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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Lendas de Minas Henrik Tour http://henriktourviagens.com.br/

Lenda Mãe do Ouro


A loura do banheiro não é a única mulher de cabelos dourados que assombra os brasileiros. Há outra que vaga por nossa terra há alguns séculos. É a Mãe do Ouro, entidade que, se assusta incautos pelo interior do país, pelo menos indica, com sua presença, onde há veios de ouro inexplorados. Quem testemunhou suas aparições relata que ela costuma surgir depois do anoitecer, em forma de uma luz dourada, ligada a uma cauda luminosa. Quem teve coragem de se aproximar garante que viu uma mulher muito bonita, coberta de ouro. Dizem que quem chegar perto a ponto de sacudir seus cabelos fica rico tal a quantidade do metal precioso que se desprende de suas melenas.
Lenda Mãe do Ouro


Pessoas que andam sozinhas à noite pelas estradas são as preferidas pela Mãe do Ouro. Principalmente pelos caminhos que cortam e ligam Raposos, Caeté, Morro Vermelho e Sabará, em Minas Gerais, cidades também ligadas à Estrada Real. A luz que dela emana é tão forte que aqueles que nela põem seus olhos ficam muito sensíveis à claridade e têm que viver na escuridão por semanas a fio. Quem resolveu atacá-la se arrependeu de forma amarga. Um morador de Camargos disparou contra a bola luminosa, que se avolumou e o perseguiu por quilômetros. Desesperado, o homem se atirou para a morte em um precipício. Uma ex-prefeita de Mariana garante até hoje que seu irmão teve as córneas queimadas ao mirar diretamente para a Mãe do Ouro.

As histórias que correm pelo interior de Minas dão conta que uma das primeiras aparições da Mãe do Ouro ocorreu ainda na época do Brasil Colônia. A tradição oral relata que no Vilarejo de Rosário, às margens do Rio Cuiabá, vivia um dono de minas sanguinário e cruel. Obrigava seus escravos a lhe entregar, todos os dias, uma determinada quantia de ouro. Quem não conseguisse extrair da terra o peso exigido do metal precioso tinha um dos dedos da mão arrancado com alicate. Para um dos mais velhos escravos, encontrar tal quantidade de ouro se tornava mais difícil a cada dia. Até que mais uma vez não achou nem uma mísera pepita. Triste, mas resignado, se conformara em perder o terceiro dedo da mão esquerda, quando então surgiu a sua frente um círculo de luz dourada, que se transformou numa linda moça.

Lenda Mãe do Ouro - Mais informações aqui:

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Turismo em Minas Gerais - Henrik Tour



 Minas Gerais é um  estado que tem vários atrativos , Ouro Preto é um desses roteiros que você pode conhecer igrejas barrocas, Minas de Ouro , Museus e ainda fazer um belo passeio de trem Maria fumaça .
A cidade conta com uma infraestrutura de pousadas e hotéis e também restaurantes mas ainda tem  uma certa dificuldade com banheiros públicos . Eu sou guia de turismo receptivo nas cidades históricas e atuo também nas grutas e o museu Inhotim.
Quero deixar minhas dicas para que o turista tenha uma melhor estadia em nossas Minas Gerais. Na cidade de Ouro Preto você pode visitar em um  dia fazendo um roteiro mais simples começando por volta das 08:00 da manhã , começando na igreja Nossa Senhora do Pilar , nessa igreja encontra se as obras de Francisco Xavier de Brito, Pedro Gomes Chaves e outros . Depois você pode visitar a igreja Nossa Senhora do Carmo que tem obras do Manuel Francisco Lisboa , pai do Aleijadinho e também encontra obra do próprio Antônio Francisco . Pausa para almoço , indico o restaurante Contos de Réis que tem uma deliciosa comida mineira . Depois do almoço tem a igreja São Francisco de Assis do Aleijadinho , nessa ele sublimou sua arte arquitetando uma bela igreja inovando com a sua arte barroca ...

Vejam meu site onde encontra se diversos  passeios pelas  cidades históricas http://henriktourviagens.com.br/

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Catas Altas

                                                  A 120 km de Belo Horizonte 
 

     Ao pé do parque do Caraça, belas paisagens que compõem os caminhos da Estrada Real.

Caminhadas, trilhas e belíssimas cachoeiras.

No mês de maio acontece a festa de vinhos extraídos da jabuticaba.













Em 1702, o bandeirante Domingos Borges descobriu na fralda oriental da Serra do Caraça ricas minas auríferas, mais tarde denominadas de Catas Altas. A ele se deve também a fundação do arraial. Mas foi somente bem recentemente, em 21 de dezembro de 1995, que o então distrito de Catas Altas emancipou-se de Santa Bárbara.

Situada ao pé da Serra do Caraça, a apenas 120 quilômetros de Belo Horizonte, a aconchegante e turística cidade pertenceu ao ciclo do ouro. O primeiro batismo foi celebrado na capela de Nossa Senhora de Conceição, em 1712, época que coincide com o início da construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Nesta época já se delineava o aglomerado urbano que se formava ao redor da mineração.

Em 1718, o arraial foi elevado à freguesia, através de medidas da administração colonial, sendo a paróquia declarada de natureza coletiva. Seis anos mais tarde, foi nomeado o primeiro vigário de Catas Altas, então chamada de Catas Altas do Mato Dentro para diferenciar de Catas Altas da Noruega. A construção da Igreja da Matriz prolongou-se até por volta de 1780, encontrando-se inacabada até os dias atuais.

A mineração de ferro é hoje a principal atividade econômica. Mesmo tendo causado grandes estragos ao meio ambiente, pois o controle ambiental é bastante recente, a atividade não conseguiu diminuir a imponência e beleza da Serra do Caraça, guardiã da cidade. Com o esgotamento das minas, Catas Altas tornou-se um arraial abandonado e em ruínas e os habitantes que ali permaneceram se dedicaram ao cultivo de pequenas roças de subsistência.

No início do século XIX, o arraial contava com 200 casas enfileiradas em duas ruas. A mineração sobrevivente era feita nas lavras do Capitão-mor Inocêncio. O Capitão-mor recebeu, então, o conselho do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire de substituir a exploração do ouro pela do ferro, cujas reservas eram abundantes na região. Saint-Hilaire visitou a região nos idos de 1816.

Em 1821 o Bispo de Mariana passou por Catas Altas e falou do estado da Matriz de Catas Altas, da capela de N.S. do Rosário dos Pretos, Santa Quitéria e a Ermida da Arquiconfraria de São Francisco. Contou que o povo era muito chegado à igreja e que havia nada menos do que seis padres na paróquia. Hoje praticamente apenas a matriz resta para glorificar aqueles tempos. Em 1839, por ocasião da emancipação do município de Santa Bárbara, Catas Altas passou a pertencer à sua jurisdição até 1995, quando também emancipou-se.




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