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sábado, 2 de novembro de 2013

Ouro Preto


Passear pelas íngremes e estreitas ladeiras de Ouro Preto - que ainda mantêm o calçamento original de pedras -, é fazer uma viagem no tempo. Antiga capital da Província de Minas Gerais, Ouro Preto atrai turistas de todo o Brasil e do mundo que desejam conhecer a nossa história e a arte sacra de Aleijadinho e Ataíde, além do artesanato local e da típica comida mineira.

A cidade detém o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco. Isso permitiu a preservação até os dias de hoje de um dos mais ricos conjuntos arquitetônicos do País.

Ouro Preto foi um importante pólo econômico e político no século XVIII, quando enormes quantias de ouro foram descobertas nas serras mineiras, gerando grande desenvolvimento na região. A cidade também foi palco de um importante episódio da história brasileira: a Inconfidência Mineira, em 1789, quando Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes) lutou pela independência do Brasil, ainda colônia de Portugal.

Hoje, os casarões, igrejas e palácios erguidos durante o chamado Ciclo do Ouro são museus de grande visitação, onde estão expostos objetos dos antigos moradores. As casas que pertenceram aos inconfidentes e as igrejas barrocas, ornadas com ouro no mais clássico estilo rococó, agora abrigam arte e história.

E para quem se cansar do banho de cultura e história e quiser um contato direto com a natureza, Ouro Preto oferece o Parque Estadual do Itacolomi, com trilhas para caminhadas e várias cachoeiras nos arredores.

Dados da Cidade

Ouro Preto

Estado: Minas Gerais

Região: Sudeste

População: 66.277 habitantes

DDD: (31)

Distâncias:

Belo Horizonte: 98 km

Lavras Novas: 13 km

Mariana: 12 km

Tiradentes: 170 km

Congonhas: 48 km

Rio de Janeiro: 403 km

São Paulo: 682 km

Brasília: 840 km

Hospedagem / Restaurantes

Ouro Preto é um dos principais destinos turísticos do Estado de Minas Gerais. Nos finais de semana e feriados prolongados a cidade fica repleta de visitantes. Excelentes hotéis surgiram para atender a demanda. De uma forma geral conciliam o esplendor barroco com os confortos e facilidades da vida moderna.

Nos restaurantes da cidade, a autêntica comida mineira - tutu, frango com quiabo, feijão tropeiro, doces caseiros a culinária italiana e a francesa estão muito bem representadas.

Como chegar

Via Aérea:

O aeroporto de Belo Horizonte fica a 100 km e permite acesso a todas as capitais brasileiras.

Via Rodoviária:

Saindo de Belo Horizonte pela BR 040, siga por 36 km e depois vá pela via estadual.

Atrações

Descubra os atrativos deste destino e um bom passeio!

Igrejas

Matriz Nossa Senhora do Pilar

O projeto desta igreja, considerada uma das mais requintadas do barroco, é atribuído a Pedro Gomes Chaves. A talha da capela-mor foi executada por Francisco Xavier de Brito. O acervo ainda inclui magnífica talha coberta de ouro e mais de quatrocentos anjos esculpidos. Foram empregados em sua ornamentação cerca de 400 quilos de ouro e 400 de prata.

Nossa Senhora do Carmo

O projeto é de Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, e sua construção foi entre 1766 e 1772. Era freqüentada pela aristocracia de Vila Rica.

Nossa Senhora do Rosário

É um raro exemplar do barroco mineiro, com sua fachada circular. Sua construção, iniciada em 1785, substituiu a primitiva capela. Em contraste com o aspecto externo, o interior é bem singelo, com evocação de santos negros.

São Francisco de Assis

A mais famosa de Ouro Preto, é um dos exemplares mais magníficos do barroco mineiro. Sua construção foi iniciada em 1766. É considerada obra-prima de Aleijadinho, responsável pelo risco geral do prédio, portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor.

Matriz Nossa Senhora da Conceição

Sua construção se estendeu de 1727 a 1746. O projeto e a execução ficaram a cargo de Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Ambos estão enterrados na igreja. Tem anexo o Museu Aleijadinho.

São Francisco de Paula

Última igreja erguida no período colonial, teve a construção iniciada em 1804. A imagem do padroeiro, que hoje se encontra no Museu Aleijadinho, é atribuída ao mestre. De seu adro se tem uma bela vista da cidade.

