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sexta-feira, 1 de março de 2013


Foto panorâmica da Praça da Liberdade

Complexo consagra-se como o maior circuito cultural do País ou Circuito Cultural Praça da Liberdade abre as portas e aguarda sua visita
O Circuito Cultural Praça da Liberdade, localizado na região central de Belo Horizonte, é atualmente o maior complexo de cultura do país e o único do mundo fruto de parceria público-privada, composto de museus históricos, artísticos e temáticos, centros culturais, biblioteca e arquivo, utilizando tecnologia de última geração. Entre as instalações, oito já estão em funcionamento: Arquivo Público Mineiro, Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Centro de Arte Popular Cemig, Espaço TIM UFMG do Conhecimento, Memorial Minas Gerais Vale, Museu das Minas e do Metal, Museu Mineiro e Palácio da Liberdade.
Além destes, outros quatro cinco espaços já estão em processo de implantação: a Casa Fiat de Cultura, o Centro Cultural Banco do Brasil, Centro de Referência da Economia Criativa Sebrae-MG, o Inhotim Escola e o Museu do Automóvel.
Inaugurado em 2010, o Circuito Cultural Praça da Liberdade foi criado com o objetivo de oferecer à população novos espaços de conhecimento, arte, cultura, ciência e entretenimento,em uma área de grande valor histórico e arquitetônico de Belo Horizonte. A oportunidade se concretizou com a transferência da sede do Governo de Minas Gerais para a Cidade Administrativa, no bairro Serra Verde, e Adaptados, os antigos prédios das secretarias passaram a abrigar museus e espaços culturais.

O Circuito Cultural Praça da Liberdade é co-gerido pelo Instituto Sérgio Magnani desde junho de 2012,em parceria firmada com o Governo de Minas Gerais. O modelo de parceria público-privada adotado pelo projeto possibilita a participação e a contribuição direta de empresas para o avanço cultural do estado, representados em investimentos na recuperação do patrimônio, transformação e manutenção dos espaços. Conheça você também o Circuito Cultural Praça da Liberdade.




Com a transferência da sede adminstrativa do Governo de Minas para a Cidade Administrativa, a Praça da Liberdade ganhou novos ares.
Os belos casarões antigos que antes eram ocupados por órgãos públicos estão sendo revitalizados e transformados em museus e centros culturais. É o projeto Circuito Cultural Praça da Liberdade.
Atualmente já há sete centro culturais em funcionamento: Espaço TIM UFMG do Conhecimento, Memorial Minas Gerais – Vale, Arquivo Público Mineiro, Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Museu das Minas e do Metal, Museu Mineiro e o Palácio da Liberdade. E outros seis estão em fase de implantação: Casa Fiat de Cultura, Centro Cultural Banco do Brasil, Centro de Arte Popular – CEMIG, Inhotim Escola, Museu do Automóvel e Museu do Homem Brasileiro – FRM.
Visitamos o Memorial Minas Gerais – Vale e ficamos impressionados com a qualidade do museu.
A bela fachada da antiga Secretaria da Fazenda foi totalmente restaurada. No interior do edifício, o piso trabalhado e a bela escada de ferro trazida da Bélgica relembram os tempos áureos das Minas Gerais.
Museu Minas ValeMuseu Minas ValeMuseu Minas Vale
Os três andares do casarão abrigam exposições modernas e interativas com as manifestações contemporâneas, populares e folclóricas que compõem a identidade de Minas. Tudo de uma forma bem tecnológica e interessante.
Na sala do Panteão da Política Mineira, os quadros com os personagens importantes da Inconfidência interagem e conversam entre si, ao estilo Harry Potter. É interessantíssimo!  Na sala Modernismo, uma iluminação especial e esferas coloridas permitem que o visitante escolha os temas relacionados ao Modernismo que deseja saber maiores detalhes.
Na sala Vilas Mineiras, uma maquete das vilas mineiras do século XVIII e XIX mostram como era a vida diária da população, com direito até à mudança do cenário para demonstrar o anoitecer.
Museu Minas Vale Museu Minas Vale
Na sala Casa da Ópera, há uma réplica da Ópera de Ouro Preto. Na Sala Vale do Jequitinhonha, é possível admirar várias peças do artesanato do Vale do Jequitinhonha.
Museu Minas Vale Museu Minas ValeMuseu Minas Vale
Em outro espaço, manequins confeccionados por Ronaldo Fraga trazem trechos dos poemas de Carlos Drummond de Andrade.
Museu Minas Vale
Há ainda várias salas com vídeos interativos, além de espaço de leitura e midiateca, com  documentários e músicas a disposição do público. Tem também um espaço onde o visitante pode tirar uma foto para integrar a galeria do museu.  E, em breve, haverá a possibilidade de gravar um vídeo contando histórias e memórias familiares para integrar o acervo do museu – A família mineira.
Então fica a dica: em BH, não deixe de visitar a Praça da Liberdade e o interessantíssimo Memorial Minas Gerais – Vale.

Informações úteis:

A entrada ao museu é gratuita.
Há visitas guiadas gratuitas aos sábados e domingos de hora em hora. De terça a sexta, as visitas guiadas ocorrem às 10h, 12h, 14h e 15h30. A duração das visitas guiadas é de 1h30 a 2h.
Funcionamento: de terça a domingo. Às terças, quartas, sextas e sábados, a entrada é das 10h às 17h30, com permanência até às 18h. Às quintas-feiras, a entrada é das 10h às 21h30, com permanência até às 22h. Aos domingos, a entrada é das 10h às 13h30, com permanência até às 14h. Mais informações pelo tel: (31) 3343-7317
End: Memorial Minas Gerais – Vale: Praça da Liberdade, s/ n., esquina com Rua Gonçalves Dias, Belo Horizonte/MG.

GUIA DE TURISMO HENRIQUE FÉLIX
henriktour@hotmail.com
(31) 94316649


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

HENRIK TOUR


Henrik Tour é uma operadora de turismo de Belo Horizonte especializada no receptivo de minas gerais e que oferece passeios às cidades históricas de Ouro Preto, Congonhas, Diamantina, Tiradentes, Sabará. A henrik tour é marcada pela experiência e profissionalismo de seu fundador, credenciado como guia de turismo, trabalhando já há 13 anos no mercado. Pacotes turísticos pela estrada real de duas a sete noites e transporte executivo com motorista são algumas das especialidades da Henrik Tour Turismo e Receptivo.











