, que promoviam festas, desfiles de carros alegóricos, batalhas de confetes, serpentinas e, é claro, lança-perfume.
O Parque Municipal (na época quatro vezes maior) era muito freqüentado nos fins-de-semana. Ali, a sociedade encontrava espaço para praticar esportes, passear ou fazer piqueniques, enquanto bandas tocavam "retretas". Também era lá que as paróquias comemoravam datas religiosas, com quermesses e barraquinhas.
A população pobre e os operários, contudo, não tinham acesso a essas formas de lazer. Preferiam os botequins nos bairros, os jogos de bola e a tômbola, uma espécie de bingo onde os prêmios não valem dinheiro. É que eles viviam em locais distantes do centro e sua condição financeira os impedia de participar das diversões pagas. Além disso, na área central eles eram alvo fácil da polícia, que, por causa de um simples passeio, podia prendê-los, alegando "vadiagem".
Tudo isso contribuía para tornar a Capital uma cidade entediante e sem graça. Sua aparência inacabada e empoeirada dava a impressão de abandono. As ruas e avenidas largas demais para uma população não muito numerosa pareciam estar sempre vazias. Para piorar a situação, as diversões eram poucas e não conseguiam espantar a decepção e a tristeza dos primeiros habitantes.
Na área central, a Rua da Bahia era território de elite. Nela, ficava o único teatro da cidade o Soucasseaux, uma espécie de um barracão coberto de zinco, onde se apresentavam companhias de teatro e música e onde se improvisava um botequim. Nessa rua também ficavam os principais bares e cafés, lugar onde os homens se encontravam para conversar, falar de política e da vida. Ao anoitecer, a rua virava palco para o footing (moças e rapazes desfilavam, trocando olhares, numa espécie de namoro bem comportado).
Na tentativa de espantar o tédio, os jovens fundavam clubes como o Rose, o Violetas, o dos Jardineiros do Ideal, o Santa Rita Durão e o Elite. Além de festas e bailes, esses Grêmios tinham a intenção de promover a literatura. Outros clubes eram criados durante os carnavais e os mais famosos foram os Matakins, os Diabos de Luneta e os Diabos de Casaca, que promoviam festas, desfiles de carros alegóricos, batalhas de confetes, serpentinas e, é claro, lança-perfume.
O Parque Municipal (na época quatro vezes maior) era muito freqüentado nos fins-de-semana. Ali, a sociedade encontrava espaço para praticar esportes, passear ou fazer piqueniques, enquanto bandas tocavam "retretas". Também era lá que as paróquias comemoravam datas religiosas, com quermesses e barraquinhas.
A população pobre e os operários, contudo, não tinham acesso a essas formas de lazer. Preferiam os botequins nos bairros, os jogos de bola e a tômbola, uma espécie de bingo onde os prêmios não valem dinheiro. É que eles viviam em locais distantes do centro e sua condição financeira os impedia de participar das diversões pagas. Além disso, na área central eles eram alvo fácil da polícia, que, por causa de um simples passeio, podia prendê-los, alegando "vadiagem".
Progresso em marcha lenta
Nas duas primeiras décadas deste século, Belo Horizonte viveu, alternadamente, períodos de grande crise e surtos de desenvolvimento. As fases de maior crescimento corresponderam aos anos de 1905, 1912-13 e 1917-19. Aos poucos, pequenas fábricas começaram a funcionar na cidade, ampliou-se o fornecimento de energia elétrica, retomaram-se as obras inacabadas, expandiram-se as linhas de bonde, criaram-se praças e jardins e a cidade ganhou arborização. O número de empregos cresceu e a Capital passou a atrair mais habitantes.
A vida social também começou a se agitar, com a substituição do teatrinho Soucasseaux pelo elegante Teatro Municipal (1909) e com a inauguração de diversos cinemas. Freqüentar as salas dos cine-teatros Colosso, Comércio, Familiar, Progresso, Bijou e Paris tornou-se não só uma obrigação para os belo-horizontinos, como também um pretexto para encontros e conversas. Nessa época em que cinema fazia muito sucesso, nasceu o gosto do belo-horizontino pela moda, com famosas costureiras imitando os modelos vestidos pelas atrizes mais conhecidas.
Foi também com o crescimento da cidade que a massa de trabalhadores começou a lutar contra as injustiças sociais. A primeira grande greve ocorreu em 1912 e paralisou a cidade por 15 dias. Liderado por trabalhadores da construção civil, que defendiam uma jornada de trabalho de oito horas, o movimento teve apoio de grande parte da população. Mobilizando-se através de greves, os operários conseguiram ser reconhecidos como cidadãos, com direito a reivindicar melhores condições de trabalho, educação, transporte, saúde e moradia.
Nas duas primeiras décadas deste século, Belo Horizonte viveu, alternadamente, períodos de grande crise e surtos de desenvolvimento. As fases de maior crescimento corresponderam aos anos de 1905, 1912-13 e 1917-19. Aos poucos, pequenas fábricas começaram a funcionar na cidade, ampliou-se o fornecimento de energia elétrica, retomaram-se as obras inacabadas, expandiram-se as linhas de bonde, criaram-se praças e jardins e a cidade ganhou arborização. O número de empregos cresceu e a Capital passou a atrair mais habitantes.
A vida social também começou a se agitar, com a substituição do teatrinho Soucasseaux pelo elegante Teatro Municipal (1909) e com a inauguração de diversos cinemas. Freqüentar as salas dos cine-teatros Colosso, Comércio, Familiar, Progresso, Bijou e Paris tornou-se não só uma obrigação para os belo-horizontinos, como também um pretexto para encontros e conversas. Nessa época em que cinema fazia muito sucesso, nasceu o gosto do belo-horizontino pela moda, com famosas costureiras imitando os modelos vestidos pelas atrizes mais conhecidas.
Foi também com o crescimento da cidade que a massa de trabalhadores começou a lutar contra as injustiças sociais. A primeira grande greve ocorreu em 1912 e paralisou a cidade por 15 dias. Liderado por trabalhadores da construção civil, que defendiam uma jornada de trabalho de oito horas, o movimento teve apoio de grande parte da população. Mobilizando-se através de greves, os operários conseguiram ser reconhecidos como cidadãos, com direito a reivindicar melhores condições de trabalho, educação, transporte, saúde e moradia.
