A maior gruta de Minas Gerais fica próxima à cidade de Cordisburgo, a 120 km de Belo Horizonte. Uma beleza natural que foi descoberta e explorada em 1834 pelo cientista dinamarquês Dr.Peter Lund. São 440 metros de extensão abertos ao público para conhecer e admirar os sete salões e galerias, formados pelo trabalho de erosão da água. Os estalactites formam figuras inusitadas que lembram um urso, um elefante e há também cristais brilhantes em formato de franjas, grinaldas e lustres.
Na área foram encontradas pedras, ossadas humanas, pinturas rupestres e restos de animais pré-históricos, tornando a Gruta de Maquiné o berço da Paleontologia Brasileira. A gruta possui iluminação e passarelas que permitem aos visitantes transitarem com segurança pelas maravilhas do lugar, e todo o percurso é acompanhado por um guia local. Recomenda-se ir pela manhã ou no final da tarde, porque a gruta fica quente durante o dia. Está aberta diariamente de 8h às 17h.
Gruta da Lapinha
Uma obra de arte esculpida pela natureza e de uma beleza extraordinária. Quem conhece a Gruta da Lapinha se surpreende por não imaginar o que está escondido dentro dela. Localizada na região arqueológica de Lagoa Santa, a 38 Km de Belo Horizonte, a gruta possui uma área de 511 metros de extensão abertos à visitação com profundidade de 40 metros.
Surgiu a partir de rochas calcárias formadas pelos restos marinhos do fundo do mar raso da bacia do Rio das Velhas. Em seus salões existem os chamados espeleotemas, depósitos minerais do interior da caverna que possuem variadas formas, destacando a couve-flor, cascata, cortinas e pirâmides. A Gruta da Lapinha foi descoberta em 1835 pelo cientista dinamarquês Peter Lund, que vivia na região. Em suas escavações Lund descobriu fósseis de animais e as ossadas do chamado “homem de Lagoa Santa”, fundamental para as pesquisas da paleontologia no Brasil.
A Gruta da Lapinha funciona diariamente das 8:30h às 16:30h, com atendimento de guias especializados. Há iluminação artificial, escadas e passarelas que dão acesso aos locais mais difíceis. Na parte externa o visitante pode conferir o museu do castelinho e o Espaço Cultural e Ambiental Dr. Lund, com exposições sobre a região da APA – Carste de Lagoa Santa, além da réplica em tamanho natural da famosa Preguiça Gigante. A região de muito verde também é um convite para um agradável piquinique, e encontra-se próximo à entrada dois restaurantes que oferecem a tradicional comida mineira, além de quiosques de doces e artesanatos.
Gruta Rei do Mato
A Gruta Rei do Mato está a 70 quilômetros de Belo Horizonte e a aproximadamente 600 quilômetros das principais capitais brasileiras. A apenas 6 quilômetros do centro de Sete Lagoas, é possível percorrer 220 metros de extensão com desnível de 30 metros. As formações de estalagmite da gruta chamam a atenção de geólogos e visitantes de todo o mundo.
A gruta passou a ser visitada turisticamente em 1988 e recebeu o nome de Gruta Rei do Mato em homenagem a um forasteiro, que chegou na região na década de 1930 e passou a morar nas imediações da caverna e a extrair da Mata Seca, própria das regiões Calcárias, o seu sustento, alguns diziam que era um soldado fugitivo da Revolução de 30. Ficou conhecido na cidade como Rei do Mato, porque morava na Mata. Desapareceu da mesma forma que chegou na região, sem ninguém saber qual o seu destino.
Em 2010 o IEF assumiu a proteção e preservação da gruta e da área em torno da mesma, passando então a ser denominada toda a região de Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato. Dessa forma a SELTUR ficou com a administração financeira e turística especificamente da Gruta e o IEF de todo o monumento.
Quem pretende visitar a Gruta Rei do Mato deve se preparar para um espetáculo gracioso e harmonioso da natureza.
O programa vai apresentar os vestígios arqueológicos dos principais sítios de Minas Gerais, em especial, em Lagoa Santa e do médio Rio São Francisco. Nestas regiões estão as cavernas e grutas mais importantes do estado. Uma área reconhecida e estudada, desde séculos passados, por especialistas de todo o mundo. “Queremos mostrar para o público como um tema como a arqueologia, tão importante para Minas e para o Brasil, está diretamente ligado ao dia a dia das pessoas”, frisa Paulo Henrique Rocha, diretor do Bem Cultural.