Contato: (31) 94316649
            (31)85992160
E-mail : henriktour@homail.com

domingo, 1 de julho de 2012

Teatro Francisco Nunes de volta à cena e revigorado




O cenário cultural de Belo Horizonte vai voltar a contar com um importante patrimônio que completa 62 anos de existência em 2012. O Teatro Francisco Nunes, localizado no mais antigo patrimônio ambiental da capital, o Parque Municipal, será restaurado e modernizado por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, e a Unimed-BH. As duas instituições firmaram ontem, em solenidade realizada na sede da PBH, no Centro, um acordo que faz parte do programa Adote um Bem Cultural, mecanismo criado pela Prefeitura para incentivar a parceria entre o poder público e a iniciativa privada na restauração, conservação e promoção dos bens culturais sob proteção municipal. Além do prefeito Marcio Lacerda, o evento contou com as presenças da presidente da Fundação Municipal de Cultura, Thaïs Pimentel, e do diretor-presidente da Unimed-BH, Helton Freitas, entre outras autoridades.

Com projeto arquitetônico da Lazuli Arquitetura, aprovado pela Fundação Municipal de Cultura, a Unimed-BH vai investir R$ 10 milhões no planejamento e na execução das obras. O teatro receberá novas cadeiras, um sistema de ar condicionado e a reforma da caixa cênica, dos sistemas de som e iluminação, da sala de aquecimento para artistas e camarins, da bilheteria, dos banheiros, da lanchonete e da cozinha. O foyer ganhará pé direito duplo, com uma única entrada central e um espaço para exposições. O jardim lateral também será revitalizado, além de serem abertas salas para administração. A iniciativa está em fase de projeto executivo e as obras devem ser iniciadas no segundo semestre deste ano. A reinauguração do espaço está prevista para fevereiro de 2014. O investimento da Unimed será realizado em contrapartida aos projetos de implantação de novas unidades assistenciais, como a Central de Consultórios Médicos, o Instituto de Ensino e Pesquisa em Saúde e o Centro de Promoção da Saúde.

“A reforma do espaço representa o resgate de um símbolo de destaque na história de Belo Horizonte, que é muito importante para a vida de cada um dos cidadãos belo-horizontinos”, disse o prefeito Marcio Lacerda, que destacou a importância da ação para a capital. Marcio explicou ainda que, mesmo a obra sendo feita pela Unimed como medida compensatória pelas unidades de saúde que estão sendo construídas na capital, o espaço vai continuar tendo caráter público e sendo administrado pela Prefeitura.

Helton Freitas, presidente da Unimed-BH, reiterou que, com a revitalização do Francisco Nunes, será devolvido para a capital um de seus maios importantespatrimônios, que representa, inclusive, um símbolo afetivo para muitos mineiros. Helton também destacou a relação existente entre a saúde e outras áreas, como a cultura e o lazer, citando outras importantes intervenções já realizadas na cidade. “Nós acreditamos que pessoas saudáveis precisam de acesso à cultura, à educação, à tecnologia, a oportunidades de emprego, ou seja, de acesso à cidadania. A partir dessa crença, a praça Floriano Peixoto foi devolvida à cidade, em 2010, totalmente restaurada e revitalizada. E, no ano seguinte, a cooperativa construiu e equipou a Praça da Saúde, no bairro Grajaú, na região Oeste da capital”, destacou o presidente.

Teatro Francisco Nunes

O Teatro Francisco Nunes, inicialmente chamado Teatro de Emergência, foi inaugurado em 1950 pelo prefeito Otacílio Negrão de Lima. Nessa época, a cidade encontrava-se carente de teatros, pois o antigo Teatro Municipal havia se transformado no Cine Metrópole, demolido em 1983, e o Palácio das Artes ainda estava em construção. O nome do teatro é uma homenagem ao grande clarinetista e maestro mineiro Francisco Nunes, que criou a Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte e dirigiu o Conservatório Mineiro de Música.

A inauguração possibilitou à cidade ingressar no calendário cultural dos grandes artistas e companhias teatrais do Brasil e do exterior, recebendo orquestras, temporadas líricas, shows antológicos da MPB, festivais universitários, espetáculos teatrais e de dança. O palco do Teatro Francisco Nunes também abrigou o nascimento do moderno teatro mineiro, em suas mais variadas tendências, como os trabalhos de João Ceschiatti, João Etienne Filho, Jota Dangelo e Haydée Bittencourt. Desde 2009 o teatro não era utilizado.
Adote um Bem Cultural

O programa foi lançado em abril de 2011 pela PBH, com o objetivo de incentivar a parceria entre o poder público e a iniciativa privada na restauração, conservação e promoção dos bens culturais. A adoção pode ser voluntária ou realizada por meio de medida compensatória, acordada entre o empreendedor e o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município. O primeiro bem adotado por meio do programa foi o Conjunto Residencial São Cristóvão, o IAPI, que foi pintado e revitalizado por meio de uma parceria entre a Prefeitura e as empresas AkzoNobel/Tintas Coral e Casa & Tinta. Com o visual totalmente renovado, o conjunto foi entregue aos moradores em maio deste ano.

“O programa Adote um Bem Cultural irá possibilitar mais uma importante parceria para a cidade. A Fundação Municipal de Cultura e a Unimed, entendendo a necessidade de modernização do teatro, não mediram esforços para viabilizar uma vontade de todos, que é o retorno do Chico Nunes ao papel de protagonista na cena cultural de Belo Horizonte”, destacou Thaïs Pimentel. A presidente da FMC também ressaltou a grandiosidade do projeto de revitalização, que inclui diversas intervenções.

“Trata-se de uma reforma completa, pois o projeto visa executar a restauração das fachadas internas e externas e a reconfiguração da caixa cênica, cuidando da infraestrutura e modernizando o espaço do teatro. O teatro vai ganhar uma recuperação de todo seu espaço interno, com renovação tanto do layout do teatro quanto de seu mobiliário”, explicou.





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terça-feira, 12 de julho de 2011

Historia de Minas Gerais

O estado de Minas Gerais começou a ser explorado pela primeira vez no século XVI, quando os bandeirantes entraram na região à procura de ouro e pedras preciosas.