Anos 20 e 30
A poesia toma conta da cidade
A poesia toma conta da cidade
Os anos vinte marcam uma época romântica da história da capital. Entre passeios de bonde e sessões de cinema, entre conversas nos cafés e o footing, a vida seguia alegre. Belo Horizonte era a "Cidade-Jardim" ou "Cidade Vergel", onde o verde das árvores saltava das ruas e invadia as casas, tomando quintais e pomares.
Nesse período, a capital viu nascer a geração de escritores modernistas que iria se destacar no cenário nacional. Carlos Drumond de Andrade, Cyro dos Anjos, Luís Vaz, Alberto Campos, Pedro Nava, Emílio Moura, Milton Campos, João Alphonsus, Abgar Renault e Belmiro Braga, reunidos no Bar do Ponto, no Trianon ou na Confeitaria Estrela, eram rapazes inquietos que mudaram o panorama da literatura brasileira.
No campo das artes e da cultura, a cidade experimentou um grande desenvolvimento. Enquanto o Teatro Municipal vivia seus anos de glória, novas salas de cinema eram inauguradas como os cines Pathê, Glória, Odeon e Avenida. Em 1926, o maestro Francisco Nunes fundou o Conservatório Mineiro de Música. No ano seguinte, era criada a Universidade de Minas Gerais. Em 1929, fundou-se Automóvel Clube, ponto de encontro da elite belo-horizontina.
Como um reflexo do fim da I Guerra Mundial, em 1918, a indústria de Belo Horizonte ganhou impulso na década de vinte. Os serviços urbanos foram ampliados para atender a uma população sempre crescente. Parecia, finalmente, que a modernidade tinha chegado à Capital. Inauguraram-se grandes obras, como o viaduto de Santa Tereza, a nova Matriz da Boa Viagem e o Mercado Municipal. Os automóveis circulando pelas ruas tornaram-se comuns, exigindo a criação de um código de trânsito e da primeira auto-escola. Surgiram também os auto-ônibus, complementando p serviço dos bondes.
Como prova do desenvolvimento e do prestígio, Belo Horizonte recebeu a visita dos reis da Bélgica, em 1920. Na ocasião, toda a Praça da Liberdade foi reformulada, adquirindo o seu aspecto atual. Em 1922, para comemorar os cem anos da Independência Brasileira, a Praça 12 de Outubro passou a se chamar Praça Sete de Setembro e ganhou o famoso "Pirulito".
Essa onda de progresso continuou ao longo da década de 30. Na periferia, surgiram novos bairros. Cresceram nessa época Lourdes, Barreiro, Nova Suíça, Gameleira, Renascença, Sagrada Família e Parque Riachuelo. Muitas favelas também começaram a se formar. A expansão da cidade aconteceu sem um maior controle ou planejamento e isso trouxe sérios problemas urbanos. Muitos dos novos bairros não possuíam os serviços básicos de água, luz e esgotos. Enquanto isso, o centro permanecia relativamente vazio. Na arquitetura, surgiram novidades: o primeiro edifício de dez andares e um novo estilo de fachadas, como a do Cine Brasil.
A Revolução de 3 de outubro de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, também marcou a história da cidade. Tomada de surpresa, a população assistiu à troca de tiros entre revolucionários e as forças federais, no cerco ao Quartel do 12º RI. Nos anos seguintes, a ditadura do Estado Novo traria o fechamento do Poder Legislativo, o controle da imprensa e o clima tenso da repressão. Como conseqüência da política de modernização da economia implantada por Vargas, as bases para o desenvolvimento industrial da cidade foram lançadas, criando-se a zona industrial de Belo Horizonte.
Dois acontecimentos importantes na década foram o 2º Congresso Eucarístico Nacional, em 1936, que reuniu milhares de católicos na Praça Raul Soares, e a Exposição de Arte Moderna, no mesmo ano. O período viu, ainda, nascerem as duas primeiras rádios da cidade a Rádio Mineira (1931) e a Rádio Inconfidência (1936). Com seus programas de auditório, transmitidos ao vivo, elas viveriam seus anos dourados na década seguinte. A capital começava a amadurecer.
Nesse período, a capital viu nascer a geração de escritores modernistas que iria se destacar no cenário nacional. Carlos Drumond de Andrade, Cyro dos Anjos, Luís Vaz, Alberto Campos, Pedro Nava, Emílio Moura, Milton Campos, João Alphonsus, Abgar Renault e Belmiro Braga, reunidos no Bar do Ponto, no Trianon ou na Confeitaria Estrela, eram rapazes inquietos que mudaram o panorama da literatura brasileira.
No campo das artes e da cultura, a cidade experimentou um grande desenvolvimento. Enquanto o Teatro Municipal vivia seus anos de glória, novas salas de cinema eram inauguradas como os cines Pathê, Glória, Odeon e Avenida. Em 1926, o maestro Francisco Nunes fundou o Conservatório Mineiro de Música. No ano seguinte, era criada a Universidade de Minas Gerais. Em 1929, fundou-se Automóvel Clube, ponto de encontro da elite belo-horizontina.
Como um reflexo do fim da I Guerra Mundial, em 1918, a indústria de Belo Horizonte ganhou impulso na década de vinte. Os serviços urbanos foram ampliados para atender a uma população sempre crescente. Parecia, finalmente, que a modernidade tinha chegado à Capital. Inauguraram-se grandes obras, como o viaduto de Santa Tereza, a nova Matriz da Boa Viagem e o Mercado Municipal. Os automóveis circulando pelas ruas tornaram-se comuns, exigindo a criação de um código de trânsito e da primeira auto-escola. Surgiram também os auto-ônibus, complementando p serviço dos bondes.
Como prova do desenvolvimento e do prestígio, Belo Horizonte recebeu a visita dos reis da Bélgica, em 1920. Na ocasião, toda a Praça da Liberdade foi reformulada, adquirindo o seu aspecto atual. Em 1922, para comemorar os cem anos da Independência Brasileira, a Praça 12 de Outubro passou a se chamar Praça Sete de Setembro e ganhou o famoso "Pirulito".
Essa onda de progresso continuou ao longo da década de 30. Na periferia, surgiram novos bairros. Cresceram nessa época Lourdes, Barreiro, Nova Suíça, Gameleira, Renascença, Sagrada Família e Parque Riachuelo. Muitas favelas também começaram a se formar. A expansão da cidade aconteceu sem um maior controle ou planejamento e isso trouxe sérios problemas urbanos. Muitos dos novos bairros não possuíam os serviços básicos de água, luz e esgotos. Enquanto isso, o centro permanecia relativamente vazio. Na arquitetura, surgiram novidades: o primeiro edifício de dez andares e um novo estilo de fachadas, como a do Cine Brasil.