Um dos focos principais da série é a trajetória do paleontólogo Peter Lund por Minas Gerais, enquanto esteve no Brasil, no século XIX. A série mostra também os desdobramentos proporcionados pelas descobertas deste pesquisador, conhecido como “pai da Paleontologia brasileira”, que influenciaram várias pesquisas e viagens de caráter científico-cultural pelo mundo.
Pesquisa marca a nova série
Graças à parceria da Rede Minas com a Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), o Bem Cultural foi até a Dinamarca, lugar onde nasceu e viveu Peter Lund. A equipe conheceu os passos do paleontólogo e registrou os acervos preciosos de sua história. A elaboração do roteiro dos episódios levou em consideração, primeiramente, as especificidades dos campos da ciência que tratam de tempos imemoriais (bilhões, milhões e milhares de anos) e marcam a formação geológica da Terra e a evolução da vida terrestre, antes e depois da existência humana: a Espeleologia e a Geomorfologia (constituição geológica; grutas, cavernas, sumidouros); a Paleontologia (fósseis de animais, espécies extintas); e a Arqueologia (vestígios de ocupação humana, Arte Rupestre, transformações ambientais).
Primeiro Episódio “O mundo das cavernas”
Na estreia do programa, neste domingo (18), às 19h, entra no ar “O mundo das cavernas”, que trata do processo contínuo das transformações ambientais que sempre ocorreram no globo terrestre. O geólogo Augusto Auler e o geógrafo Luís Beethoven Piló falam sobre o tema, em que a Espeleologia e a Geomorfologia têm destaque, com locações e visitas em algumas das principais grutas, lapas e sumidouros da região cárstica do estado.
“O legado de Lund”
No segundo episódio (dia 25 de março, 19h), intitulado “O legado de Lund”, o programa enfoca a vida e a obra do naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, que iniciou o estudo do período pré-histórico em Minas Gerais, quando aqui permaneceu no século XIX. De forma inédita, a Rede Minas revela o precioso acervo de fósseis que compõem a coleção de cerca de 12.000 peças que foram enviadas pelo naturalista à Dinamarca, hoje pertencentes ao Museu Zoológico de Copenhague. A equipe do Bem Cultural entrevista os pesquisadores dinamarqueses responsáveis por esses acervos, Birgitte Holten e Michael Sterll, e também especialistas brasileiros, como o paleontólogo da PUC-Minas, Cástor Cartelle, e a arqueóloga do Iepha-MG, Maria Elisa Castellanos Solá.
“No tempo dos animais gigantes”
No terceiro episódio (dia 1º de abril, 19h), o Bem Cultural vai entrar “No tempo dos animais gigantes” para mostrar o universo da paleontologia, a partir dos estudos precursores de Peter Lund em Minas Gerais. Há um verdadeiro tesouro pré-histórico guardado de forma subterrânea, incrustado em grutas e cavernas, fósseis de milhões de anos, de variados organismos que ajudam a contar a história da evolução de animais e vegetais que habitam hoje o planeta.
“O povo de Luzia”
O quarto episódio (dia 8 de abril, 19h) fala de nossa personagem mais famosa. No episódio “O povo de Luzia”, trata da história da Missão Arqueológica Franco-Brasileira liderada pela arqueóloga francesa Annete Laming Emperaire que, sob a chancela da Unesco, percorreu, na década de 1970, a mesma trilha deixada por Peter Lund na região de Lagoa Santa. Durante as escavações, desenterrou-se o fóssil humano com datação mais antiga do Brasil e possivelmente das Américas, com mais de 11 mil anos, que ganhou o nome Luzia.
“A arte rupestre”
O quinto e último episódio da série (dia 15 de abril, 19h), “A arte rupestre”, faz uma abordagem sobre os vestígios deixados pela ocupação humana pré-histórica em Minas Gerais, como cemitérios paleoindígenas e, principalmente, os excepcionais exemplares de pintura rupestre, com desenhos e formas gráficas de diferentes tipos e tradições, existentes em diversos sítios arqueológicos registrados durante as gravações.