Quando soube que a região era rica em minérios e recursos naturais, a Coroa Portuguesa fundou a primeira vila de Minas Gerais em 1711, na cidade de Mariana. Com o atrativo, a região teve um rápido crescimento populacional e logo se tornou um importante centro econômico do país.
Mesmo com a extração, Portugal criou formas rígidas de cobrar mais impostos dos minérios, além de dificultar o desenvolvimento de outras atividades que pudessem garantir mais renda à província, como a exportação de alimentos, fumo, algodão e açúcar.
O descaso dos portugueses acabou suscitando em um dos principais movimentos anticoloniais do século XVIII: a Inconfidência Mineira. Inspirados pela Revolução Francesa de 1789, diversos intelectuais, religiosos e proprietários rurais se reuniram com a intenção de livrar o estado do domínio português. O alastramento dos ideais republicanos deixou a monarquia lusitana em alerta, principalmente com a suspeita de conspirações que ameaçassem a estabilidade do governo.
Neste movimento de insurreição, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi traído e assassinado em frente à multidão por enforcamento no dia 21 de abril de 1792.
Com os embargos em torno do minério, o estado de Minas Gerais só conseguiu estabilizar sua economia com a comercialização do café, que deu gás para o investimento maciço em transportes e a exportação do produto em outras regiões.





O café foi o primeiro passo para a industrialização do estado. Desta forma, as empresas que injetavam capital privado na região deram impulso para a criação de pequenas e microempresas nos setores alimentícios, têxteis e siderúrgicos. No início do século XX, o café era o principal produto do país, fazendo com que o estado se tornasse uma das maiores potências (além de São Paulo).
Entretanto, na década de 1970, com o Regime Militar, capitais industrializadas como São Paulo, Rio de Janeiro e até mesmo Belo Horizonte ganharam um grande volume de investimento, o que acabou desestruturando as cidades interioranas, que se tornaram dependentes de polos industriais.
Ainda hoje, Minas Gerais é um dos estados mais ricos do Brasil. Sua extensão territorial comporta as nações da França e Bélgica e sua população é estimada em 20,1 milhões de habitantes

Henrique Guia Receptivo MG . 
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Arquitetura Mineira



A concepção urbanística da nova capital de Minas Gerais teve a responsabilidade do engenheiro paraense Aarão Reis, que concebeu uma cidade planejada, nos moldes de Paris e Washington. O projeto incluía a construção de uma avenida contornando a cidade (denominada Avenida do Contorno). As casas do bairro Funcionários foram erguidas levando-se em consideração a hierarquia dos funcionários públicos estaduais. Aarão projetou a cidade  influenciado pelos ideais positivistas da época, o Palácio da Liberdade, por exemplo, é decorado com as palavras “Saudação, Trabalho, Fortuna e Esperança”, além de alegorias à Ordem e ao Progresso, à Liberdade e à Fraternidade, de feição positivista.
Para cumprir o prazo mínimo exigido para a transferência definitiva do governo a “Cidade de Minas” acabou sendo inaugurada às pressas, inacabada, em 12 de dezembro de 1897. O povoamento aconteceu através de incentivos do governo como a concessão de lotes gratuitos e ajuda na construção de residências.


Em 1906, a “Cidade de Minas” passou a se chamar “Belo Horizonte”. Nessa época, já se anunciava sua expressiva expansão industrial – que alavancou o comércio e a prestação de serviços.

No decorrer do século XX, a cidade se desenvolveu mais do que o esperado, excedendo os limites planejados da avenida do Contorno e mesmo as fronteiras municipais. Hoje, a área metropolitana da Grande Belo Horizonte compreende 33 municípios.

Entre as inúmeras referências arquitetônicas da cidade, destaca-se o conjunto arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer (1907), encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902 – 1976).
Construído entre 1942 e 1944, o conjunto da Pampulha, uma série de edifícios em torno do largo artificial da Pampulha, é um marco da arquitetura moderna no Brasil, é o único grupo de edifícios visando uma finalidade coletiva e social e a Igreja de São Francisco é considerada a obra-prima do conjunto.
Niemeyer utiliza o recurso da abóbada parabólica permitindo que um único elemento seja suficiente para a construção do teto e das paredes. O emprego das curvas e linhas oblíquas em toda a Igreja – na fachada e no interior – confere a ela um caráter assimétrico e flexível que atesta a liberdade criativa do arquiteto, envolvido com a exploração máxima das possibilidades plásticas e com as potencialidades escultóricas do concreto armado.

HENRIQUE FELIX - GUIA DE TURISMO REGIONAL MG E NACIONAL - Credenciado pelo Ministério do Turismo - Local: Belo Horizonte / MG - Brasil

Telefones: (31)9431-6649 (31)3426-4469

E-mail: henrique_guia@hotmail.com
 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Belo Horizonte Minas Gerais , Guia de turismo Henrique