A Revolução de 3 de outubro de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, também marcou a história da cidade. Tomada de surpresa, a população assistiu à troca de tiros entre revolucionários e as forças federais, no cerco ao Quartel do 12º RI. Nos anos seguintes, a ditadura do Estado Novo traria o fechamento do Poder Legislativo, o controle da imprensa e o clima tenso da repressão. Como conseqüência da política de modernização da economia implantada por Vargas, as bases para o desenvolvimento industrial da cidade foram lançadas, criando-se a zona industrial de Belo Horizonte.
Dois acontecimentos importantes na década foram o 2º Congresso Eucarístico Nacional, em 1936, que reuniu milhares de católicos na Praça Raul Soares, e a Exposição de Arte Moderna, no mesmo ano. O período viu, ainda, nascerem as duas primeiras rádios da cidade a Rádio Mineira (1931) e a Rádio Inconfidência (1936). Com seus programas de auditório, transmitidos ao vivo, elas viveriam seus anos dourados na década seguinte. A capital começava a amadurecer.
Anos 40 e 50
Nasce uma moderna metrópole
Nasce uma moderna metrópole
Os anos quarenta trazem a modernidade e dão um ar de metrópole à Belo Horizonte. Nessa época, a capital ganhou várias indústrias, abandonando seu perfil de cidade administrativa. O impulso para isso foi dado pela criação de um Parque Industrial, em 1941. O setor de serviços também começou a crescer com o fortalecimento do comércio. O centro da cidade tornou-se, então, uma área valorizada, principalmente para a construção de edifícios, e passou a sofrer a especulação imobiliária.
O grande responsável pela transformação de Belo Horizonte foi o prefeito Juscelino Kubitschek. Com o objetivo de renovar a capital, promovendo um surto de desenvolvimento e modernização, JK realizou diversas obras que projetaram internacionalmente o nome da cidade.
A mais importante delas foi o Complexo Arquitetônico da Pampulha inaugurado em 1943. Desenhado pelo jovem arquiteto Oscar Niemeyer, o complexo era formado por quatro obras principais a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Cassino e o Iate Golf Clube instaladas às margens da lagoa artificial. Com suas linhas originais e modernas, Oscar Niemeyer fez da Pampulha um dos maiores exemplos da arquitetura modernista brasileira.
Também foi uma iniciativa de Juscelino Kubitschek, a construção de um conjunto habitacional no bairro São Cristóvão, localizado na Avenida Antônio Carlos, que, na época se chamava Avenida Pampulha. O Conjunto IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários), como foi denominado, surgiu como uma alternativa para o problema da moradia na cidade e como uma tentativa da Prefeitura de ordenar a região da Lagoinha. Em 1941, também com projeto de Oscar Niemeyer, o Palácio da Artes começou a ser construído.
Um pouco mais tarde, já no final da década, um outro marco na arquitetura da capital seria inaugurado: o Edifício Acaiaca, na Avenida Afonso Pena. Com sua fachada de linhas retas e sóbrias, onde se destacavam as faces de dois índios, o Acaiaca era o maior e mais moderno prédio de Belo Horizonte, com os elevadores mais velozes da cidade. Nessa época, ainda aconteceu a construção do Teatro Francisco Nunes (1949), no Parque Municipal, e da primeira estação rodoviária da cidade.
Se a marca dos anos 40 foi a modernização da arquitetura da cidade, os anos 50 ficariam conhecidos como a década da indústria, em razão do surto de desenvolvimento alcançado pela capital. A criação da Cemig, em 1952, e o desenvolvimento da Cidade Industrial, nas proximidades de Belo Horizonte (Contagem) são dois fatores que explicam esse crescimento.
Nessa década, caracterizada pelo grande êxodo rural, a população da cidade dobra de tamanho, passando de 350 mil para 700 mil habitantes. Surgem novos bairros, como o Sion e o São Pedro. Uma nova avenida é aberta, sendo chamada de Cristiano Machado. Os problemas urbanos e a falta de moradia tornam-se mais graves. Preocupado com o crescimento desordenado da cidade, o prefeito Américo René Gianetti dá início à elaboração de um Plano Diretor para Belo Horizonte.
A cidade torna-se vertical com uma série de prédios cada vez mais altos sendo construídos. É dessa época o Edifício Clemente Faria, feito para ser a sede do Banco Lavoura (atual Banco Real), na Praça Sete. Projetados por Oscar Niemeyer, o Edifício JK, o Edifício do Bemge, o prédio do Colégio Estadual Milton Campos (atual Estadual Central), o Edifício Niemeyer e a sede da Biblioteca Pública Estadual são belos exemplares da arquitetura moderna caracterizados pela simplificação de formas e pelo uso de esquadrias metálicas, concreto, vidros e revestimentos de mármores e pastilhas.
Foi nos anos 50 que a cidade passou a ser influenciada pelo estilo de vida americano. Aquela era a época das grandes orquestras, que faziam sucesso não apenas no rádio, como também na recém-inaugurada TV Itacolomi. Nas boates e nos clubes cada vez mais numerosos tinham lugar as "horas dançantes" e os bailes de gala. Já para a população mais pobre, a diversão acontecia mesmo na rua, proporcionada pelas apresentações do cine grátis.
O grande responsável pela transformação de Belo Horizonte foi o prefeito Juscelino Kubitschek. Com o objetivo de renovar a capital, promovendo um surto de desenvolvimento e modernização, JK realizou diversas obras que projetaram internacionalmente o nome da cidade.
A mais importante delas foi o Complexo Arquitetônico da Pampulha inaugurado em 1943. Desenhado pelo jovem arquiteto Oscar Niemeyer, o complexo era formado por quatro obras principais a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Cassino e o Iate Golf Clube instaladas às margens da lagoa artificial. Com suas linhas originais e modernas, Oscar Niemeyer fez da Pampulha um dos maiores exemplos da arquitetura modernista brasileira.
Também foi uma iniciativa de Juscelino Kubitschek, a construção de um conjunto habitacional no bairro São Cristóvão, localizado na Avenida Antônio Carlos, que, na época se chamava Avenida Pampulha. O Conjunto IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários), como foi denominado, surgiu como uma alternativa para o problema da moradia na cidade e como uma tentativa da Prefeitura de ordenar a região da Lagoinha. Em 1941, também com projeto de Oscar Niemeyer, o Palácio da Artes começou a ser construído.