Painéis que retratam a Revolução Francesa. Lustres e cristais da Boêmia. Um piano de cauda Bechstein, famosa marca alemã. Escadarias fabricadas na Bélgica. Móveis da Letônia. Decoração ao estilo Luís XV. Tanto luxo só pode estar reunido em um castelo da Europa, certo? Errado! Todas essas peças estão no Palácio da Liberdade, localizado em uma área nobre de Belo Horizonte, e trazem para a capital mineira toda a exuberância e charme dos grandes palácios do Velho Mundo.
Não é à toa que os visitantes saem do local com uma sensação unânime: encantamento. “Eu não esperava ver uma coisa de tamanha magnitude e beleza. Não tem como destacar o que eu mais gostei. Adorei tudo”, conta admirada, a economistaDilvânia Ferreira, após sair de uma visita guiada ao Palácio. “As pessoas precisam conhecer mesmo. É a história de Minas nesse lugar”, recomenda o militar Renato Sena.
As visitas guiadas são oferecidas nas manhãs de domingo. E de graça. Dilvânia e Renato estiveram no local em um dia ainda mais especial: o último domingo do mês. Nessa data, é possível assistir à Troca Solene da Guarda: a equipe que fez a vigilância do Palácio nas últimas 24 horas repassa o posto para novos policiais. A troca é feita sob um rígido protocolo. A belíssima cerimônia conta com apresentação da Banda de Música da Polícia Militar, hasteamento de bandeiras e desfile dos pelotões. A solenidade foi inspirada na troca de guardas de outro palácio: o de Buckingham, em Londres.
Ambientes
Explorar o interior do Palácio é ter a certeza de vivenciar uma experiência única. Não só pelo conjunto arquitetônico em si, mas pela riqueza espantosa dos detalhes.
Já na entrada do prédio, uma imponente escadaria acolhe os visitantes. A estrutura foi feita nas oficinas Aciéries de Bruges, na Bélgica, e foi montada em Belo Horizonte. Subindo os degraus, a primeira parada é o Salão Nobre, o mais eclético do prédio. Misturando diversos estilos, como barroco e neoclássico, o cômodo era utilizado pelo Governador para receber visitas formais. Para acomodar anfitrião e convidados, as poltronas foram trazidas da Letônia. Os painéis com imagens de mulheres nas paredes e no teto homenageiam a República – tratada no gênero feminino depois da Revolução Francesa.
À frente do Salão, está o Parlatório, outro símbolo republicano. Ali, os Governadores têm ainda hoje a oportunidade de discursar para o povo – fato característico da democracia, pois, na Monarquia, os súditos é que precisam se dirigir à presença do rei.
No Salão do Banquete, a mesa com 36 lugares acomoda até 56 convidados, dependendo do tipo de serviço da cerimônia. Totalmente espelhado, o Salão possui um lustre de cristal com 40 tulipas que impressiona qualquer visitante. É o único cômodo cujas pinturas na parede não possuem conotação política. As imagens homenageiam os prazeres da vida: evocam a Saudação, a Fortuna, o Lazer e o Trabalho.
Um detalhe: no Palácio, não há papéis de parede. Todos os ricos detalhes que ornamentam os ambientes foram pintados diretamente na estrutura.
Centro do poder
Até 2010, o gabinete do Governador de Minas Gerais funcionou no Palácio da Liberdade. A maior autoridade política do Estado deixou de despachar no prédio com a inauguração da Cidade Administrativa. Além do gabinete, o complexo com 16 mil funcionários abriga agora as secretarias e vários outros órgãos estaduais.
Mesmo com a mudança, computadores, impressoras e outros aparelhos modernos ainda estão no Palácio da Liberdade, contrastando com os objetos históricos do prédio. O aparato tecnológico precisa estar disponível para receber o Governador, que ainda vai ao local esporadicamente. “Ele vem para um despacho especial, algum evento de entrega de medalha, um banquete ou para receber uma visita mais importante”, explica a integrante da equipe de Curadoria do Palácio da Liberdade, Lucília Peres.
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Quando e como conhecer o Palácio
Quando e como conhecer o Palácio
As visitas ao Palácio da Liberdade são guiadas por técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA – MG) que explicam os ricos detalhes e a história de cada um dos 30 cômodos do prédio.