Belo Horizonte no Turismo de Minas Gerais
HISTÓRIA DE BELO HORIZONTE

Foi à procura de ouro que, no distante 1701, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz chegou à serra de Congonhas. Em lugar do metal, encontrou uma bela paisagem, de clima ameno e próprio para a agricultura. Resolveu ficar: construiu a Fazenda do Cercado, onde desenvolveu uma pequena plantação e criou gado.
O progresso da fazenda logo atraiu outros moradores e um arraial começou a se formar em seu redor. Viajantes que por ali passavam, conduzindo o gado da Bahia em direção às minas, fizeram da região um ponto de parada.
O povoado foi batizado
de Curral del Rei. Da serra de Congonhas mudou-se o antigo nome: é hoje a nossa Serra do Curral. Nossa Senhora da Boa Viagem, a quem os forasteiros pediam proteção, tornou-se padroeira do local.
Aos poucos, o Curral del Rei foi crescendo, apoiado na pequena lavoura, na criação e comercialização de gado e na fabricação de farinha. Algumas poucas fábricas, ainda primitivas, instalaram-se pela região: produzia-se algodão, fundia-se ferro e bronze. Das pedreiras, extraía-se granito e calcário. Frutas e madeiras eram vendidas para outros locais.
Com a decadência da mineração, o arraial se expandiu. Das 30 ou 40 famílias existentes no início, saltou para a marca de 18 mil habitantes. Elevado à condição de Freguesia, mas ainda subordinado a Sabará, o
Curral del Rei englobava as regiões de Sete Lagoas, Contagem, Santa Quitéria (Esmeraldas), Buritis, Capela Nova do Betim, Piedade do Paraopeba, Brumado Itatiaiuçu, Morro de Mateus Leme, Neves, Aranha e Rio Manso. Vieram as primeiras escolas, o comércio se desenvolveu. No centro do arraial, os devotos ergueram a Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Esse ciclo de prosperidade, contudo, durou pouco. As diversas regiões que constituíram o arraial foram se tornando autônomas, separando-se dele. A população rapidamente diminuiu e a economia local entrou em decadência. Já no final do século passado, restavam mais de 4 mil habitantes. Sua rotina era simples e monótona. Começava cedo, no trabalho de casa ou na lavoura, e terminava às dezenove horas, quando muitos já começavam a se recolher. Durante o dia, a Farmácia Abreu era o ponto de encontro preferido para o bate-papo. à noite, as mulheres faziam novenas, enquanto os homens improvisavam um botequim no Armazém Esperança. De vez em quando, uma serenata fazia as janelas se abrirem. Apenas nos fins-de-semana o arraial ganhava vida, quando os moradores das redondezas vinham ouvir a missa ou visitar parentes e fazer compras. Em datas especiais, o arraial tornava-se mais alegre: nas Festas Juninas, no Natal ou no Dia da Padroeira os festejos eram certos.
A Proclamação da República, em
1889, vem trazer aos curralenses a esperança de transformações. Para entrar na era que então se anunciava, deixando para trás o passado monárquico, aos sócios do Clube Republicano do arraial propuseram a mudança de seu nome para Belo Horizonte. Foi nesse clima de euforia que os horizontinos receberam a notícia da nova construção da nova capital. Durante três dias o arraial se pôs em festa, com missa solene, discursos, bandas de música e bailes. Seus habitantes já sonhavam com modernização e o progresso que a capital traria para a região. Nem imaginavam que, nos planos dos construtores, não havia espaço reservado para eles.