Um pouco mais tarde, já no final da década, um outro marco na arquitetura da capital seria inaugurado: o Edifício Acaiaca, na Avenida Afonso Pena. Com sua fachada de linhas retas e sóbrias, onde se destacavam as faces de dois índios, o Acaiaca era o maior e mais moderno prédio de Belo Horizonte, com os elevadores mais velozes da cidade. Nessa época, ainda aconteceu a construção do Teatro Francisco Nunes (1949), no Parque Municipal, e da primeira estação rodoviária da cidade.
Se a marca dos anos 40 foi a modernização da arquitetura da cidade, os anos 50 ficariam conhecidos como a década da indústria, em razão do surto de desenvolvimento alcançado pela capital. A criação da Cemig, em 1952, e o desenvolvimento da Cidade Industrial, nas proximidades de Belo Horizonte (Contagem) são dois fatores que explicam esse crescimento.
Nessa década, caracterizada pelo grande êxodo rural, a população da cidade dobra de tamanho, passando de 350 mil para 700 mil habitantes. Surgem novos bairros, como o Sion e o São Pedro. Uma nova avenida é aberta, sendo chamada de Cristiano Machado. Os problemas urbanos e a falta de moradia tornam-se mais graves. Preocupado com o crescimento desordenado da cidade, o prefeito Américo René Gianetti dá início à elaboração de um Plano Diretor para Belo Horizonte.
A cidade torna-se vertical com uma série de prédios cada vez mais altos sendo construídos. É dessa época o Edifício Clemente Faria, feito para ser a sede do Banco Lavoura (atual Banco Real), na Praça Sete. Projetados por Oscar Niemeyer, o Edifício JK, o Edifício do Bemge, o prédio do Colégio Estadual Milton Campos (atual Estadual Central), o Edifício Niemeyer e a sede da Biblioteca Pública Estadual são belos exemplares da arquitetura moderna caracterizados pela simplificação de formas e pelo uso de esquadrias metálicas, concreto, vidros e revestimentos de mármores e pastilhas.
Foi nos anos 50 que a cidade passou a ser influenciada pelo estilo de vida americano. Aquela era a época das grandes orquestras, que faziam sucesso não apenas no rádio, como também na recém-inaugurada TV Itacolomi. Nas boates e nos clubes cada vez mais numerosos tinham lugar as "horas dançantes" e os bailes de gala. Já para a população mais pobre, a diversão acontecia mesmo na rua, proporcionada pelas apresentações do cine grátis.
Anos 60 e 70
O progresso avança pela cidade
O progresso avança pela cidade
O crescimento econômico transformou o perfil de Belo Horizonte na década de 60. Sem respeito pela memória da cidade, o progresso avançou sobre suas ruas, demolindo casas, erguendo arranha-céus, derrubando árvores, cobrindo tudo de asfalto. Já não era possível reconhecer a "Cidade-Jardim" que tanto encantara os poetas; a cidade verde tinha ficado no passado. Era preciso desafogar o trânsito e as avenidas rasgavam cada vez mais o tecido da cidade. Até o "Pirulito" foi retirado da Praça Sete, como parte das transformações radicais, e foi deixado no Museu Abílio Barreto.
A descaracterização da cidade fez-se sem remorsos. Se os espaços verdes desapareciam, se a beleza das antigas construções era transformada em pó, em seu lugar surgiam edifícios modernos, novas e novas indústrias.
Os anos 60 foram marcados pelo crescimento das indústrias e das instituições financeiras. Nessa época, Belo Horizonte começou a irradiar seu crescimento e suas cidades vizinhas também receberam muitos investimentos e fábricas. Esse progresso, contudo, não se fez sem o agravamento das desigualdades e problemas sociais. O surgimento de inúmeras favelas comprova o desequilíbrio causado pela concentração de renda.
Mas, não foi somente o desenvolvimento econômico que modificou a rotina de Belo Horizonte. A instauração da ditadura militar, após o Golpe de 64, também levou a população às ruas. Primeiro foram as mulheres católicas que com seus terços em punho, apoiaram o "movimento que nos livrara do perigo comunista". A manifestação foi denominada a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade". Mais tarde, vieram os estudantes dessa vez, protestando contra a falta de liberdade, o desrespeito aos direitos humanos e constitucionais. Inúmeras vezes, a Praça Sete assistiu à multidão ser dispersada com bombas e a prisão de manifestantes. Em 1978, seria a vez da campanha pela anistia dos presos políticos mobilizar os belo-horizontinos.
Na década de 70, a cidade era o próprio retrato do caos. Com um milhão de habitantes, belo Horizonte continuava crescendo desordenadamente. Nas regiões norte e oeste e nos municípios vizinhos, com a criação de distritos industriais e a instalação de empresas multinacionais, a população tornou-se cada vez mais densa. Na tentativa de resolver os problemas causados pela falta de planejamento, foram tomadas várias medidas: criou-se o Plambel e instituiu a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A política de crescimento econômico acelerado, porém não resolvia os problemas sociais. A crise prolongada e os baixos salários levaram a população mais uma vez às ruas, já no final da década. Professores da rede pública e operários da construção civil, paralisando a cidade na greve de 1979, mostraram seu descontentamento com relação aos problemas econômicos e sociais, mas também em relação ao regime militar.
A descaracterização da cidade fez-se sem remorsos. Se os espaços verdes desapareciam, se a beleza das antigas construções era transformada em pó, em seu lugar surgiam edifícios modernos, novas e novas indústrias.
Os anos 60 foram marcados pelo crescimento das indústrias e das instituições financeiras. Nessa época, Belo Horizonte começou a irradiar seu crescimento e suas cidades vizinhas também receberam muitos investimentos e fábricas. Esse progresso, contudo, não se fez sem o agravamento das desigualdades e problemas sociais. O surgimento de inúmeras favelas comprova o desequilíbrio causado pela concentração de renda.