As visitas são gratuitas e duram cerca de 30 minutos. Para conhecer o Palácio, basta estar no prédio aos domingos, às 9 horas. Nos dias de troca de guarda, é necessário chegar um pouco mais cedo para assistir à cerimônia: às 8h30.
No interior do imóvel, é proibido tirar fotos ou filmar. Também não é permitido ir ao local com saltos do tipo agulha, para não prejudicar o piso histórico. Grupos escolares ou caravanas que também queiram conhecer o Palácio podem entrar em contato pelo email adminitracaodepalacios@governo.mg.gov.br ou pelo telefone (31) 3217-9543.
Curiosidades do Palácio da Liberdade
Curiosidades do Palácio da Liberdade
- No Parlatório, foram retiradas 13 camadas de tinta antes de se chegar à pintura original, um trabalho delicado feito pacientemente pela equipe de restauração, com o uso de bisturis, para não prejudicar os traços seculares.
- O hall do elevador ficou coberto por paredes durante sete décadas até a restauração que durou de 2003 a 2006.
- Reza a lenda que uma senhora habitava o terreno onde foi construído o Palácio. Com o casebre desapropriado para o início das obras, ela teria rogado uma praga para que os futuros habitantes do local, os Governadores, morressem. O fato ficou conhecido com a “lenda da papuda”.
- Inicialmente, o Palácio foi erguido para ser local de trabalho e lar dos Governadores. De fato, foi assim no começo. Após um tempo, a residência oficial dos chefes do Executivo passou a ser o Palácio das Mangabeiras e o da Liberdade se tornou apenas o gabinete.
- O Palácio da Liberdade foi construído numa área considerada alta da Belo Horizonte do século 19. Da parte mais elevada dos Jardins, o chefe do Executivo conseguia avistar boa parte da avenida do Contorno e ter uma ideia do movimento da capital. (Foto: por baixo das 13 camadas de tintas, um painel se revela à equipe de restauradores - crédito: Oficina de Restauro)
A história do prédio
A história do prédio
O Palácio da Liberdade foi projetado pelo pernambucano José de Magalhães, membro da Comissão Construtora da Nova Capital. A inauguração ocorreu em 1897, depois de dois anos de obras. No entanto, alguns detalhes só foram concluídos em 1903.
A primeira grande reforma ocorreu em 1920, para receber a visita dos reis da Bélgica. Já a última foi realizada entre os anos de 2003 e 2006, período no qual o prédio ficou fechado para visitação.
O estilo do Palácio da Liberdade é eclético. Mas, independente da variedade de escolas de arte, a influência francesa é predominante tanto na arquitetura quanto na decoração.
O arquiteto Oscar Niemeyer apresentou, na década de 60, um projeto para derrubar o Palácio da Liberdade e construir um novo prédio no local. O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte tombou integralmente o Palácio da Liberdade no Conjunto Urbano da Praça da Liberdade e Adjacências, em 10 de novembro de 1994. (Foto: Palácio da Liberdade em obras - crédito: Arquivo Público Mineiro)
O Palácio já era aberto a visitações no período em que o Governador de Minas Gerais e equipe trabalhavam lá. Mas eram realizadas em um número bem reduzido. Com a transferência da sede do Governo, ficou mais fácil abrir as portas do imponente imóvel para a população. “Antes, era muita gente trabalhando aqui dentro e as visitas dificultavam o rendimento. Hoje, até durante a semana, abrimos o Palácio para as escolas. Já aos domingos, recebemos uma média de 300 pessoas e há dias em que recebemos 700”, conta Lucília.
Antes da mudança da sede administrativa, 37 políticos trabalharam no Palácio. Durante o seu mandato, Juscelino Kubitschek mandou trazer uma cadeira de dentista, também usada na hora de fazer a barba. O objetivo era aproveitar as breves pausas da atribulada rotina para cuidar da vida pessoal. O móvel está lá até hoje.
“Eu duvidava que o Governador realmente trabalhava aqui. Eu acreditava que era apenas uma imagem do centro do Governo. Gostei da maneira como foi explanado o antigo funcionamento do Palácio”, afirma o militar Ricardo Wolff. Na saída de uma visita guiada, ele conta o que achou do prédio. “O que mais me chamou a atenção foram as obras de arte e a arquitetura. Recomendo o passeio, sem dúvida. Tenho certeza de que todos vão gostar”.