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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Roteiros de Minas Henrik Tour

Minas Gerais é conhecida por ser guardiã de mais de 70 por cento do patrimônio cultural brasileiro, particularmente exemplificado em suas cidades históricas, símbolos da opulência barroca do século XVIII, período em que a exploração de ouro e diamantes atingiu o auge.

A história da região está diretamente relacionada à descoberta destas riquezas, o que só foi possível a partir dos caminhos abertos pelos bandeirantes, que possibilitaram o início da chamada corrida do ouro durante o século XVIII. Minas tem muita cultura. Basta visitar alguma região do interior do estado para conhecer um pouco de épocas passadas.

Passear por Minas é viajar no tempo!

A vocação religiosa do povo mineiro, traduzida na emoção das celebrações e na beleza das procissões, está expressa por todo o Estado desde o período colonial.

Além de encontrar o tradicional espetáculo da fé e os coloridos tapetes de serragem, o turista tem ainda a oportunidade de vivenciar a religiosidade mineira em meio às ladeiras históricas e a famosa arquitetura de Minas.

É uma infinidade de igrejas e festas das padroeiras de cada cidade, o que mantem viva as tradições das comunidades locais.
Então escolha seu destino e aproveite para rezar e lavar a alma!

www.henriktour.com.br 

Venha conhecer as cidades históricas de Minas !!!




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Turismo em Minas

Não deixa nada a desejar às catedrais mais famosas da vizinha Ouro Preto, e ainda conta com um lindo órgão alemão do século XVIII. Às sextas e aos domingos tem concerto, pago, mas que vale muito a pena, e conta com explicação sobre a história e funcionamento do órgão!


Continuando seu passeio em Minas você se depara com uma bela cidade turística , histórica de Mariana , na praça Minas Gerais encontramos um conjunto arquitetônico único , duas igrejas construídas na mesma época , vejam na foto a baixo 


semana passada tivemos um grupo de prefeitos da rota romântica do RS 
os prefeitos vieram as cidades históricas ver como fomenta o turismo de Minas 


A Rota Romântica é um circuito constituído por 14 Municípios que se desenvolveram baseados na cultura germânica, sendo que a maioria possui um forte potencial turístico com enfoque ao legado cultural.
O “Circuito Estrada Real” de Minas Gerais hoje é um roteiro turístico que representa os caminhos e descaminhos criados pela Coroa Portuguesa para a exportação do ouro e diamantes.
Roteiros diferentes, mas que, através da visita de uma comitiva da Rota Romântica, estreitaram os laços de cooperação e troca de informações para o desenvolvimento de ambas. O grupo, constituído pelo Presidente da Entidade, prefeitos, secretários de turismo, associados e empreendedores ligados ao trade turístico dos municípios integrantes da Rota Romântica, esteve visitando as cidades históricas de 19 a 24 de agosto.
A viagem teve como foco principal conhecer inloco as cidades históricas de Ouro Preto, Mariana, São João Del Rei, Congonhas, Tiradentes, Resende Costa e Belo Horizonte que integram o circuito. Na visita foi avaliado como desenvolvem e trabalham o turismo cultural, infraestrutura turística, preservação e revitalização do patrimônio histórico. Várias recepções oficiais por parte dos prefeitos e também entidades ligadas ao setor turístico cultural da região também possibilitaram a troca de informações.


Eu tive prazer de guiar esse pessoal que trouxe para Minas uma experiencia , pudemos trocar ideias para melhoria do turismo tanto de Minas quanto da rota romântica , quero agradecer so SR. Cláudio presidente da Rota romântica , parabéns por esse trabalho bonito que vocês fazem e obrigado por nos dar a oportunidade de compartilhar essas experiências 



E-mail contato@henriktour.com 



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cidades históricas de Minas - Mariana Henrik Tour agencia de turismo receptivo

Mais antiga cidade de Minas Gerais, a bucólica Mariana preserva a arquitetura colonial que desde o século 18 enfeita o cenário histórico. Em suas praças estão guardadas uma infinidade de relíquias barrocas. Entre elas, aCatedral Basílica da Sé, concluída em 1760 e uma das mais ricas do Brasil, com lustres de cristal da Boêmia, altares suntuosos e um órgão alemão com mais de mil tubos.


Centro Histórico: Igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Francisco de Assis dividem a paisagem - Foto: Henrique Félix Guia de turismo de Minas

A peça funciona até hoje e é a protagonista dos emocionantes concertos que acontecem nas manhãs de sexta-feira e de domingo, reunindo moradores e turistas.

Concorrido também é o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, com valioso acervo formado por obras de Aleijadinho e Mestre Athayde - este último, nascido na cidade e sepultado na igreja de São Francisco de Assis. O encanto continua nos ateliês, tomados por trabalhos de artistas da região e que capricham na confecção de imagens, móveis e oratórios.

Testemunha do Ciclo do Ouro, Mariana abriga ainda a mina da Passagem, uma das maiores do mundo abertas à visitação. O tour - uma verdadeira aventura - é feito em um trole aberto que percorre 300 metros de trilhos, descortinando túneis, salões e lagos de águas cristalinas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Venha viver Minas Gerais!











Minas Gerais é um estado múltiplo, completo e único. Todos os seus 853 municípios cresceram e se desenvolveram sem perder sua riqueza cultural e histórica e se tornaram grandes atrativos turísticos. A mesa mineira, “onde sempre cabe mais um”, é a maior marca da hospitalidade do povo do Estado. Para conhecer Minas Gerais, não basta apenas ouvir falar, ler ou se informar. E quem quiser comprovar, será muito bem-vindo!

O Estado detém cerca de 60% do patrimônio histórico nacional. As cidades centenárias narram a grandiosidade da história do Brasil. Minas também é um imenso palco de manifestações artísticas, exportadas nacional e internacionalmente. Em Minas você encontrará destinos ideais para relaxar e cuidar do corpo e da mente. Entrar em contato com costumes, pessoas e lugares que valorizam a harmonia e o bem-estar. Viver Minas Gerais é muito mais que uma simples viagem turística, é estabelecer uma vivência com a natureza mineira, onde o simples se torna o essencial.


História



O desbravamento na região que hoje compreende o estado de Minas Gerais se iniciou no século XVI, por meio do trabalho dos bandeirantes, em busca de ouro e pedras preciosas. Em 1709, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que, em 1720, foi desmembrada em São Paulo e Minas Gerais.


No início do século XVIII, a região tornou-se um importante centro econômico da colônia, com rápido povoamento. No entanto, a produção de ouro começou a cair por volta de 1750, levando a Metrópole – Portugal - a criar formas cada vez mais rígidas de arrecadação de impostos, o que resultou no mais conhecido movimento político e histórico de Minas Gerais – A Inconfidência Mineira.


A absoluta influência da mineração na economia do estado inibiu, de certa forma, o desenvolvimento de outras atividades econômicas de exportação. Por muitos anos, apesar dos avanços advindos da produção de açúcar, fumo e algodão, Minas Gerais continuou baseando sua economia nas grandes fazendas. O lento avanço da economia de Minas, como o de toda colônia, foi acelerado com o advento da produção e exportação de café.