Mudança da Capital
A luta pela mudança
Belo HorizonteA discussão sobre a mudança da capital mineira não surgiu no século passado; era, ao contrário, uma idéia muito antiga. A primeira tentativa de transferir a sede do Governo para uma cidade diferente de Ouro Preto data de 1879, quando os inconfidentes planejaram instalar a capital de sua república em São João Del Rei. Depois disso, mais quatro tentativas foram feitas, todas fracassadas. A questão só veio a ser considerada após a Proclamação da República. Só que dessa vez, não se trava de uma simples transferência, mas a construção de uma nova cidade.
Uma série de fatores favorecia a idéia de mudança. Em primeiro lugar, para se destacar o novo cenário republicano, Minas Gerais precisava mostrar-se politicamente unida e forte. A construção de uma nova capital, localizada no centro geográfico do Estado, poderia facilitar o equilíbrio das diversas facções políticas que então disputavam o poder.
Os republicanos também desejavam promover o progresso de Minas Gerias, tornando-o um Estado industrializado e moderno. A cidade de Ouro Preto não oferecia condições adequadas para o crescimento econômico esperado. Os transportes e as comunicações eram dificultados pelo relevo acidentado da cidade e as estruturas de saneamento e higiene não comportavam mais um aumento da população. A construção de uma nova capital, planejada de acordo com essas exigências era a solução para o problema do crescimento.
Um outro fator contribuiu para fortalecer a idéia de mudança. Ouro Preto, cidade histórica, guardava em sua arquitetura uma série de símbolos e marcas do passado colonial que os republicanos queriam enterrar. com suas ruelas e becos, suas igrejas barrocas e suas casas, porões e senzalas, a velha capital lembrava os anos da dominação portuguesa, das conspirações e da escravidão. Uma nova cidade, planejada segundo os valores modernos, seria o símbolo de uma nova era.
Em 1891, o presidente do Estado, Augusto de Lima, formulou um decreto determinando a transferência da capital para um lugar que oferecesse condições precisas de higiene. Adicionada à Constituição Estadual, a lei provocou muitos protestos da população ouropretana. Os mineiros dividiram-se entre os "mudancistas", favoráveis à nova capital, e os "não-mudancistas". Cada um desses grupos fundou seu jornal, promovendo reuniões e debates.
O Governo Estadual, enfrentando essas disputas, criou um Comissão de Estudos para indicar, dentre cinco localidades, a mais adequada para a construção da nova cidade. O Congresso mineiro, a quem cabia a decisão final, votou a favor de Belo Horizonte. Assim, a 17 de dezembro de 1893, a lei n.º 3 foi adicionada à Constituição Estadual, determinando que a nova sede do Governo fosse erguida em Belo Horizonte, chamando-se Cidade de Minas.
No prazo máximo de quatro anos, a capital deveria ser inaugurada. A lei criava ainda a Comissão Construtora, composta de técnicos responsáveis pelo planejamento e execução das obras. Em sua formação, estavam alguns dos melhores engenheiros e arquitetos do país, chefiados por Aarão Reis.
O Planejamento
O traçado da cidade e a exclusão social
Belo HorizonteUma cidade ordenada, funcionando como um organismo saudável esse era o objetivo dos engenheiros e técnicos que idealizaram Belo Horizonte. Para alcançá-lo, era necessário projetar um cidade física e socialmente higiênica uma cidade saneada, livre de doenças, mas também livre de desordens e revoluções.
O projeto criado pela Comissão Construtora, finalizado em maio de 1895, inspirava-se no modelo das mais modernas cidades do mundo, como Paris e Washington. Os planos revelavam algumas preocupações básicas, como as condições de higiene e circulação humana. Dividiram a cidade em três principais zonas: a área central urbana, a área suburbana e a área rural.
No centro, o traçado geométrico e regular estabelecia um padrão de ruas retas, formando uma espécie de quadriculado, Mais largas, as avenidas seriam dispostas em sentido diagonal. Esta área receberia toda a estrutura urbana de transportes, educação, saneamento e assistência médica. Abrigaria, também, os edifícios públicos dos funcionários estaduais. Ali também deveriam se instalar os estabelecimentos comerciais. Seu limite era a Avenida do Contorno, que naquela época se chamava de 17 de Dezembro.
A região suburbana, formada por ruas irregulares, deveria ser ocupada mais tarde e não recebeu de imediato a infra-estrutura urbana. A área rural seria composta por cinco colônias agrícolas com inúmeras chácaras e funcionaria como um cinturão verde, abastecendo a cidade com produtos hortigranjeiros.
A implantação de tão grandioso projeto tinha, porém, uma exigência: a completa destruição do arraial que ali se localizava e a transferência de seus antigos habitantes para outro local. Rapidamente, os horizontinos tiveram suas casas desapropriadas e demolidas, sendo-lhes oferecidos novos imóveis a um preço muito alto. Sem condições de adquirir os valorizados terrenos da área central, eles foram empurrados para fora da cidade, indo se refugiar em Venda Nova ou em cafuas na periferia.
A capital traçada pela Comissão Construtora era um lugar elitista. Seus espaços estavam reservados somente aos funcionários do Governo e aos que tinham posses para adquirir lotes. Acreditava-se que os problemas sociais, como a pobreza, seriam evitados com a retirada dos operários, assim que a construção da cidade estivesse concluída. Mas, na prática, não foi isso que aconteceu. Belo Horizonte foi inaugurada às pressas, estando ainda inacabada. Os operários, aglomerados em meio às obras, não foram retirados e, sem lugar para ficar, assim como os horizontinos, formaram favelas na periferia da cidade. A primeira, a do Leitão - ficava nas proximidades do atual Instituto de Educação, em plena Avenida Afonso Pena. Essa massa de trabalhadores que não eram considerados cidadãos legítimos de Belo Horizonte revelava o grau de injustiça social existente nos seus primeiros anos de vida.
Os Primeiros Anos
A cidade do tédio
Belo Horizonte foi inaugurada a 12 de dezembro de 1897, por uma exigência da Constituição do Estado. Entretanto, parte de suas construções não havia sido concluída e algumas de suas ruas e avenidas eram apenas "picadas" abertas no meio do mato. A crise econômica que tomava conta do país e do Estado tinha feito com que muitas obras ficassem paralisadas, à espera de recursos. O comércio e a indústria ligada à construção civil, que tinham se desenvolvido bastante nos anos anteriores, agora enfrentavam dificuldades. A cidade não se industrializou no ritmo que se esperava e permaneceu sem atividades econômicas expressiva durante anos. Os trabalhadores foram os mais prejudicados os que não perderam o emprego tiveram seus salários atrasados durante meses.
Tudo isso contribuía para tornar a Capital uma cidade entediante e sem graça. Sua aparência inacabada e empoeirada dava a impressão de abandono. As ruas e avenidas largas demais para uma população não muito numerosa pareciam estar sempre vazias. Para piorar a situação, as diversões eram poucas e não conseguiam espantar a decepção e a tristeza dos primeiros habitantes.
Na área central, a Rua da Bahia era território de elite. Nela, ficava o único teatro da cidade o Soucasseaux, uma espécie de um barracão coberto de zinco, onde se apresentavam companhias de teatro e música e onde se improvisava um botequim. Nessa rua também ficavam os principais bares e cafés, lugar onde os homens se encontravam para conversar, falar de política e da vida. Ao anoitecer, a rua virava palco para o footing (moças e rapazes desfilavam, trocando olhares, numa espécie de namoro bem comportado).
Na tentativa de espantar o tédio, os jovens fundavam clubes como o Rose, o Violetas, o dos Jardineiros do Ideal, o Santa Rita Durão e o Elite. Além de festas e bailes, esses Grêmios tinham a intenção de promover a literatura. Outros clubes eram criados durante os carnavais e os mais famosos foram os Matakins, os Diabos de Luneta e os Diabos de Casaca, que promoviam festas, desfiles de carros alegóricos, batalhas de confetes, serpentinas e, é claro, lança-perfume.
O Parque Municipal (na época quatro vezes maior) era muito freqüentado nos fins-de-semana. Ali, a sociedade encontrava espaço para praticar esportes, passear ou fazer piqueniques, enquanto bandas tocavam "retretas". Também era lá que as paróquias comemoravam datas religiosas, com quermesses e barraquinhas.
