Belo Horizonte, uma das principais capitais do Brasil é nacionalmente conhecida pela sua diversidade cultural expressa em manifestações, eventos e espaços. Um destes espaços que nos ajuda a contar a história do Brasil e porque não a nossa própria história é o Museu de Artes e Ofícios – MAO, um espaço cultural que abriga e difunde um acervo representativo do universo do trabalho, das artes e dos ofícios do Brasil. Um lugar de encontro do trabalhador consigo mesmo, com sua história e com o seu tempo.
Museu de Artes e Ofício: o encontro do trabalhador consigo mesmo
Iniciativa do Instituto Cultural Flávio Gutierrez – ICFG, em parceria com o Ministério da Cultura e a CBTU, Companhia Brasileira de Trens Urbanos, o MAO preserva objetos, instrumentos e utensílios de trabalho do período pré-industrial brasileiro e revela a riqueza da produção popular, os fazeres, os ofícios e as artes que deram origem a algumas das profissões contemporâneas, um amplo painel da história e das relações sociais do trabalho no Brasil, nos últimos três séculos.
MAO: capacidade criativa, sensibilidade e arte
A coleção que deu origem ao Museu, com peças originais dos séculos XVIII ao XX, foi iniciada há cerca de cinqüenta anos. Nela estão representados os mais variados ofícios do homem brasileiro. São ferramentas, utensílios, máquinas e equipamentos diversos que, individualmente ou em conjunto conduzem cada visitante a uma identificação com o universo do trabalho ali referenciado. A observação do acervo também revela que, mesmo quando desenvolve uma peça voltada para suprir uma necessidade de trabalho, o homem usa sua capacidade criativa e se expressa com arte e sensibilidade.
O MAO é um amplo painel da história e das relações sociais do trabalho no Brasil
O acervo está dividido em áreas temáticas como ofícios da cozinha, da mineração, da madeira, do comércio, dos transportes, dentre tantos outros. E também por categorias como energia, ferraria, queijaria, tecelagem e outros.
Estação Central é um marco da capital
O MAO está instalado na Estação Central de Belo Horizonte, por onde transitam milhares de pessoas diariamente. É assim, um espaço coerente com a natureza da coleção, bem próximo ao trabalhador. Para abrigar o Museu foram restaurados dois prédios antigos, de rara beleza arquitetônica, tombados pelo patrimônio público. A sua implantação incluiu ainda a recuperação, pela Prefeitura de Belo Horizonte, da Praça da Estação, marco inaugural da cidade, que, cada vez mais, se consolida como espaço destinado a eventos e manifestações culturais.
Praça da Estação: marco inaugural da cidade
O projeto do museógrafo Pierre Catel integra os dois prédios principais através de um túnel e transforma as áreas externas próximas às plataformas de embarque e desembarque do Metrô em galerias expositivas, criando uma surpreendente estação – museu. A área total é de 9.000m² e abrange espaço para exposições temporárias, jardim-museu, área de convivência, café e loja.
De Belo Horizonte o caminho mais prático e todo asfaltado é pela BR040, sentido Rio de Janeiro. Depois de rodar aproximadamente 20 quilômetros, entrar no trevo sentido Ouro Preto (BR356 - rodovia dos Inconfidentes) e seguir até a cidade.
Há duas opções para quem sai de São Paulo capital. A primeira é pela BR381 até o trevo para Lavras. A partir daí pegar a BR265 até Barbacena. Desta cidade acessar a BR040 sentido Belo Horizonte até Conselheiro Lafaiete. Entrar em Lafaiete e seguir pela Estrada Real (asfaltada), passando por Ouro Branco e finalmente chegando a Ouro Preto. A outra opção é seguir de São Paulo direto para Belo Horizonte (BR381 - rodovia Fernão Dias). De Belo Horizonte pegar a BR040 (sentido Rio de Janeiro) até o trevo para Ouro Preto (Alphaville). A viagem continua pela BR356 (rodovia dos Inconfidentes) até o destino final. Embora no mapa este trecho pareça mais longo, a distância é quase a mesma em relação à primeira alternativa. Isso acontece porque a BR265 é bastante sinuosa.
Do Rio de Janeiro (capital) o trajeto é quase todo pela BR040, até Conselheiro Lafaiete. Desta cidade pegar a Estrada Real (asfaltada), passando por Ouro Branco e chegando a Ouro Preto.
Quem vem do Espírito Santo segue pela BR262 até Rio Casca. De lá o percurso é pela MG329 até Ponte Nova. A partir daí seguir pela MG262, passando por Mariana e chegando a Ouro Preto.
Os turistas do sudeste de Minas (norte da Zona da Mata mineira) e norte do Rio de Janeiro devem seguir até Viçosa (MG). De lá pegar a BR120 para Ponte Nova. Desta cidade a viagem continua pela MG262 até Ouro Preto.