A introdução da cafeicultura em Minas Gerais ocorreu no início do século XIX e logo se transformou na principal atividade da província e no agente indutor do povoamento e desenvolvimento da infra-estrutura de transportes. A prosperidade trazida pelo café ensejou um primeiro surto de industrialização, reforçado, mais tarde, pela política protecionista implementada pelo Governo Federal após a Proclamação da República.


As indústrias daí originárias eram de pequeno e médio portes, concentradas, principalmente, nos ramos de produtos alimentícios (laticínios e açúcar), têxteis e siderúrgicos. No setor agrícola, em menor escala, outras culturas se desenvolveram, como o algodão, a cana-de-açúcar e cereais.


O predomínio da cafeicultura se alterou, gradualmente, a partir da década de 1930, com a afirmação da natural tendência do Estado para a produção siderúrgica e com o crescente aproveitamento dos recursos minerais. Ainda na década de 1950, no processo de substituição de importações, a indústria ampliou consideravelmente sua participação na economia brasileira.


Na década de 1970, a economia mineira passou por mudanças estruturais graças a um grande volume de investimento. Nesse período, o Estado reverteu a perda de posição relativa no contexto nacional. Iniciou-se então um processo de adensamento e diversificação da sua estrutura industrial, de consolidação de novos setores industriais e de ampliação da inserção nacional e internacional da economia mineira.


Inconfidência Mineira



O movimento que inspirou a bandeira de Minas Gerais, símbolo maior do estado, surgiu com a intenção de romper as relações entre a colônia e a metrópole.  O movimento reuniu proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares, numa conspiração que pretendia eliminar a dominação portuguesa e criar um país livre no Brasil, em 1789.


O ideal Iluminista que difundia-se na Europa ao longo do século XVIII e a Independência das 13 colônias inglesas na América do Norte que, apoiadas nas idéias iluministas não só romperam com a metrópole, mas criaram uma nação soberana, republicana e federativa, influenciaram diretamente os colonos mineiros, que passaram a ansear por liberdade.


A Inconfidência Mineira na verdade não passou de uma conspiração, onde os principais protagonistas eram elementos da elite colonial - homens ligados à exploração aurífera, à produção agrícola ou a criação de animais - sendo que vários deles estudaram na Europa e se opunham às determinações do pacto colonial, enrijecidas no século XVIII. Além destes, encontramos ainda alguns indivíduos de uma camada intermediária, como o próprio Tiradentes, filho de um pequeno proprietário que, após dedicar-se a várias atividades, seguiu a carreira militar, sendo portanto, um dos poucos indivíduos sem posses que participaram do movimento.


Um dos mineradores contatados foi o coronel Joaquim Silvério dos Reis que, a princípio aderiu ao movimento, pois como a maioria da elite, era um devedor de impostos. No entanto, com medo de ser envolvido diretamente, resolveu delatar a conspiração. Em 15 de março de 1789 encontrou-se com o governador, Visconde de Barbacena e formalizou por escrito a denúncia de conspiração. Com o apoio das autoridades portuguesas instaladas no Rio de Janeiro, iniciou-se uma sequência de prisões, sendo Tiradentes um dos primeiros a ser feito prisioneiro na capital, onde se encontrava em busca de apoio ao movimento e alguns dias depois iniciava-se a prisão dos envolvidos na região das Gerais e uma grande devassa para apurar os delitos.


A devassa promoveu a acusação de 34 pessoas, que tiveram suas sentenças definidas em 19 de abril de 1792, com onze dos acusados condenados a morte: Tiradentes, Francisco de Paula Freire de Andrade, José Álvares Maciel, Luís Vaz de Toledo Piza, Alvarenga Peixoto, Salvador do Amaral Gurgel, Domingos Barbosa, Francisco Oliveira Lopes, José Resende da Costa (pai), José Resende da Costa (filho) e Domingos de Abreu Vieira.


Desses, apenas Tiradentes foi executado, os demais tiveram a pena comutada para degredo perpétuo por D. Maria I. O Alferes foi executado em 21 de abril de 1792 no Rio de Janeiro, esquartejado, sendo as partes de seu corpo foram expostas em Minas como advertência a novas tentativas de rebelião.


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Cozinha Mineira



Minas de muitos sabores



Chão de cimento queimado, fogão construído a partir de técnicas tradicionais, quando não feito a partir dos cupinzeiros que surgem nos pastos ou de latões embutidos nas grossas paredes de adobe. Lingüiças ou carnes defumando, dependuradas. Chaminé ativa, fumaça subindo pelo céu, avisando com seu aroma típico da roça que há quitandas ou "comidas de angu" esperando os comensais.


Que mineiro nunca viveu essa experiência gastronômica típica mineira, nem que seja em um dos muitos restaurantes típicos de comida mineira? São muitos os cereais, são muitas as formas de se fazer um angu com fubá de moinho d'água, de refogar verduras da horta ou dos quintais, como couve, almeirão, taioba, cansanção, ora-pro-nobis... O que dizer do quiabo, da abóbora-menina, da abobrinha? E o pastel de angu? E o galopé? E o chuchu com bacalhau? O torresmo crocante, a carne na lata de gordura, o pernil temperado, o leitão à pururuca, o feijão tropeiro, o franguinho caipira? Não há como não venerar essa raiz cabocla, caipira que temos nas Minas Gerais e que faz da nossa cozinha uma das mais saborosas do país, recebendo influências que vão dos indígenas aos fricanos, passando, obviamente, pelos colonizadores europeus. Por isso, a chamada cozinha tradicional ou típica mineira foi forjada a partir dos séculos XVIII e XIX e em dois momentos distintos e complementares: o de escassez, no auge da mineração do ouro, e o de fartura, com a ruralização da economia regional.


Essa origem e composição da cozinha tradicional e típica mineira que a nós foi legada nos remete à análise de dois períodos históricos que marcaram a vida econômica, social, política e cultural em Minas Gerais: o período da mineração, cujo apogeu se deu no século XVIII; e o período da "ruralização", momento de concentração da vida econômica e social nas fazendas, que sucedeu ao declínio das minas e durou do final do século XVIII até o início do século XX.


Alguns dos principais pratos da culinária regional mineira, como o feijão tropeiro, o angu de milho verde ou de fubá com frango, a paçoca de carne seca, farofas, couve, o lombo e o pernil assados, leitão à pururuca, o torresmo, o tutu e toda uma série de pratos em que predominam as carnes de porco e de frango atravessaram os séculos até chegar a nós como um verdadeiro manjar dos deuses para agradar ao céu de nossa boca...