A população pobre e os operários, contudo, não tinham acesso a essas formas de lazer. Preferiam os botequins nos bairros, os jogos de bola e a tômbola, uma espécie de bingo onde os prêmios não valem dinheiro. É que eles viviam em locais distantes do centro e sua condição financeira os impedia de participar das diversões pagas. Além disso, na área central eles eram alvo fácil da polícia, que, por causa de um simples passeio, podia prendê-los, alegando "vadiagem".
Progresso em marcha lenta
Nas duas primeiras décadas deste século, Belo Horizonte viveu, alternadamente, períodos de grande crise e surtos de desenvolvimento. As fases de maior crescimento corresponderam aos anos de 1905, 1912-13 e 1917-19. Aos poucos, pequenas fábricas começaram a funcionar na cidade, ampliou-se o fornecimento de energia elétrica, retomaram-se as obras inacabadas, expandiram-se as linhas de bonde, criaram-se praças e jardins e a cidade ganhou arborização. O número de empregos cresceu e a Capital passou a atrair mais habitantes.
A vida social também começou a se agitar, com a substituição do teatrinho Soucasseaux pelo elegante Teatro Municipal (1909) e com a inauguração de diversos cinemas. Freqüentar as salas dos cine-teatros Colosso, Comércio, Familiar, Progresso, Bijou e Paris tornou-se não só uma obrigação para os belo-horizontinos, como também um pretexto para encontros e conversas. Nessa época em que cinema fazia muito sucesso, nasceu o gosto do belo-horizontino pela moda, com famosas costureiras imitando os modelos vestidos pelas atrizes mais conhecidas.
Foi também com o crescimento da cidade que a massa de trabalhadores começou a lutar contra as injustiças sociais. A primeira grande greve ocorreu em 1912 e paralisou a cidade por 15 dias. Liderado por trabalhadores da construção civil, que defendiam uma jornada de trabalho de oito horas, o movimento teve apoio de grande parte da população. Mobilizando-se através de greves, os operários conseguiram ser reconhecidos como cidadãos, com direito a reivindicar melhores condições de trabalho, educação, transporte, saúde e moradia.
Anos 20 e 30
A poesia toma conta da cidade
Os anos vinte marcam uma época romântica da história da capital. Entre passeios de bonde e sessões de cinema, entre conversas nos cafés e o footing, a vida seguia alegre. Belo Horizonte era a "Cidade-Jardim" ou "Cidade Vergel", onde o verde das árvores saltava das ruas e invadia as casas, tomando quintais e pomares.
Nesse período, a capital viu nascer a geração de escritores modernistas que iria se destacar no cenário nacional. Carlos Drumond de Andrade, Cyro dos Anjos, Luís Vaz, Alberto Campos, Pedro Nava, Emílio Moura, Milton Campos, João Alphonsus, Abgar Renault e Belmiro Braga, reunidos no Bar do Ponto, no Trianon ou na Confeitaria Estrela, eram rapazes inquietos que mudaram o panorama da literatura brasileira.
No campo das artes e da cultura, a cidade experimentou um grande desenvolvimento. Enquanto o Teatro Municipal vivia seus anos de glória, novas salas de cinema eram inauguradas como os cines Pathê, Glória, Odeon e Avenida. Em 1926, o maestro Francisco Nunes fundou o Conservatório Mineiro de Música. No ano seguinte, era criada a Universidade de Minas Gerais. Em 1929, fundou-se Automóvel Clube, ponto de encontro da elite belo-horizontina.
Como um reflexo do fim da I Guerra Mundial, em 1918, a indústria de Belo Horizonte ganhou impulso na década de vinte. Os serviços urbanos foram ampliados para atender a uma população sempre crescente. Parecia, finalmente, que a modernidade tinha chegado à Capital. Inauguraram-se grandes obras, como o viaduto de Santa Tereza, a nova Matriz da Boa Viagem e o Mercado Municipal. Os automóveis circulando pelas ruas tornaram-se comuns, exigindo a criação de um código de trânsito e da primeira auto-escola. Surgiram também os auto-ônibus, complementando p serviço dos bondes.
Como prova do desenvolvimento e do prestígio, Belo Horizonte recebeu a visita dos reis da Bélgica, em 1920. Na ocasião, toda a Praça da Liberdade foi reformulada, adquirindo o seu aspecto atual. Em 1922, para comemorar os cem anos da Independência Brasileira, a Praça 12 de Outubro passou a se chamar Praça Sete de Setembro e ganhou o famoso "Pirulito".
Essa onda de progresso continuou ao longo da década de 30. Na periferia, surgiram novos bairros. Cresceram nessa época Lourdes, Barreiro, Nova Suíça, Gameleira, Renascença, Sagrada Família e Parque Riachuelo. Muitas favelas também começaram a se formar. A expansão da cidade aconteceu sem um maior controle ou planejamento e isso trouxe sérios problemas urbanos. Muitos dos novos bairros não possuíam os serviços básicos de água, luz e esgotos. Enquanto isso, o centro permanecia relativamente vazio. Na arquitetura, surgiram novidades: o primeiro edifício de dez andares e um novo estilo de fachadas, como a do Cine Brasil.
A Revolução de 3 de outubro de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, também marcou a história da cidade. Tomada de surpresa, a população assistiu à troca de tiros entre revolucionários e as forças federais, no cerco ao Quartel do 12º RI. Nos anos seguintes, a ditadura do Estado Novo traria o fechamento do Poder Legislativo, o controle da imprensa e o clima tenso da repressão. Como conseqüência da política de modernização da economia implantada por Vargas, as bases para o desenvolvimento industrial da cidade foram lançadas, criando-se a zona industrial de Belo Horizonte.
Dois acontecimentos importantes na década foram o 2º Congresso Eucarístico Nacional, em 1936, que reuniu milhares de católicos na Praça Raul Soares, e a Exposição de Arte Moderna, no mesmo ano. O período viu, ainda, nascerem as duas primeiras rádios da cidade a Rádio Mineira (1931) e a Rádio Inconfidência (1936). Com seus programas de auditório, transmitidos ao vivo, elas viveriam seus anos dourados na década seguinte. A capital começava a amadurecer.
Anos 40 e 50
Nasce uma moderna metrópole
Os anos quarenta trazem a modernidade e dão um ar de metrópole à Belo Horizonte. Nessa época, a capital ganhou várias indústrias, abandonando seu perfil de cidade administrativa. O impulso para isso foi dado pela criação de um Parque Industrial, em 1941. O setor de serviços também começou a crescer com o fortalecimento do comércio. O centro da cidade tornou-se, então, uma área valorizada, principalmente para a construção de edifícios, e passou a sofrer a especulação imobiliária.
O grande responsável pela transformação de Belo Horizonte foi o prefeito Juscelino Kubitschek. Com o objetivo de renovar a capital, promovendo um surto de desenvolvimento e modernização, JK realizou diversas obras que projetaram internacionalmente o nome da cidade.
A mais importante delas foi o Complexo Arquitetônico da Pampulha inaugurado em 1943. Desenhado pelo jovem arquiteto Oscar Niemeyer, o complexo era formado por quatro obras principais a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Cassino e o Iate Golf Clube instaladas às margens da lagoa artificial. Com suas linhas originais e modernas, Oscar Niemeyer fez da Pampulha um dos maiores exemplos da arquitetura modernista brasileira.
Também foi uma iniciativa de Juscelino Kubitschek, a construção de um conjunto habitacional no bairro São Cristóvão, localizado na Avenida Antônio Carlos, que, na época se chamava Avenida Pampulha. O Conjunto IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários), como foi denominado, surgiu como uma alternativa para o problema da moradia na cidade e como uma tentativa da Prefeitura de ordenar a região da Lagoinha. Em 1941, também com projeto de Oscar Niemeyer, o Palácio da Artes começou a ser construído.
Um pouco mais tarde, já no final da década, um outro marco na arquitetura da capital seria inaugurado: o Edifício Acaiaca, na Avenida Afonso Pena. Com sua fachada de linhas retas e sóbrias, onde se destacavam as faces de dois índios, o Acaiaca era o maior e mais moderno prédio de Belo Horizonte, com os elevadores mais velozes da cidade. Nessa época, ainda aconteceu a construção do Teatro Francisco Nunes (1949), no Parque Municipal, e da primeira estação rodoviária da cidade.
Se a marca dos anos 40 foi a modernização da arquitetura da cidade, os anos 50 ficariam conhecidos como a década da indústria, em razão do surto de desenvolvimento alcançado pela capital. A criação da Cemig, em 1952, e o desenvolvimento da Cidade Industrial, nas proximidades de Belo Horizonte (Contagem) são dois fatores que explicam esse crescimento.