Mas, não foi somente o desenvolvimento econômico que modificou a rotina de Belo Horizonte. A instauração da ditadura militar, após o Golpe de 64, também levou a população às ruas. Primeiro foram as mulheres católicas que com seus terços em punho, apoiaram o "movimento que nos livrara do perigo comunista". A manifestação foi denominada a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade". Mais tarde, vieram os estudantes dessa vez, protestando contra a falta de liberdade, o desrespeito aos direitos humanos e constitucionais. Inúmeras vezes, a Praça Sete assistiu à multidão ser dispersada com bombas e a prisão de manifestantes. Em 1978, seria a vez da campanha pela anistia dos presos políticos mobilizar os belo-horizontinos.
Na década de 70, a cidade era o próprio retrato do caos. Com um milhão de habitantes, belo Horizonte continuava crescendo desordenadamente. Nas regiões norte e oeste e nos municípios vizinhos, com a criação de distritos industriais e a instalação de empresas multinacionais, a população tornou-se cada vez mais densa. Na tentativa de resolver os problemas causados pela falta de planejamento, foram tomadas várias medidas: criou-se o Plambel e instituiu a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A política de crescimento econômico acelerado, porém não resolvia os problemas sociais. A crise prolongada e os baixos salários levaram a população mais uma vez às ruas, já no final da década. Professores da rede pública e operários da construção civil, paralisando a cidade na greve de 1979, mostraram seu descontentamento com relação aos problemas econômicos e sociais, mas também em relação ao regime militar.
Anos 80 e 90
Os cidadãos redescobrem Belo Horizonte
Os cidadãos redescobrem Belo Horizonte
A chegada dos anos 80 marcou o início de uma mudança nas relações do belo-horizontino com sua cidade. O crescimento desordenado e os problemas de perda de importantes marcos da história de Belo Horizonte, a degradação ambiental e as desigualdades sociais, foram pouco a pouco, tornando-se algumas das maiores preocupações dos cidadãos. A consciência de que é preciso cuidar da cidade, ao mesmo tempo permitindo seu desenvolvimento e garantindo a qualidade de vida de seus habitantes, difundiu-se cada vez mais entre a população.
Foi ao longo da década de 80 que o belo-horizontino redescobriu o espaço das ruas, fazendo dele o palco de suas manifestações, de seus protestos e de suas artes. Em 1980, milhares pessoas tomaram a Avenida Afonso Pena e a então Praça Israel Pinheiro (hoje, Praça do Papa) para receber o próprio Papa João Paulo II. Em 83, diversas entidades e cidadãos saíram às ruas para protestar contra a demolição do prédio do Cine Metrópole, defendendo seu tombamento pelo Patrimônio Histórico. Em 84, a multidão lotou a Praça da Rodoviária para dar força à campanha "Diretas Já", participando do comício que reuniu nomes como Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Brizola e Lula. Um ano depois, os mesmos manifestantes chorariam a morte do recém-eleito presidente Tancredo Neves, acompanhando seu velório no Palácio da Liberdade. Mais recentemente, em 92, seria a vez dos jovens "cara-pintadas" protestarem contra a corrupção e exigirem o impedimento do presidente Fernando Collor.
Uma mentalidade diferente daquela que orientou o crescimento nas décadas anteriores começava a surgir. As obras realizadas na cidade ganharam nova direção. Em 1981, adotou-se um novo sistema de transporte, na tentativa de melhorara situação do trânsito na cidade. Foi iniciada a implantação do metrô de superfície como uma alternativa rápida, segura e menos poluente para o transporte de massa. Em 84, a canalização do Ribeirão Arrudas, que está sendo concluída agora em 1997, pôs fim ao problema das enchentes que todos os anos causava prejuízos ao centro da capital.
A memória da cidade começou a ser mais valorizada, com o tombamento de vários edifícios de importância histórica. A população ganhou, ainda, diversos espaços de lazer, como o Parque das Mangabeiras, inaugurado em 82, e o Mineirinho. A área de saúde também experimentou grandes avanços com a redução do número de casos de poliomielite e tétano, graças às campanhas de vacinação infantil.
Ainda assim os problemas não desapareceram. A Pampulha, um dos principais cartões-postais da cidade, era uma lagoa praticamente morta, tão poluída estavam suas águas. Uma praga de aguapés havia tomado conta de quase toda a superfície da lagoa, reproduzindo-se descontroladamente e provocando um desequilíbrio ecológico.
Na década atual, a valorização do espaço urbano teria continuidade. Em 1990, a Lei Orgânica do Município foi aprovada, trazendo avanços em diversos setores sociais. Em 92, criou-se o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município para tratar do tombamento de construções de valor histórico. Espaços como a Praça da Liberdade, a Praça da Assembléia e o Parque Municipal, que se encontravam abandonados e desvalorizados, foram recuperados e a população voltou a frenqüentá-los e a cuidar de sua preservação. Em 96, o Plano Diretor da cidade e a Lei de uso e Ocupação do Solo passaram a regular e ordenar o crescimento da capital.
A cultura passou a ser valorizada como um instrumento de conquista da cidadania. Assim, surgiram inúmeros projetos com o objetivo de popularizar a arte. O Grupo de Teatro Galpão é um dos que levam seus espetáculos às ruas. Com ele surgiu a iniciativa do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua. Na dança, há os exemplos dos grupos 1º Ato e Corpo. Na música, o Coral Ars Nova, já se apresentou em todos os continentes e venceu diversos concursos internacionais de coros, e o Grupo Uakti, principal grupo de música instrumental e experimental do Brasil.
contatos : henrique_guia@hotmail.com
31 3426 4469 ou 94316649
Foi ao longo da década de 80 que o belo-horizontino redescobriu o espaço das ruas, fazendo dele o palco de suas manifestações, de seus protestos e de suas artes. Em 1980, milhares pessoas tomaram a Avenida Afonso Pena e a então Praça Israel Pinheiro (hoje, Praça do Papa) para receber o próprio Papa João Paulo II. Em 83, diversas entidades e cidadãos saíram às ruas para protestar contra a demolição do prédio do Cine Metrópole, defendendo seu tombamento pelo Patrimônio Histórico. Em 84, a multidão lotou a Praça da Rodoviária para dar força à campanha "Diretas Já", participando do comício que reuniu nomes como Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Brizola e Lula. Um ano depois, os mesmos manifestantes chorariam a morte do recém-eleito presidente Tancredo Neves, acompanhando seu velório no Palácio da Liberdade. Mais recentemente, em 92, seria a vez dos jovens "cara-pintadas" protestarem contra a corrupção e exigirem o impedimento do presidente Fernando Collor.