Tradição renovada



Dos índios vieram o escaldado, o pirão, a paçoca, as farofas, os pratos à base de mandioca e de milho, que se derivaram para as canjicas, mingaus e papas. Dos portugueses proveio a utilização do ovo da galinha, que propiciou um farto rendimento culinário: fritadas, doces, bolos, ovos cozidos, estrelados, quentes, moles, baba-de-moça, doce de ovos, fios de ovos e gemada com vinho do Porto. O açúcar conquistou a todos. Escravos, sertanejos, caçadores, romeiros tinham na rapadura com farinha uma provisão nacional. Em Minas, melado com farinha e, mais tarde, com queijo, tornou-se receita consagrada de geração em geração. Surgia a sobremesa, que nativos e africanos desconheciam, reproduzindo-se e recriando-se doces que já eram parte da tradição portuguesa, adicionados a elementos nacionais como amendoins e castanhas nativas, pacovas (bananas da terra), cajus, araçás e ananases. As compotas aproveitaram as frutas nativas e aquelas que o português trouxe para os quintais brasileiros. Os engenhos locais forneceram a rapadura, melado ou açúcar. A preferência pelo doce em relação às frutas foi uma influência lusa que se mantém até os dias atuais com muita variedade e fartura nas mesas tradicionalmente mineiras.


Misturas finas



Nas casas, no cotidiano, a lógica da economia de tempos difíceis impôs os alimentos cozidos e o aproveitamento de tudo, inclusive das sobras, gerando composições igualmente saborosas. As farofas e as sopas aproveitavam as sobras de carnes, legumes, feijões e verduras, que ainda compõem o cardápio do mineiro contemporâneo. O mexido, uma mistura de tudo que sobrou, era comido na primeira refeição da manhã, antes da saída para a lida ou no jantar. Esse prato perdura ainda hoje, sobretudo em fazendas, no interior de Minas Gerais ou nas madrugadas da capital mineira, em muitos restaurantes de cardápio mais popular e nos botecos.


O lombo, a leitoa e a galinha assados eram pratos de festa, de domingo, de visitas. Na intimidade do dia-a-dia, os cozidos predominavam: o feijão, o angu, o mexido, verduras e legumes cozidos, ou os legumes com carne,  frango com quiabo, por exemplo, mandioca e canjiquinha com carne, podendo ser costela ou suã de porco, costela de vaca e outros.


Pés no chão, olfato na cozinha



Leite em abundância, queijos variados e ovos possibilitaram a ampliação das quitandas e doces - legados da tradição portuguesa. A canjica com leite era sobremesa constante nas fazendas e, em algumas casas, era a ceia mais apreciada antes de se deitar. Com o acréscimo do amendoim, fez-se a nossa canjicada. A carne de vaca se tornou mais presente na mesa mineira, mas demorou um século para substituir o costume de consumir, preferencialmente, carne de frango e de porco, que ainda hoje predominam nos pratos típicos. A presença do café também se tornou definitiva. O bule no fogão a lenha é um forte elemento do cenário da cozinha mineira, onde o café, sempre quentinho, era servido acompanhando as quitandas, no encerramento das refeições, ou na primeira refeição do dia, adoçado com rapadura.


Quitandas e queijos



Em Minas, o queijo, que hoje é uma das mais fortes identidades culinárias do Estado, foi importado de outras regiões do país, até o final do século XVIII. No cardápio do início do século XIX, os queijos apareciam citados à sobremesa, acompanhando doces ou como complemento de ceias noturnas. No café da manhã, acompanhavam farinha, café, ou angu com leite.  A expansão do consumo de queijo em Minas ocorreu como conseqüência da necessidade de se aproveitar o leite nos locais da província onde se intensificava a pecuária. Hoje, o queijo de Minas ou frescal é iguaria mineira disputada por turistas de todo o país e artigo vendido nos aeroportos quase como um souvenir da cultura gastronômica regional.


Referência bibliográfica: Abdala, Mônica Chaves in Revista do Arquivo Público Mineiro, Ano XLII - N º 2 - Julho-Dezembro de 2006.


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Folclore e Folguedos de Minas



O folclore, do inglês, folk-lore, é a identidade, a tradição e o conhecimento de um povo expressos em lendas, crenças, provérbios, canções e costumes. Minas Gerais é um Estado extremamente rico na variedade desses folguedos e mitos.


Por sua vez, as manifestações folclóricas em Minas têm suas origens nas tradições, usos e costumes dos colonizadores portugueses, com forte influência das culturas indígena e africana. Essas influências estão guardadas nos objetos de artesanato, na culinária e danças típicas, nas músicas, na linguagem e literatura oral, na medicina popular e nas festas com manifestações populares tradicionais.


Curupira, o protetor das florestas; Iara, a mãe das águas; o caboclinho d'água no Velho Chico; o saci-pererê, como a mula sem cabeça povoam o imaginário popular, além das diversas "noivas" que aparecem em Belo Horizonte, como a do Bonfim e mesmo em Juiz de Fora.


A própria Estrada Real, que ligava Diamantina a Paraty (RJ) recheia a mitologia mineira e seus costumes com a herança dos tropeiros, sobretudo no quesito culinária e a dos garimpeiros e mineradores, devotos de Santa Bárbara.


Principais ocorrências de folguedos em Minas:


 Congado: O congado reúne os Grupos de Moçambique, Catopés, Congo, Marujada, Caboclos, Vilão e Candombe. Escravos trazidos da África buscavam, através de rituais, extrapolar seus sentimentos e culto a sua fé. O Congado nasceu da fusão destes ritos com a religião católica, imposta aos negros pela Igreja, surgindo novas histórias que envolviam, sobretudo, Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Ifigênia, Nossa Senhora das Mercês e Nossa Senhora da Aparecida.


Folia de Reis ou Reisado: Folia de Reis, folguedo que ocorre no período do Natal, de 24 de dezembro a 6 de janeiro, que é o dia dedicado aos Santos Reis. A formação das folias se difere conforme o lugar, mas há sempre um mestre, líder maior, responsável pela cantoria e pela coordenação geral do grupo. Seu auxiliar é o contramestre, que angaria os donativos e o substitui em caso de necessidade. Algumas trazem a figura do embaixador, que pede licença para entrar nas casas, pronuncia as profecias e lembra das palavras escritas pelos profetas a respeito do nascimento de Cristo. Há os instrumentistas e cantores e algumas trazem os reis, representando os três reis magos.


Pastorinhas: São grupos de moças e meninas que visitam os presépios das casas, relembrando os pastores em Belém. Vestem-se apropriadamente, dançam e cantam a mensagem em louvor e pedem contribuição para o natal das crianças pobres do local.


Boi de Reis (ou Boi de Janeiro, Bumba-Meu-Boi etc.): É um dos mais típicos folguedos populares e, em alguns casos, participa do Reisado. A variação de nomes decorre das peculiaridades regionais e depende também da variação de elementos que figuram nas apresentações. Sua origem é portuguesa. Em síntese, é uma apresentação da captura (roubo), morte e ressurreição do Boi.


Festa do Divino: Como o nome diz, a festa ocorre na data consagrada ao Divino Espírito Santo. Em Minas, costuma ser chamada também de Festa do Império, porque durante sua realização é eleito um imperador, que será o festeiro ou o homenageado da próxima festa.