Nessa década, caracterizada pelo grande êxodo rural, a população da cidade dobra de tamanho, passando de 350 mil para 700 mil habitantes. Surgem novos bairros, como o Sion e o São Pedro. Uma nova avenida é aberta, sendo chamada de Cristiano Machado. Os problemas urbanos e a falta de moradia tornam-se mais graves. Preocupado com o crescimento desordenado da cidade, o prefeito Américo René Gianetti dá início à elaboração de um Plano Diretor para Belo Horizonte.
A cidade torna-se vertical com uma série de prédios cada vez mais altos sendo construídos. É dessa época o Edifício Clemente Faria, feito para ser a sede do Banco Lavoura (atual Banco Real), na Praça Sete. Projetados por Oscar Niemeyer, o Edifício JK, o Edifício do Bemge, o prédio do Colégio Estadual Milton Campos (atual Estadual Central), o Edifício Niemeyer e a sede da Biblioteca Pública Estadual são belos exemplares da arquitetura moderna caracterizados pela simplificação de formas e pelo uso de esquadrias metálicas, concreto, vidros e revestimentos de mármores e pastilhas.
Foi nos anos 50 que a cidade passou a ser influenciada pelo estilo de vida americano. Aquela era a época das grandes orquestras, que faziam sucesso não apenas no rádio, como também na recém-inaugurada TV Itacolomi. Nas boates e nos clubes cada vez mais numerosos tinham lugar as "horas dançantes" e os bailes de gala. Já para a população mais pobre, a diversão acontecia mesmo na rua, proporcionada pelas apresentações do cine grátis.
Anos 60 e 70
O progresso avança pela cidade
O crescimento econômico transformou o perfil de Belo Horizonte na década de 60. Sem respeito pela memória da cidade, o progresso avançou sobre suas ruas, demolindo casas, erguendo arranha-céus, derrubando árvores, cobrindo tudo de asfalto. Já não era possível reconhecer a "Cidade-Jardim" que tanto encantara os poetas; a cidade verde tinha ficado no passado. Era preciso desafogar o trânsito e as avenidas rasgavam cada vez mais o tecido da cidade. Até o "Pirulito" foi retirado da Praça Sete, como parte das transformações radicais, e foi deixado no Museu Abílio Barreto.
A descaracterização da cidade fez-se sem remorsos. Se os espaços verdes desapareciam, se a beleza das antigas construções era transformada em pó, em seu lugar surgiam edifícios modernos, novas e novas indústrias.
Os anos 60 foram marcados pelo crescimento das indústrias e das instituições financeiras. Nessa época, Belo Horizonte começou a irradiar seu crescimento e suas cidades vizinhas também receberam muitos investimentos e fábricas. Esse progresso, contudo, não se fez sem o agravamento das desigualdades e problemas sociais. O surgimento de inúmeras favelas comprova o desequilíbrio causado pela concentração de renda.
Mas, não foi somente o desenvolvimento econômico que modificou a rotina de Belo Horizonte. A instauração da ditadura militar, após o Golpe de 64, também levou a população às ruas. Primeiro foram as mulheres católicas que com seus terços em punho, apoiaram o "movimento que nos livrara do perigo comunista". A manifestação foi denominada a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade". Mais tarde, vieram os estudantes dessa vez, protestando contra a falta de liberdade, o desrespeito aos direitos humanos e constitucionais. Inúmeras vezes, a Praça Sete assistiu à multidão ser dispersada com bombas e a prisão de manifestantes. Em 1978, seria a vez da campanha pela anistia dos presos políticos mobilizar os belo-horizontinos.
Na década de 70, a cidade era o próprio retrato do caos. Com um milhão de habitantes, belo Horizonte continuava crescendo desordenadamente. Nas regiões norte e oeste e nos municípios vizinhos, com a criação de distritos industriais e a instalação de empresas multinacionais, a população tornou-se cada vez mais densa. Na tentativa de resolver os problemas causados pela falta de planejamento, foram tomadas várias medidas: criou-se o Plambel e instituiu a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A política de crescimento econômico acelerado, porém não resolvia os problemas sociais. A crise prolongada e os baixos salários levaram a população mais uma vez às ruas, já no final da década. Professores da rede pública e operários da construção civil, paralisando a cidade na greve de 1979, mostraram seu descontentamento com relação aos problemas econômicos e sociais, mas também em relação ao regime militar.
Anos 80 e 90
Os cidadãos redescobrem Belo Horizonte
A chegada dos anos 80 marcou o início de uma mudança nas relações do belo-horizontino com sua cidade. O crescimento desordenado e os problemas de perda de importantes marcos da história de Belo Horizonte, a degradação ambiental e as desigualdades sociais, foram pouco a pouco, tornando-se algumas das maiores preocupações dos cidadãos. A consciência de que é preciso cuidar da cidade, ao mesmo tempo permitindo seu desenvolvimento e garantindo a qualidade de vida de seus habitantes, difundiu-se cada vez mais entre a população.
Foi ao longo da década de 80 que o belo-horizontino redescobriu o espaço das ruas, fazendo dele o palco de suas manifestações, de seus protestos e de suas artes. Em 1980, milhares pessoas tomaram a Avenida Afonso Pena e a então Praça Israel Pinheiro (hoje, Praça do Papa) para receber o próprio Papa João Paulo II. Em 83, diversas entidades e cidadãos saíram às ruas para protestar contra a demolição do prédio do Cine Metrópole, defendendo seu tombamento pelo Patrimônio Histórico. Em 84, a multidão lotou a Praça da Rodoviária para dar força à campanha "Diretas Já", participando do comício que reuniu nomes como Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Brizola e Lula. Um ano depois, os mesmos manifestantes chorariam a morte do recém-eleito presidente Tancredo Neves, acompanhando seu velório no Palácio da Liberdade. Mais recentemente, em 92, seria a vez dos jovens "cara-pintadas" protestarem contra a corrupção e exigirem o impedimento do presidente Fernando Collor.
Uma mentalidade diferente daquela que orientou o crescimento nas décadas anteriores começava a surgir. As obras realizadas na cidade ganharam nova direção. Em 1981, adotou-se um novo sistema de transporte, na tentativa de melhorara situação do trânsito na cidade. Foi iniciada a implantação do metrô de superfície como uma alternativa rápida, segura e menos poluente para o transporte de massa. Em 84, a canalização do Ribeirão Arrudas, que está sendo concluída agora em 1997, pôs fim ao problema das enchentes que todos os anos causava prejuízos ao centro da capital.
A memória da cidade começou a ser mais valorizada, com o tombamento de vários edifícios de importância histórica. A população ganhou, ainda, diversos espaços de lazer, como o Parque das Mangabeiras, inaugurado em 82, e o Mineirinho. A área de saúde também experimentou grandes avanços com a redução do número de casos de poliomielite e tétano, graças às campanhas de vacinação infantil.
Ainda assim os problemas não desapareceram. A Pampulha, um dos principais cartões-postais da cidade, era uma lagoa praticamente morta, tão poluída estavam suas águas. Uma praga de aguapés havia tomado conta de quase toda a superfície da lagoa, reproduzindo-se descontroladamente e provocando um desequilíbrio ecológico.
Na década atual, a valorização do espaço urbano teria continuidade. Em 1990, a Lei Orgânica do Município foi aprovada, trazendo avanços em diversos setores sociais. Em 92, criou-se o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município para tratar do tombamento de construções de valor histórico. Espaços como a Praça da Liberdade, a Praça da Assembléia e o Parque Municipal, que se encontravam abandonados e desvalorizados, foram recuperados e a população voltou a frenqüentá-los e a cuidar de sua preservação. Em 96, o Plano Diretor da cidade e a Lei de uso e Ocupação do Solo passaram a regular e ordenar o crescimento da capital.
A cultura passou a ser valorizada como um instrumento de conquista da cidadania. Assim, surgiram inúmeros projetos com o objetivo de popularizar a arte. O Grupo de Teatro Galpão é um dos que levam seus espetáculos às ruas. Com ele surgiu a iniciativa do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua. Na dança, há os exemplos dos grupos 1º Ato e Corpo. Na música, o Coral Ars Nova, já se apresentou em todos os continentes e venceu diversos concursos internacionais de coros, e o Grupo Uakti, principal grupo de música instrumental e experimental do Brasil. 