Uma mentalidade diferente daquela que orientou o crescimento nas décadas anteriores começava a surgir. As obras realizadas na cidade ganharam nova direção. Em 1981, adotou-se um novo sistema de transporte, na tentativa de melhorara situação do trânsito na cidade. Foi iniciada a implantação do metrô de superfície como uma alternativa rápida, segura e menos poluente para o transporte de massa. Em 84, a canalização do Ribeirão Arrudas, que está sendo concluída agora em 1997, pôs fim ao problema das enchentes que todos os anos causava prejuízos ao centro da capital.
A memória da cidade começou a ser mais valorizada, com o tombamento de vários edifícios de importância histórica. A população ganhou, ainda, diversos espaços de lazer, como o Parque das Mangabeiras, inaugurado em 82, e o Mineirinho. A área de saúde também experimentou grandes avanços com a redução do número de casos de poliomielite e tétano, graças às campanhas de vacinação infantil.
Ainda assim os problemas não desapareceram. A Pampulha, um dos principais cartões-postais da cidade, era uma lagoa praticamente morta, tão poluída estavam suas águas. Uma praga de aguapés havia tomado conta de quase toda a superfície da lagoa, reproduzindo-se descontroladamente e provocando um desequilíbrio ecológico.
Na década atual, a valorização do espaço urbano teria continuidade. Em 1990, a Lei Orgânica do Município foi aprovada, trazendo avanços em diversos setores sociais. Em 92, criou-se o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município para tratar do tombamento de construções de valor histórico. Espaços como a Praça da Liberdade, a Praça da Assembléia e o Parque Municipal, que se encontravam abandonados e desvalorizados, foram recuperados e a população voltou a frenqüentá-los e a cuidar de sua preservação. Em 96, o Plano Diretor da cidade e a Lei de uso e Ocupação do Solo passaram a regular e ordenar o crescimento da capital.
A cultura passou a ser valorizada como um instrumento de conquista da cidadania. Assim, surgiram inúmeros projetos com o objetivo de popularizar a arte. O Grupo de Teatro Galpão é um dos que levam seus espetáculos às ruas. Com ele surgiu a iniciativa do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua. Na dança, há os exemplos dos grupos 1º Ato e Corpo. Na música, o Coral Ars Nova, já se apresentou em todos os continentes e venceu diversos concursos internacionais de coros, e o Grupo Uakti, principal grupo de música instrumental e experimental do Brasil.
contatos : henrique_guia@hotmail.com
31 3426 4469 ou 94316649
7º BH Zouk
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7º BH Zouk |
Entre os dias 1º e 3 de julho acontece a sétima edição do BH Zouk. O evento reúne amantes do zouk e da dança de salão de todo o país em aulas e festas exclusivas.
Durante três dias, são esperados mais de 500 convidados e um público mineiro de cinco mil pessoas.
A programação promete agitar o início de julho em BH. Entre as opções, aulas de dança de salão, festas abertas ao público e gratuitas e eventos fechados apenas para os participantes do congresso.
Nos dias 1º e 2 de julho acontecem as aulas (níveis básico, intermediário e avançado) de diversos ritmos, como zouk, samba, salsa e sertanejo universitário. Os cursos para iniciantes são gratuitos e acontecem na Faculdade Pitágoras (Rua Guajajaras, 591).
Para selecionar as aulas, um time de professores mais que especiais: Rodrigo Delano, Marcelo Chocolate, Alex Carvalho, Jaime Aroxa, Paulinha Leal, Sheila Aquino, Renata Peçanha, Jorge Perez, Naiara Marcia (BH), Camila Sava (BH), Emerson Pires (BH), Maria Cecília (BH), Leo e Cecília (BH), Julio Cesar, Israel e Patica (DF), João Lambadeiro (BA), Philip Miha (SP), Renato Veronezi (SP) e a dupla Bel e Euler.
No sábado, 2 de julho, a Praça da Liberdade cede espaço para a festa do evento, que acontece entre 17h e 22h. Na programação do evento gratuito, aulão de zouk braisleiro e apresentação da Cia. Rodrigo Delano.
Outras atividades, como a Noite do Branco (festa de abertura), palestras, mostras coreógraficas e até churrasco de encerramento estão previstas para os três dias de evento.
convide alguem para ir com você
Informações
Local
Universidade da Dança de Salão Rodrigo Delano
Endereço
Rua João Lúcio Brandão, 207 - Prado
Cidade
Belo Horizonte MG
Preço
R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada)
Contato
(31) 3292-7976 / 3077-8820
quarta-feira, 29 de junho de 2011
ARQUIDIOCESE DE MARIANA
Contatos : 31 3426 4469 ou 31 94316649
" GUIA GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009 19
ARQUIDIOCESE DE MARIANA
NOTA HISTÓRICA
Com a posse canônica de Dom Frei Manoel da Cruz, cisterciense
da família de São Bernardo e Primeiro Bispo, na histórica data de
2 de fevereiro de 1748, Mariana se tornou, dentro do contexto
brasileiro, a sexta diocese, depois do bispado da Bahia (1555), Rio de
Janeiro (1676), Olinda (1676), Maranhão (1677) e Pará (1719). Antes
da data inaugural de nossa diocese (02/02/1748), a Província das Minas
Gerais “in spiritualibus” dava obediência aos Bispos do Rio de Janeiro.
Umas quarenta paróquias aproximadamente foram aqui instituídas
pelo Ordinário fluminense, no período de 1702 a 1721. Entre estas primeiras,
um total de vinte e três ainda pertencem à atual Arquidiocese:
Carmo (Mariana), São Sebastião (Bandeirantes), São Caetano (Monsenhor
Horta), Sumidouro (Padre Viegas), Furquim, Pilar de Ouro Preto,
Catas Altas (do Mato Dentro), Cachoeira do Campo, Guarapiranga (Piranga),
Ouro Branco, Antônio Dias de Ouro Preto, Santa Bárbara, São
Bartolomeu, Inficionado (Santa Rita Durão), Camargos, Antônio Pereira,
Casa Branca (Glaura), Congonhas, Itabira do Campo (Itabirito), Itaverava,
Itatiaya, Borda do Campolide (Barbacena) e Carijós (Conselheiro
Lafaiete).