Cavalhada: Herança das tradições da Cavalaria Medieval, a cavalhada representa os combates, torneios, lendários e gestas oriundas das guerras travadas entre mouros e cristãos. Geralmente participam dois grupos, a cavalo, com os cavaleiros vestidos e azul e vermelho, cada um representando os grupos antagônicos. Realizada ao ar livre, mobiliza muitas pessoas entre reis, rainhas, príncipes e princesas, embaixadores, capitães e tenentes, nobres, damas, cavaleiros e lacaios, todos ricamente vestidos e portando espadas, pistolas e lanças.


Mulinha de ouro: Restrito ao vale do Médio São Francisco, este folguedo traz o animal dançando coreografias e danças no meio povo, como ocorre nos bois.


 Dança de São Gonçalo: As moças se vestem de branco, excepcionalmente de rosa ou azul. Cada figurante conduz a mão um arco de madeira enfeitado de papel de seda da cor do vestido.  Em certos lugares, um único homem participa da dança e comanda a função, trajado de branco, o qual desempenha o papel de São Gonçalo.


Caxambu: De origem negra, é uma espécie de batuque que parece ter começado ao longo das fazendas de café e que costuma ser chamado de jongo em outros estados. São usados exclusivamente instrumentos de percussão com participação de homens e mulheres, em pares ou grupos, fazendo evoluções fortes e sensuais.


Maneiro o pau: Em alguns municípios da Zona da Mata há esta curiosa dança, também chamada de mineiro-pau, executada por pessoas de diversas idades, cada uma portando um ou dois bastões, que são percutidos, individual ou grupalmente, de forma ritmada de duas, três ou quatro batidas.


Quadrilha: Apresentada, sobretudo, nas festas juninas e julinas e com origens que remontam às country-dances inglesas medievais, de onde passaram para a França, sob o nome de contredance (daí os nomes dos passos, até hoje, serem falados em francês), chegando ao Brasil, via Portugal, já com o nome atual.


Referências Bibliográficas:


- Atlas de Festas Populares do Estado de Minas Gerais, Instituto de Geociências Aplicadas - IGA, Belo Horizonte. 1998. (31-224-6727- IGA)
- Congado: Família de Sete Irmãos, Saul Martins, SESC,1988/BH.
- Felipe, Carlos, O Grande Livro do Folclore, Belo Horizonte: Editora Leitura, 2004.


Reserve seu roteiro
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E-mail : henriktour@hotmail.com







quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

HENRIK TOUR AGENCIA DE RECEPTIVO DE MINAS GERAIS




A Henrik Tour é uma jovem agência de viagens com sede em Belo Horizonte MG focada em soluções para turismo corporativo e de lazer,Nossa missão é simples: oferecer a melhor assessoria para a sua viagem, com tarifas competitivas, atendimento especializado e serviços de qualidade. Seja para o seu próximo pacote de férias, seja para eventos de negócios para a sua empresa, a Henrik Tour conta com a estrutura, as parcerias e a experiência necessária para atender cada cliente com agilidade em suas necessidades específicas, cuidando de todos os detalhes para que sua viagem ocorra conforme o planejado. Conheça nossos serviços e descubra por que escolher a Henrik Tour.


Cachoeira Grande Serra do Cipó




CAMINHANDO NA SERRA DO CIPÓ Cachoeiras da Farofa e Gavião – Parque Nacional da Serra do Cipó (ER) / MG – (02 dias)


A Serra do Cipó, que já foi Serra da Vacaria, tornou-se conhecida por causa das bandeiras paulistas. Os bandeirantes foram os primeiros colonizadores a entrar na região, ainda no século XVII, para cortá-la em direção ao nordeste de Minas em busca de pedras preciosas. Por ali passava o caminho para a Vila do Serro Frio, atual cidade do Serro, próxima ao Arraial do Tejuco, hoje Diamantina. Suas belezas naturais e seus marcos arqueológicos atraíram vários estudiosos como o dinamarquês Peter Lund (1801-1880). Foi ele quem descobriu, dentro de cavernas, esqueletos de enormes animais pré-históricos que viveram na região. Neste roteiro conheceremos o Parque Nacional da Serra do Cipó e as Cachoeiras da Farofa e Gavião.

FAZEMOS DIVERSOS PASSEIOS NA SERRA DO CIPÓ

E-mail : contato@henriktour.com


Santa Ceia em Congonhas (Aleijadinho)


Minas 5 dias ,Roteiro de Minas


Cidades Históricas 




1° dia - Quarta - Belo Horizonte / Tiradentes
Recepção no Aeroporto de Belo Horizonte e breve passeio pela cidade. Às 14:30hs, início da viagem rodoviária para Tiradentes e hospedagem na pousada. Noite livre.
2° dia - Quinta - Tiradentes / São João Del Rey / Tiradentes
Após o café da manhã saída para passeios na cidade de São João Del Rey com destaque para a Igreja de São Francisco de Assis e o centro histórico. Visitaremos também a cidade de Tiradentes com destaque para a Matriz de Santo Antonio, o Museu Padre Toledo e o Chafariz de São José. Retorno para o hotel no final da tarde. Noite livre
3° dia - Sexta - Tiradentes / Congonhas / Ouro Preto
Após o café da manhã saída com bagagens para Ouro Preto. Visitaremos o Conjunto dos Passos e Profetas esculpidos por um dos gênios do barroco mineiro – Aleijadinho – na cidade de Congonhas. Faremos um passeio opcional de Maria Fumaça entre as cidades de Tiradentes e São João Del Rei. Chegada em Ouro Preto à tarde e hospedagem na pousada.  Noite livre.
4° dia - Sábado - Ouro Preto / Mariana / Ouro Preto
Após o café da manhã saída para passeios na cidade de Mariana com destaque para a Igreja da Sé e seu famoso órgão e para o conjunto da Praça Minas Gerais. Visitaremos também a cidade de Ouro Preto com destaque para a Igreja do Pilar, a Igreja de São Francisco, a Casa dos Contos, o Museu do Aleijadinho e o Museu da Inconfidência. Faremos um passeio opcional de trem entre as cidades de Mariana e Ouro Preto. Retorno para a pousada no final da tarde. Noite livre.
5° dia - Domingo - Ouro Preto / Belo Horizonte
Após o café da manhã saída com bagagens para Belo Horizonte. Chegada em Belo Horizonte, tempo livre para compras na Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena. Logo após realizaremos um passeio pelos principais pontos turísticos de Belo Horizonte: região da Pampulha com suas modernas obras projetadas por Niemeyer, Praça da Liberdade com o imponente Palácio da Liberdade, Praça do Papa com a belíssima vista de toda a cidade. Ao final do passeio transporte para o Aeroporto e embarque de retorno. Fim dos nossos serviços.
Valores sob consulta.
Faturamento: 15 dias após finalização dos serviços
Inclui: 
Transporte em veículo próprio para turismo, transfers e passeios mencionados no roteiro, acompanhamento de guia profissional em língua nacional.
Não inclui: 
Hospedagens, refeições, extras de caráter pessoal, guia bilingue, ingressos das atrações visitadas e trechos aéreos.
Observação:
Este roteiro poderá ser realizado com trecho aéreo opcional entre Belo Horizonte e São João Del Rey no segundo dia com a Companhia Aérea TOTAL.