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7º BH Zouk

7º BH Zouk

Entre os dias 1º e 3 de julho acontece a sétima edição do BH Zouk. O evento reúne amantes do zouk e da dança de salão  de todo o país em aulas e festas exclusivas.
Durante três dias, são esperados mais de 500 convidados e um público mineiro de cinco mil pessoas.
A programação promete agitar o início de julho em BH. Entre as opções, aulas de dança de salão, festas abertas ao público e gratuitas e eventos fechados apenas para os participantes do congresso.
Nos dias 1º e 2 de julho acontecem as aulas (níveis básico, intermediário e avançado) de diversos ritmos, como zouk, samba, salsa e sertanejo universitário. Os cursos para iniciantes são gratuitos e acontecem na Faculdade Pitágoras (Rua Guajajaras, 591).
Para selecionar as aulas, um time de professores mais que especiais: Rodrigo Delano, Marcelo Chocolate, Alex Carvalho, Jaime Aroxa, Paulinha Leal, Sheila Aquino, Renata Peçanha, Jorge Perez, Naiara Marcia (BH), Camila Sava (BH), Emerson Pires (BH), Maria Cecília (BH), Leo e Cecília (BH), Julio Cesar, Israel e Patica (DF), João Lambadeiro (BA), Philip Miha (SP), Renato Veronezi (SP) e a dupla Bel e Euler.
No sábado, 2 de julho, a Praça da Liberdade cede espaço para a festa do evento, que acontece entre 17h e 22h. Na programação do evento gratuito, aulão de zouk braisleiro e apresentação da Cia. Rodrigo Delano.
Outras atividades, como a Noite do Branco (festa de abertura), palestras, mostras coreógraficas e até churrasco de encerramento estão previstas para os três dias de evento.


convide alguem para ir com você
  

Informações
Local
Universidade da Dança de Salão Rodrigo Delano
Endereço
Rua João Lúcio Brandão, 207 - Prado
Cidade
Belo Horizonte MG
Preço
R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada)
Contato
(31) 3292-7976 / 3077-8820

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Breve Histórico da Praça da Liberdade BH

A Praça da Liberdade foi instalada na época da construção da capital mineira (1895 – 1897). Inspirada na ideologia do movimento republicano, ela se inseria dentro do plano urbanístico de Araão Reis, o qual se destacava pela simetria do traçado em rede, resultado da superposição das malhas ortogonais de amplas ruas e avenidas e, principalmente, pela localização e distribuição dos equipamentos públicos e órgãos do governo.
O conjunto arquitetônico da Praça foi feito para abrigar a sede do poder mineiro, e assim, é composto pelo Palácio do Governo e dos edifícios que abrigam as Secretarias de Estado, alem da praça, local de reunião popular.
Inicialmente concebido no estilo neoclássico, o complexo foi recebendo ao longo dos anos construções do estilo art déco (Palácio Cristo Rei – década de 1940), edifícios modernos (biblioteca pública e edifício Niemeyer) e pós-moderno (prédio Rainha da Sucata). A praça conta com coreto e fonte luminosa, e seu traçado e jardins foram inspirados no Palácio de Versalhes.

Venha conhecer a nossa Capital Mineira Belo Horizonte .

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Comida de Buteco Belo Horizonte MG


Comida di Buteco é considerado o maior evento gastronômico de Minas Gerais e um dos maiores do Brasil. Foi criado em 1999 pelo gastrônomo Eduardo Maya e teve seu lançamento no ano de 2000 na cidade de Belo Horizonte.
Todos os anos entre de abril e maio é realizado a competição anual de bares que serve de pretexto para visitar diversos bares e botecos de BH todas as noite durante um mês em busca dos melhores petiscos ou tira-gostos, como dizem os mineiros. Alguns dos 40 melhores bares disputam em categorias como higiene, temperatura da cerveja, serviço e principalmente, o melhor tira-gosto.
Os vencedores são decididos não só pelos jurados mas também por votação popular.


Nacionalmente conhecida como a "capital nacional do boteco", existem em Belo Horizonte cerca de 12.000 estabelecimentos, mais bares per capita do que qualquer outra grande cidade do Brasil. A culinária mineira é uma atração concomitante que acompanha bem a cerveja, o chope, o vinho ou a famosa cachaça mineira.