20 GUIA GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009
A mesma bula papal que criou a Diocese de Mariana -”Candor Lucis
Aeternae”- criou também o bispado de São Paulo. Depois de cento e sessenta
anos, nossa Diocese, foi elevada à categoria de Arquidiocese, juntamente
com o bispado de Belém do Pará, por um mesmo documento
pontifício - “Sempiternam Humani Generis”, de São Pio X, 1/5/1906. Celebramos
em 2006, a data jubilar dos cem anos como Arquidiocese.
O território coberto pela diocese primaz de Minas, aproximadamente
um quinto do Estado, a região mineira então habitada (centro e sudeste),
hoje está repartido entre seis províncias eclesiásticas e se subdividiu
numa radiosa constelação de bispados, como, Diamantina, Pouso Alegre,
Campanha, Juiz de Fora, Belo Horizonte, Leopoldina, Caratinga,
Aterrado (Luz), São João del Rei, Itabira. A sua Catedral tornou-se assim
a matriz dadivosa de tantas outras Catedrais.
De Mariana, irradiou-se para todos os horizontes mineiros o facho
sagrado do Evangelho que civilizou, educou e engrandeceu a gente mineira.
Em Mariana, se ergueram sólidos os umbrais da Religião Católica
para os montanheses. Assumindo a sua história, nossa Arquidiocese
quer guardar ciosamente o precioso legado que recebeu de seus ancestrais
na fé: uma adesão irrestrita a Jesus Cristo e à sua Igreja e o compromisso
de amar e servir na solicitude para com todos, com especial
cuidado para com os mais necessitados.
Há em Mariana “um patrimônio de fé” a ser cultivado, trabalhado e
colocado, permanentemente, a serviço da solidariedade. Nossa tarefa
será assumir, com novo ardor, a evangelização, procurando que Jesus, o
Bom Pastor, seja mais conhecido e amado e seja instaurado entre nós
seu Reino de Justiça, Amor e Paz.
BISPOS E ARCEBISPOS DE MARIANA
Mons. Flávio Carneiro Rodrigues
Os antíteses marianenses são oito bispos e cinco arcebispos. Sete
vieram de congregações religiosas (cirterciense, dominicana, franciscana,
(2) lazarista, salesiana e jesuíta) e seis, presbíteros do clero secular.
Os sete primeiros eram portugueses, dois mineiros do clero marianense
(Dom Silvério e Dom Oscar) dois capixabas (Dom Helvécio e Dom Geraldo)
dois cariocas (Dom Benevides e Dom Luciano). Todos empunharam,
com zelo e dignidade, o báculo de seu pastoreio, seguindo o CanGUIA
GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009 21
dor da Luz Eterna, o divino esplendor do Evangelho. Ainda ressoa o
sagrado compromisso de evangelizar, com novo ardor a caminho do
Reino Definitivo.
Os bispados de Mariana e São Paulo, constituídos pelo mesmo documento
pontifício, têm idade igual. Mas enquanto Mariana só teve oito
bispos e cinco arcebispos, São Paulo foi governado por doze bispos e seis
arcebispos. Foram mais longos os períodos de governo de alguns antístites
marianenses: Dom Helvécio (37 anos), Dom Viçoso (31 anos), Dom
Oscar (38 anos), Dom Silvério (25 anos) e Dom Luciano (18 anos). Além
disso, Mariana passou por várias vacâncias: sete anos depois de Dom
Frei Manoel da Cruz (1764-1772); cinco anos depois de Dom Frei Domingos
Pontével (1793- 1798); três anos depois de Dom Frei Cipriano;
nove meses depois de Dom Frei José da Santíssima Trindade; e dez
meses (agosto de 2006 a junho de 2007) depois da morte de Dom Luciano
Pedro Mendes de Almeida.
O primeiro da honrosa galeria, Dom Frei Manoel da Cruz (1748-
1764), transferido do Maranhão onde, por sete anos, serviu, com edificante
zelo, aceitou, com entusiasmo apostólico, sua transferência para
Mariana, aonde conseguiu chegar depois de uma homérica viagem de
4.000 quilômetros, pelo interior brasileiro, que lhe custou nada menos
que quatorze meses. Em Mariana, finalmente, levou meses recuperando
sua condições físicas para tomar posse em 17/12/1748. Foi um apóstolo
intrépido: fundou o seminário de veneranda história; encarou com
firmeza, a resistência de um Cabido mal informado que se lhe opôs,
quando quis introduzir na Catedral a devoção ao Coração de Jesus; criou
paróquias, ordenou 227 sacerdotes.
O segundo e terceiro bispos tomaram posse do bispado de Mariana
através de Procuradores e não pisaram o território Marianense. O segundo,
Dom Joaquim Borges de Figueroa (1772-1773), logo depois de
nomeado Bispo de Mariana, foi transferido para o Arcebispado da Bahia,
que havia vagado e em cuja catedral está sepultado. Curioso na vida
deste bispo é que viveu a maior parte de sua vida como subdiácono no
Patriarcado de Lisboa, só foi ordenado padre com cinqüenta e sete anos
e, com apenas oito meses de padre, foi eleito bispo. Depois de um ano
somente como bispo de Mariana, foi promovido a arcebispo da Bahia.
No breve período de três anos, subiu de subdiácono a Arcebispo. Em
seu curto governo, não deixou de manifestar cuidado com o seminário.
22 GUIA GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009
O terceiro, Dom Bartolomeu Manuel Mendes dos Reis (1773-1779),
residia longe, na China (Macau), quando foi escolhido para Mariana.
Empreendendo a viagem de regresso, deteve-se em Portugal de onde
não se animou a transpor o oceano para chegar a Mariana que administrou
através de procuradores, durante cinco anos e oito meses. Foi ele
um dos bispos consagrantes de Dom Pontevél e o bispo que ordenou
sacerdote dom Frei Cipriano de São José, respectivamente seu primeiro
e segundo sucessores na Cátedra de Mariana. Renunciou à diocese e
viveu, depois disto, muitos anos em Lisboa.
O quarto, Dom Frei Domingos da Encarnação Pontevél (1779-1793),
visitou mais de uma vez as quarenta e seis paróquias de sua diocese, fez
reformas na Catedral, ordenou 125 padres. Seus últimos anos viveu em
Ouro Preto, onde faleceu. O episódio da Inconfidência Mineira aconteceu
em seu governo e teve a participação de uns oito padres de seu
clero. Foi extremoso pai dos pobres e abandonados.
Dom Frei Cipriano de São José (1798-1817), soube governar com
energia, corrigindo muitos abusos implantados anteriormente. Grande
administrador, ornou o paço episcopal com melhoramentos e jardins.