(31) 94316649 /8599216    

E-mail : contato@henriktour.com
www.henriktour.com

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SEIO DE MINAS






GUIA DE TURISMO DE MINAS GERAIS 

Olá pessoal, eu sou Guia de turismo de Minas Gerais , atuo na área a 12 anos e agora montei meu próprio
negócio fazendo receptivo nas cidades históricas de MG .

Escolhi esse vídeo da Paula Fernandes porque nele mostra exatamente as belezas de Minas .
ta de férias ? venha para as Minas e nos contatam .

Fone : (31) 94316649
          (31) 85992160
E-mail : henriktour@hotmail.com

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

INHOTIM

Inhotim inaugura dois grandes pavilhões e uma série de obras

As atenções do mundo da arte se voltam para o centro de arte contemporânea em Brumadinho

por Raíssa Pena | 30 de agosto de 2012
Daniela Paoliello

Tteia, Nº 1, C: a impactante obra de Lygia Pape agora integra o acervo permanente

Pouca gente sabe que ali viveu mesmo um homem chamado Nhô Tim. Relatos de antigos moradores do município de Brumadinho, a 60 quilômetros da capital, dão conta de que, no século XIX, um geólogo inglês conhecido apenas como Timothy se instalou nos arredores da cidade. O tratamento típico da época partiu de "senhor Timothy", derivou para "senhor Tim", e acabou em "Nhô Tim". A grande fazenda, que já havia recebido agricultura, pecuária e mineração, passou a ser conhecida como Vila Inhotim, ou simplesmente Inhotim. No fim dos anos 1980, um milionário do setor de mineração, Bernardo de Mello Paz, adquiriu a propriedade e decidiu manter o nome. Começava a nascer ali o maior centro de arte contemporânea a céu aberto do mundo. Ocupando uma área de cerca de 110 hectares, Inhotim abriga hoje obras de renomados artistas instaladas em um imponente jardim botânico. No ano passado, quase 250 000 visitantes estiveram por lá para conferir celebradas instalações, como as campeãs de audiência Sonic Pavillion, do americano Doug Aitken, e Desvio para o Vermelho, do carioca Cildo Meireles. Também costuma chamar atenção a galeria de Adriana Varejão. A pintora carioca, que foi casada com Bernardo Paz, é atualmente a artista brasileira mais valorizada no mundo. Seu ex-marido dedicou a ela um pavilhão de concreto que parece flutuar sobre um espelho-d’água. Lá estão obras como a impressionante Celacanto Provoca Maremoto, um grande painel inspirado em azulejos portugueses que recria o violento movimento das on­­das. Para o historiador de arte Ivo Mesquita, diretor técnico da Pinacoteca do Estado de São Paulo, o instituto mudou o cenário das artes visuais no Brasil. "Além de deslocar o mercado e as atenções para fora do eixo Rio-São Paulo, Inhotim surpreendeu por oferecer uma experiência impactante com a arte contemporânea", dimensiona Mesquita. "É parada obrigatória para brasileiros e estrangeiros."

Setembro é mês de novidade por lá. As inaugurações oficiais costumam ocorrer neste mês para coincidir com a abertura da Bienal de Arte de São Paulo, que movimenta o mercado no Brasil. As atenções de galeristas, curadores, artistas e apaixonados por arte em todo o mundo se voltam para Inhotim nesta semana. Na quinta (6), serão apresentadas ao público duas grandes galerias permanentes, duas obras externas e a nova exposição coletiva da Galeria Mata. Artistas brasileiros consagrados como a carioca Lygia Pape (1927-2004) e o pernambucano Tunga agora têm seus próprios pavilhões. Um edifício foi construído especialmente para a instalação Tteia, Nº 1, C, de Lygia. O vão de entrada, totalmente escuro, prepara o espectador para o impacto com a obra. Ao chegar ao salão principal, o que ele vê é um delicado jogo de luzes e fios dourados dispostos geometricamente. As extremidades superiores das cordas estão de tal forma dissimuladas pela escuridão que geram a impressão de que os fios são a materialização dos feixes luminosos. Nos jardins, foram montadas outras duas instalações inéditas. A artista espanhola Cristina Iglesias construiu um labirinto chamado Vegetation Room: o interior da obra lembra texturas vegetais, e o exterior é espelhado para camuflá-la na mata. Em um antigo estábulo da extinta fazenda Inhotim, o cubano Carlos Garaicoa montou a instalação Now Let’s Play to Disappear II ("Agora vamos brincar de desaparecer", em tradução livre). Em meio a projeções e circuitos de vídeo, foi montada a miniatura de uma frágil e perecível cidade, feita com cera e velas acesas que, naturalmente, vão derretendo.

Caroline Soares

Celacanto Provoca Maremoto: Adriana Varejão é hoje a artista brasileira mais valorizada no mundo


A maior e mais aguardada inauguração, no entanto, é a da galeria dedicada a Tunga. Construído especialmente para abrigar oito das obras mais relevantes do artista, o prédio impõe seus 2 600 metros quadrados de vidro em uma floresta tropical planejada. Os três pisos do pavilhão impressionam pela grandeza, pela vista para a mata e pela coerência com que as peças foram dispostas. Encontram-se ali obras como Palíndromo Incesto, o filme Ão e À la Lumière de Deux Mondes. Essa última, já apresentada no Museu do Louvre, em Paris, traz um curioso emaranhado de crânios negros e dourados. Tunga é um artista emblemático para o instituto. Da amizade com o pernambucano veio o fascínio de Paz pela arte contemporânea. "Eu passei a considerar a arte moderna como uma arte das pessoas que nasceram com habilidade, e a arte contemporânea como a arte das pessoas geniais", afirma o idealizador de Inhotim. Ele conta que a galeria True Rouge, uma das primeiras do instituto, não foi inicialmente pensada para o trabalho homônimo de Tunga. No princípio, ele havia convidado outra artista para ocupar aquele espaço. Ela sugeriu, no entanto, que a passarela fosse mais curva, nos moldes da obra de Oscar Niemeyer. "Eu gosto das esculturas que o Niemeyer faz, mas a arquitetura dele não me alimenta", afirma Paz. Mesmo assim, mandou executar a alteração que a artista pediu, mas, logo em seguida, se desentendeu com a galerista que a representava. A relação entre ele e a artista desandou. Paz então chamou o amigo Tunga para instalar ali sua já famosa True Rouge, que havia sido apresentada em Nova York. Ele foi o primeiro artista brasileiro a acreditar no potencial museológico daquele até então grande jardim. Logo vieram os estrangeiros, que se interessaram em criar obras especificamente para Inhotim e cobrar preços razoáveis. "A forma de projeto é mais interessante porque eu banco a montagem com a supervisão do artista. Se eu importar como obra de arte diretamente de uma galeria, por exemplo, o imposto é absurdo", explica Paz.

O processo de aquisição de obras se equilibra entre os critérios estabelecidos pela curadoria e as preferências de Paz. Curador-chefe de Inhotim, Jochen Volz revela que o instituto escolhe as obras de duas maneiras. Algumas vezes, um dos curadores ou o próprio Paz se interessa por um trabalho pronto e faz uma proposta. "A outra forma, que é a mais interessante, é quando o artista visita o parque e propõe um projeto especialmente para nós e já pensando em um local específico do jardim", diz Volz. Para ele, os desafios da curadoria são manter certa coerência entre as obras, renovar as galerias temporárias com a frequência média de dois anos e trazer sempre artistas que acrescentem algo à coleção. Volz defende a ideia de que não é preciso entender de história da arte para se encantar com o fabuloso acervo de Inhotim. "A maioria das pessoas que vêm aqui não está acostumada com o ambiente de museu, nem precisa estar. Alguns trabalhos, como o trator que carrega uma árvore (O Trator e a Árvore Branca, de Matthew Barney), falam de forma clara da relação entre a natureza e o progresso. Se isso o público consegue apreender e apreciar, então é uma obra relevante para nós", afirma Volz. O curador alemão acaba de deixar o posto de diretor artístico de Inhotim com a chegada da coreana Eungie Joo. Ela trará para o Brasil sua experiência no New Museum de Nova York, enquanto Volz representará a curadoria de Inhotim no comando da Serpentine Gallery, de Londres.






Daniela PaolielloDesvio para o Vermelho: a instalação de Cildo Meireles costuma prender a atenção de adultos e crianças


"Tudo foi intuitivo", garante Paz. Do pai, arquiteto, e da mãe, assistente social, ele diz ter herdado o interesse pela arte e a preocupação social. "Meu pai dizia que eu não ia dar certo na vida porque não gostava de estudar. Essa foi minha luta: tentar fazer algo que desse certo." Tal batalha rendeu a ele, nos anos 80, um belo lugar ao sol como empresário do setor de mineração. Em 1995, durante uma escala em Paris para mais uma viagem de negócios à China, o stress o levou a um derrame e à conclusão de que essa não era a rotina que ele gostaria de manter. Em 2010, Paz vendeu sua empresa, o gigante Itaminas, a um grupo chinês por cerca de 1,2 bilhão de dólares. Até então, ele já havia negociado boa parte de sua coleção de arte moderna e adquiria com voracidade obras e instalações contemporâneas a preços abaixo dos de mercado, pois em grande escala elas são de difícil comercialização. O aspecto educativo rapidamente ganhou importância para Paz, que contratou uma equipe para pensar em ações formadoras para a comunidade local. As atividades tiveram início com os gru­­­­pos quilombolas da região e se es­­tenderam para as escolas de Bru­­madinho e Belo Horizonte.

Mantido por seu criador e por leis de incentivo, o complexo ainda pode evoluir muito. Em constante crescimento, o acervo atual de Inhotim conta com cerca de 700 obras, das quais apenas oitenta estão em exposição. Com tímidos 7 000 visitantes no primeiro ano de abertura ao público (2006), o instituto espera 400 000 até o fim deste ano. Pouco mais de 5% da propriedade, com 2 000 hectares, é hoje utilizada pelo parque. Além disso, o instituto acaba de conseguir uma licença da Anac e da Infraero para construir um aeroporto dentro dela. Já em fase de obras, uma pousada com 42 quartos deve ficar pronta no ano que vem. Para 2014, também está prevista a inauguração do Inhotim Escola, que vai integrar o Circuito Cultural da Praça da Liberdade. O novo espaço vai funcionar nos edifícios do Palacete Dantas e do Solar Narbona e trazer para Belo Horizonte as ações educativas, artísticas e formadoras que já ocorrem na sede de Brumadinho. Outra novidade parece ter desembarcado por lá na última semana. Ao receber a reportagem de VEJA BH, Bernardo Paz estava acompanhado de Hans Donner, designer e diretor de identidade visual da Rede Globo. Tão ou mais famoso que sua mulher, a eterna globeleza Valéria Valenssa, Donner visitava Inhotim pela primeira vez. Além de conhecê-lo, ele foi apresentar um projeto de instalação. Mais do que arte, Bernardo Paz quer que Inhotim seja um exemplo de vida contemporânea sustentável e em comunidade. "Eu poderia gastar só comigo os milhões que recebo mensalmente, mas prefiro devolver para a sociedade", diz ele. "E isso resume o único sentido da minha vida agora: ver Inhotim virar uma grande cidade, onde as pessoas entendam que é possível até morar."
Caroline Soares


Jardim de espinhos
Nem tudo são flores e arte contemporânea em Inhotim. O nome de seu idealizador esteve envolvido em várias polêmicas e denúncias recentes. Em maio deste ano, o badalado chef paulistano Alex Atala chegou a chamá-lo de "canalha" em entrevista ao programa da jornalista Marília Gabriela. Atala havia sido convidado para comandar um restaurante no instituto. De acordo com ele, depois de ter recebido uma proposta milionária de Bernardo Paz e de ter se engajado no projeto, o negócio foi desfeito por e-mail. Paz não quis comentar o caso.

Outra polêmica questiona a extração de espécies vegetais para compor o jardim botânico de Inhotim. "Essa é fácil de explicar", diz Paz, que havia trazido de Brasília o botânico Eduardo Gonçalves para trabalhar com ele. Segundo o mecenas, Gonçalves passou a exigir privilégios no cargo, o que culminou com sua demissão. Paz, que pagava o aluguel do botânico no condomínio Retiro das Pedras, resolveu recontratá-lo na modalidade de consultor externo. "Em uma viagem a Londres, ele enviou à imprensa uma denúncia de que eu estava roubando árvores na natureza", lembra. O e-mail escrito por Gonçalves chegou ao Ibama com a acusação de que o instituto havia retirado ilegalmente palmeiras de uma fazenda no município goiano de Cavalcante. Paz então mandou trazer centenas de crianças das escolas de Cavalcante para conhecer Inhotim, além de oferecer treinamento e um projeto de jardim botânico para a cidade.

A questão de maior repercussão nacional, porém, foi protagonizada pelo paisagista Luiz Carlos Orsini. Em outubro do ano passado, o instituto foi condenado a creditar a ele a autoria de 250 000 metros quadrados de jardim. Para Paz, é impossível limitar a autoria do projeto paisagístico a apenas uma pessoa.



Ele mora na propriedade em que construiu o parque desde o fim da década de 80. "Depois que pedi dicas de paisagismo a Burle Marx, eu tirei os sapatos, pus um calção e comecei a desenrolar pacotes de grama. Quando contratei o Orsini como empreiteiro, eu apontei para ele onde plantar. E ainda tem o Pedro Nehring, que trabalha como meu paisagista há quase trinta anos. Quem é o autor dos jardins? Não vou me aborrecer com essa bobagem."