Ordenou 142 padres.
Dom Frei José da Santíssima Trindade (1820-1835), reabriu o seminário
desativado há nove anos, reformou mais uma vez a Catedral, deu
assistência às comunidades do bispado, então já muito povoado (71
paróquias e 312 curatos). Em seu governo, o Brasil consegue sua independência
política e o bispo de Mariana é convocado à corte para a
consagração do novo imperador. Nesta época, são fundados os colégios
do Caraça e de Congonhas. Crismou 3.600 batizados e ordenou 136 padres.
Em sua lápide mortuária, na cripta da Catedral, pode-se ler: “Salve
prelado caríssimo, honra e glória do áureo trono episcopal.”
O servo de Deus, Dom Antônio Ferreira Viçoso (1844-1875), nasceu
em Portugal (13/05/1787), onde fez os primeiros estudos e foi ordenado
padre. Chegando ao Brasil com 32 anos (1819), identificou-se com o
povo brasileiro que amou extremosamente. Foi, entre nós, padre, missionário,
educador da juventude, defensor dos direitos da Igreja, protetor
dos escravos e dos órfãos. Eleito sétimo bispo de Mariana (1844),
consagrou-se mais ainda à glória de Deus, empenhando-se heroicamente
pela exaltação da Igreja e dignidade do Clero. Plantou, em todo o solo
mineiro, fecundas sementes de fé católica e temor a Deus.
GUIA GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009 23
Teve um governo marcante e deixou uma memória vereranda, bendita
e aplaudida até os dias atuais. Mostrou um carinho imenso com o
seminário que entregou à direção de seus co-irmãos lazaristas; trouxe
da França as irmãs Vicentinas para cuidarem da formação feminina no
Colégio Providência; visitou cinco vezes todas as paróquias da vasta diocese;
pregou exaustivamente a Palavra de Deus; defendeu escravos,
pobres e oprimidos; ordenou 316 padres. Muito ensinou e edificou com
seus livros e jornais (Selecta Catholica, O Romano, O Bom Ladrão).
Organizou a criação da Diocese de Diamantina, filha primogênita de
Mariana. Viveu de forma exemplar e morreu com 88 anos, em odor de
santidade, aos 7/7/1875. Seu túmulo se encontra na cripta da Catedral
Basílica de Mariana, Minas Gerais. As gerações que o seguiram confiam
na sua canonização e não esmorecem nesse empenho. Seu processo
concluído já em nível diocesano, tramita agora, envolto de esperanças e
orações, na Congregação para a Causa dos Santos, em Roma. Levado a
essa Congregação o estudo minucioso das virtudes praticadas em grau
superlativo pelo Servo de Deus (Positio Super Virtutibus) recebeu este
exame franca aprovação. Grande é agora a esperança de, em futuro próximo,
ser apresentada à Santa Sé a comprovação fundamentada de um
insigne favor (milagre), atribuído à intercessão de Dom Viçoso, para
que se obtenha assim sua Beatificação. Queira Deus!"
Breve Histórico da Praça da Liberdade BH
A Praça da Liberdade foi instalada na época da construção da capital mineira (1895 – 1897). Inspirada na ideologia do movimento republicano, ela se inseria dentro do plano urbanístico de Araão Reis, o qual se destacava pela simetria do traçado em rede, resultado da superposição das malhas ortogonais de amplas ruas e avenidas e, principalmente, pela localização e distribuição dos equipamentos públicos e órgãos do governo.
O conjunto arquitetônico da Praça foi feito para abrigar a sede do poder mineiro, e assim, é composto pelo Palácio do Governo e dos edifícios que abrigam as Secretarias de Estado, alem da praça, local de reunião popular.
Inicialmente concebido no estilo neoclássico, o complexo foi recebendo ao longo dos anos construções do estilo art déco (Palácio Cristo Rei – década de 1940), edifícios modernos (biblioteca pública e edifício Niemeyer) e pós-moderno (prédio Rainha da Sucata). A praça conta com coreto e fonte luminosa, e seu traçado e jardins foram inspirados no Palácio de Versalhes.
Venha conhecer a nossa Capital Mineira Belo Horizonte .
Contatos: 31 34264469 ou 31 94316649
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Setur promove ação para divulgar Circuito Cultural da Praça da Liberdade
O secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus Filho, participa amanhã (29/06), de visita guiada aos espaços Memorial Minas Gerais – Vale, o Museu das Minas e do Metal e o Espaço TIM UFMG do Conhecimento, integrantes do Circuito Cultural Praça da Liberade.
A visita será acompanhada por representantes do trade turístico e por operadores e receptivos da capital. O objetivo é que as empresas conheçam o Circuito Cultural Praça da Liberdade, que vem se transformando no maior complexo cultural do país, e insiram o atrativo na oferta de roteiros turístico do Estado. Na ocasião também será feita a promoção da temporada turística de inverno em Minas Gerais.
CIDADES HISTÓRICAS MG Guia de turismo Henrique Felix
Preços incluídos:
· Serviço de Guia de Turismo;
· Veículo palio; · Transporte Van (preço a combinar)
SERVIÇO DE GUIA DE TURISMO: Passeio de Mariana: R$80,00 - grupo até 10 pessoas; R$160,00 - grupo acima de 10 pessoas. Passeio em Mariana e Ouro Preto: R$150,00 - grupo até 10 pessoas; R$280,00 - grupo acima de 10 pessoas.
Pacotes sugeridos (com nosso veículo):
· Mariana - R$ 180,00
· Mariana / Ouro Preto – R$ 290,00
· Catas Altas – R$ 320,00
· Catas Altas / Santuário do Caraça – R$ 450,00
· Congonha (ver obras do Aleijadinho) – R$ 320,00
· São João Del Rei / Tiradentes – R$ 560,00
· Belo Horizonte / Sabará – R$ 420,00
· Traslado para o Aeroporto de Confins – R$ 280,00
· Gruta de Maquine – R$ 560,00
· Gruta da Lapinha – R$320,00
· Museu de Inhotim – R$ 420,00
· Sítio Arqueológico Pedra Pintada (Cocais), pinturas rupestres – R$ 420,00
· Roteiro de Mina de Ouro, Gruta e Garimpo de Topázio – R$120,00
· Roteiro de cachoeiras (para banho) – R$120,00
· Pico do Itacolomi – R$120,00
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