Video bem bacana do Inhotim

                                       




Ao fazer esse roteiro, você vai entrar em contato direto com a história, em um lugarejo formado nos fins do século XVII e que ainda conserva estruturas arquitetônicas dessa época. Um passeio em uma das mais belas paisagens de Minas e onde está instalado o maior museu de arte contemporânea do mundo, o Instituto Inhotim, em Brumadinho. Um lugar que impressiona todos que o visitam, com seu conjunto de obras de arte e jardins de Burle Marx, resultando na harmonia entre a cultura e a natureza.

Saídas de terça a domingo as 09:00hs
160,00 
minimo 02 pessoas 
duração aproximada de 06 horas

Museu Inhotim - o museu combina uma das maiores coleções de arte contemporânea do mundo com um extenso parque ambiental cerca de 500 obras de mais de 100 artitas, com grandes nomes da arte contemporânea nacional e internacional . Os pavilhões , galerias e obras extensas estão espalhadas por 97 hectares de jardin , com influência do grande paisagista Burle Max .

Inclui: transporte entrada e guia 
Nao inclui:  almoço e despesas pessoais .

Contato : (31) 94316649 
                 (31)85992160
Email: henriktour@hotmail.com 




segunda-feira, 3 de setembro de 2012

BELO HORIZONTE CITY TOUR

Saídas todos os dias as 09:00hs e as 14:00hs

valor 110,00 por pessoa , minimo de 03 pessoas
Duração aproximada de 03 horas
local de saída de BH : hotel ou residencia

o que ver :

Conjunto Arquitetônico da Pampulha - composto pela igreja São Francisco , museu de arte , casa do baile e o Iate tênis clube

Praça da liberdade - complexo paisagístico e Arquitetônicos , é uma síntese dos estilos quer marcam a história  de Belo Horizonte.

Mangabeiras -compreende a Praça do Papa, o curioso fenômeno da  "rua do amendoim ", alem do mirante de onde se tem uma belíssima  vista panorâmica  da cidade .

Museu Abílio Barreto - o museu reúne acervo múltiplo e revelador dos vários  sentidos e trajetórias da capital e de seus cidadãos . o conjunto arquitetônico do museu histórico Abílio Barreto (MHAB) compreende o casarão secular única edificação remanescente dos arredores do antigo arraial Curral Del Rei; e moderno edifício-sede, especialmente planejado para sediar o museu.

Dicas : levar roupas leves , protetor solar , maquina fotográfica .

Contato: (31) 94316649
              (31) 85992160
Email: henriktour@hotmail.com
          henrique_guia@hotmail.com


quarta-feira, 29 de junho de 2011

ARQUIDIOCESE DE MARIANA


Contatos : 31 3426 4469 ou 31 94316649


" GUIA GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009 19

ARQUIDIOCESE DE MARIANA

NOTA HISTÓRICA
Com a posse canônica de Dom Frei Manoel da Cruz, cisterciense
da família de São Bernardo e Primeiro Bispo, na histórica data de
2 de fevereiro de 1748, Mariana se tornou, dentro do contexto
brasileiro, a sexta diocese, depois do bispado da Bahia (1555), Rio de
Janeiro (1676), Olinda (1676), Maranhão (1677) e Pará (1719). Antes
da data inaugural de nossa diocese (02/02/1748), a Província das Minas
Gerais “in spiritualibus” dava obediência aos Bispos do Rio de Janeiro.
Umas quarenta paróquias aproximadamente foram aqui instituídas
pelo Ordinário fluminense, no período de 1702 a 1721. Entre estas primeiras,
um total de vinte e três ainda pertencem à atual Arquidiocese:
Carmo (Mariana), São Sebastião (Bandeirantes), São Caetano (Monsenhor
Horta), Sumidouro (Padre Viegas), Furquim, Pilar de Ouro Preto,
Catas Altas (do Mato Dentro), Cachoeira do Campo, Guarapiranga (Piranga),
Ouro Branco, Antônio Dias de Ouro Preto, Santa Bárbara, São
Bartolomeu, Inficionado (Santa Rita Durão), Camargos, Antônio Pereira,
Casa Branca (Glaura), Congonhas, Itabira do Campo (Itabirito), Itaverava,
Itatiaya, Borda do Campolide (Barbacena) e Carijós (Conselheiro
Lafaiete).
20 GUIA GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009
A mesma bula papal que criou a Diocese de Mariana -”Candor Lucis
Aeternae”- criou também o bispado de São Paulo. Depois de cento e sessenta
anos, nossa Diocese, foi elevada à categoria de Arquidiocese, juntamente
com o bispado de Belém do Pará, por um mesmo documento
pontifício - “Sempiternam Humani Generis”, de São Pio X, 1/5/1906. Celebramos
em 2006, a data jubilar dos cem anos como Arquidiocese.
O território coberto pela diocese primaz de Minas, aproximadamente
um quinto do Estado, a região mineira então habitada (centro e sudeste),
hoje está repartido entre seis províncias eclesiásticas e se subdividiu
numa radiosa constelação de bispados, como, Diamantina, Pouso Alegre,
Campanha, Juiz de Fora, Belo Horizonte, Leopoldina, Caratinga,
Aterrado (Luz), São João del Rei, Itabira. A sua Catedral tornou-se assim
a matriz dadivosa de tantas outras Catedrais.
De Mariana, irradiou-se para todos os horizontes mineiros o facho
sagrado do Evangelho que civilizou, educou e engrandeceu a gente mineira.
Em Mariana, se ergueram sólidos os umbrais da Religião Católica
para os montanheses. Assumindo a sua história, nossa Arquidiocese
quer guardar ciosamente o precioso legado que recebeu de seus ancestrais
na fé: uma adesão irrestrita a Jesus Cristo e à sua Igreja e o compromisso
de amar e servir na solicitude para com todos, com especial
cuidado para com os mais necessitados.
Há em Mariana “um patrimônio de fé” a ser cultivado, trabalhado e
colocado, permanentemente, a serviço da solidariedade. Nossa tarefa
será assumir, com novo ardor, a evangelização, procurando que Jesus, o
Bom Pastor, seja mais conhecido e amado e seja instaurado entre nós
seu Reino de Justiça, Amor e Paz.
BISPOS E ARCEBISPOS DE MARIANA
Mons. Flávio Carneiro Rodrigues
Os antíteses marianenses são oito bispos e cinco arcebispos. Sete
vieram de congregações religiosas (cirterciense, dominicana, franciscana,
(2) lazarista, salesiana e jesuíta) e seis, presbíteros do clero secular.
Os sete primeiros eram portugueses, dois mineiros do clero marianense
(Dom Silvério e Dom Oscar) dois capixabas (Dom Helvécio e Dom Geraldo)
dois cariocas (Dom Benevides e Dom Luciano). Todos empunharam,
com zelo e dignidade, o báculo de seu pastoreio, seguindo o CanGUIA
GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009 21
dor da Luz Eterna, o divino esplendor do Evangelho. Ainda ressoa o
sagrado compromisso de evangelizar, com novo ardor a caminho do
Reino Definitivo.
Os bispados de Mariana e São Paulo, constituídos pelo mesmo documento
pontifício, têm idade igual. Mas enquanto Mariana só teve oito
bispos e cinco arcebispos, São Paulo foi governado por doze bispos e seis
arcebispos. Foram mais longos os períodos de governo de alguns antístites
marianenses: Dom Helvécio (37 anos), Dom Viçoso (31 anos), Dom
Oscar (38 anos), Dom Silvério (25 anos) e Dom Luciano (18 anos). Além
disso, Mariana passou por várias vacâncias: sete anos depois de Dom
Frei Manoel da Cruz (1764-1772); cinco anos depois de Dom Frei Domingos
Pontével (1793- 1798); três anos depois de Dom Frei Cipriano;
nove meses depois de Dom Frei José da Santíssima Trindade; e dez
meses (agosto de 2006 a junho de 2007) depois da morte de Dom Luciano
Pedro Mendes de Almeida.
O primeiro da honrosa galeria, Dom Frei Manoel da Cruz (1748-
1764), transferido do Maranhão onde, por sete anos, serviu, com edificante
zelo, aceitou, com entusiasmo apostólico, sua transferência para
Mariana, aonde conseguiu chegar depois de uma homérica viagem de
4.000 quilômetros, pelo interior brasileiro, que lhe custou nada menos
que quatorze meses. Em Mariana, finalmente, levou meses recuperando
sua condições físicas para tomar posse em 17/12/1748. Foi um apóstolo
intrépido: fundou o seminário de veneranda história; encarou com
firmeza, a resistência de um Cabido mal informado que se lhe opôs,
quando quis introduzir na Catedral a devoção ao Coração de Jesus; criou
paróquias, ordenou 227 sacerdotes.
O segundo e terceiro bispos tomaram posse do bispado de Mariana
através de Procuradores e não pisaram o território Marianense. O segundo,
Dom Joaquim Borges de Figueroa (1772-1773), logo depois de
nomeado Bispo de Mariana, foi transferido para o Arcebispado da Bahia,
que havia vagado e em cuja catedral está sepultado. Curioso na vida
deste bispo é que viveu a maior parte de sua vida como subdiácono no
Patriarcado de Lisboa, só foi ordenado padre com cinqüenta e sete anos
e, com apenas oito meses de padre, foi eleito bispo. Depois de um ano
somente como bispo de Mariana, foi promovido a arcebispo da Bahia.
No breve período de três anos, subiu de subdiácono a Arcebispo. Em
seu curto governo, não deixou de manifestar cuidado com o seminário.
22 GUIA GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009
O terceiro, Dom Bartolomeu Manuel Mendes dos Reis (1773-1779),
residia longe, na China (Macau), quando foi escolhido para Mariana.
Empreendendo a viagem de regresso, deteve-se em Portugal de onde
não se animou a transpor o oceano para chegar a Mariana que administrou
através de procuradores, durante cinco anos e oito meses. Foi ele
um dos bispos consagrantes de Dom Pontevél e o bispo que ordenou
sacerdote dom Frei Cipriano de São José, respectivamente seu primeiro
e segundo sucessores na Cátedra de Mariana. Renunciou à diocese e
viveu, depois disto, muitos anos em Lisboa.
O quarto, Dom Frei Domingos da Encarnação Pontevél (1779-1793),
visitou mais de uma vez as quarenta e seis paróquias de sua diocese, fez
reformas na Catedral, ordenou 125 padres. Seus últimos anos viveu em
Ouro Preto, onde faleceu. O episódio da Inconfidência Mineira aconteceu
em seu governo e teve a participação de uns oito padres de seu
clero. Foi extremoso pai dos pobres e abandonados.
Dom Frei Cipriano de São José (1798-1817), soube governar com
energia, corrigindo muitos abusos implantados anteriormente. Grande
administrador, ornou o paço episcopal com melhoramentos e jardins.
Ordenou 142 padres.
Dom Frei José da Santíssima Trindade (1820-1835), reabriu o seminário
desativado há nove anos, reformou mais uma vez a Catedral, deu
assistência às comunidades do bispado, então já muito povoado (71
paróquias e 312 curatos). Em seu governo, o Brasil consegue sua independência
política e o bispo de Mariana é convocado à corte para a
consagração do novo imperador. Nesta época, são fundados os colégios
do Caraça e de Congonhas. Crismou 3.600 batizados e ordenou 136 padres.
Em sua lápide mortuária, na cripta da Catedral, pode-se ler: “Salve
prelado caríssimo, honra e glória do áureo trono episcopal.”
O servo de Deus, Dom Antônio Ferreira Viçoso (1844-1875), nasceu
em Portugal (13/05/1787), onde fez os primeiros estudos e foi ordenado
padre. Chegando ao Brasil com 32 anos (1819), identificou-se com o
povo brasileiro que amou extremosamente. Foi, entre nós, padre, missionário,
educador da juventude, defensor dos direitos da Igreja, protetor
dos escravos e dos órfãos. Eleito sétimo bispo de Mariana (1844),
consagrou-se mais ainda à glória de Deus, empenhando-se heroicamente
pela exaltação da Igreja e dignidade do Clero. Plantou, em todo o solo
mineiro, fecundas sementes de fé católica e temor a Deus.
GUIA GERAL DA ARQUIDIOCESE DE MARIANA - 2008 - 2009 23
Teve um governo marcante e deixou uma memória vereranda, bendita
e aplaudida até os dias atuais. Mostrou um carinho imenso com o
seminário que entregou à direção de seus co-irmãos lazaristas; trouxe
da França as irmãs Vicentinas para cuidarem da formação feminina no
Colégio Providência; visitou cinco vezes todas as paróquias da vasta diocese;
pregou exaustivamente a Palavra de Deus; defendeu escravos,
pobres e oprimidos; ordenou 316 padres. Muito ensinou e edificou com
seus livros e jornais (Selecta Catholica, O Romano, O Bom Ladrão).
Organizou a criação da Diocese de Diamantina, filha primogênita de
Mariana. Viveu de forma exemplar e morreu com 88 anos, em odor de
santidade, aos 7/7/1875. Seu túmulo se encontra na cripta da Catedral
Basílica de Mariana, Minas Gerais. As gerações que o seguiram confiam
na sua canonização e não esmorecem nesse empenho. Seu processo
concluído já em nível diocesano, tramita agora, envolto de esperanças e
orações, na Congregação para a Causa dos Santos, em Roma. Levado a
essa Congregação o estudo minucioso das virtudes praticadas em grau
superlativo pelo Servo de Deus (Positio Super Virtutibus) recebeu este
exame franca aprovação. Grande é agora a esperança de, em futuro próximo,
ser apresentada à Santa Sé a comprovação fundamentada de um
insigne favor (milagre), atribuído à intercessão de Dom Viçoso, para
que se obtenha assim sua Beatificação. Queira Deus!"