Santa Efigênia ou de Nossa Senhora do Rosário do Alto da Cruz

Sua construção levou 60 anos – entre 1730 e 1790. Participou do projeto Manuel Francisco Lisboa, sendo que a talha da capela-mor é de autoria de Francisco Xavier de Brito. Diz a tradição oral que foi edificada graças ao ouro da Mina da Encardideira, adquirida por Chico Rei. Na fachada estão os relógios de pedra considerados os mais antigos da cidade.

Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia (Mercês de Cima)

Igreja construída entre 1771 e 1793. A torre central foi projeto de Manuel Francisco de Araújo.

São José

Pertencia à irmandade que reunia vários artistas. O risco do retábulo da capela-mor e da torre são de Aleijadinho. Foi erguida entre 1730 e 1811.

Capela São João Batista

É o mais antigo templo de Ouro Preto, construído por determinação do bandeirante Antônio Dias, em 1698.

Museus

Casa dos Contos

Datada de 1782 a 1787, foi construída por João Rodrigues de Macedo, cobrador dos impostos da Capitania de Minas, que ali estabeleceu moradia e administração de seus negócios. Serviu para diversos fins, inclusive de cárcere para os inconfidentes. Hoje abriga o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro, o Museu da Moeda e do Fisco e a Agência da Receita Federal de Ouro Preto, além de uma galeria.

Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas

Criado em 1877, como Museu de Mineralogia pelo francês Claude Henri Gorceix, fundador da Escola de Minas. Em 1995, foi ampliado e passou a se chamar Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas. Nove setores já estão implementados: História Natural - zoologia e paleontologia -, Mineração, Mineralogia, Metalurgia, Siderurgia, Desenho, Topografia, Astronomia e Eletrotécnica. São mais de 30 mil peças vindas de todas as partes do mundo.

Museu do Oratório

Sediado na antiga casa do Noviciado, o museu reúne peças de diferentes estilos que resgatam os tradicionais costumes religiosos das famílias mineiras.

Museu da Inconfidência

Construção iniciada em 1784 pela Câmara Municipal, durante o governo de Luís Cunha Menezes. As obras foram interrompidas várias vezes, de modo que o prédio só ficou pronto em 1846. Serviu de paço municipal e cadeia. Em 1944, foi inaugurado o Museu, cujo acervo reúne documentos e objetos que evocam a Inconfidência Mineira e obras diversas do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Lá repousam os despojos dos inconfidentes. O Museu possui ainda um auditório anexo e a Sala Manuel de Ataíde, para exposições temporárias.
Teatro Municipal - Antiga Casa da Ópera

O Teatro Municipal de Ouro Preto, conhecido nos séculos 18 e 19 como Casa da Ópera, é considerado por muitos o mais antigo da América do Sul.

O Trem

Com composição de duas locomotivas a vapor e cinco vagões de passageiros, sendo um deles panorâmico, o trem comporta 360 pessoas por viagem e 112 mil por ano (São 4 viagens por dia, 3 dias por semana, 52 semanas por ano).

A viagem dura cerca de 1 hora e 10 minutos, uma vez que a Maria Fumaça percorre o trajeto com velocidade média de 20 km/h. Assim é possível aproveitar detalhes da riqueza natural e histórica que caracterizam o trecho ferroviário que liga Ouro Preto a Mariana. Os vagões seguem o mesmo desenho dos antigos trens, com interiores em madeira.

Os dois apitos longos da Maria Fumaça, seguidos pelo bater dos sinos e pelos primeiros movimentos da velha locomotiva são a garantia de uma viagem que resgata o passado e redimensiona o futuro.

Ecoturismo

Parque do Itacolomi

Ouro Preto entra de vez para os roteiros eco-culturais de Minas Gerais com a abertura do Parque Estadual do Itacolomi (PEI). O Parque fica entre as cidades de Ouro Preto e Mariana e se destaca pela beleza natural, pela flora e pela fauna. A região possui a Casa Bandeirista, que serviu de casa fiscal no tempo da exploração aurífera. A Casa é uma das três construções em estilo paulista preservadas em Minas Gerais.

No século XX, a região do Parque do Itacolomi foi um dos principais locais produtores de chá preto em Minas Gerais. O chá Edelweiss era exportado até para a Alemanha. Hoje funciona no local o Museu do Chá com o maquinário utilizado para o beneficiamento da planta.

Além de conhecer a história do Parque do Itacolomi, conheça as trilhas para caminhada. A visita ao Parque é um programa para toda a família com trilhas específicas para crianças. Conheça e desfrute das belezas do Parque Estadual do Itacolomi.

Parque Municipal Cachoeira das Andorinhas

Ouro Preto é conhecida pela sua história, pela riqueza de seus monumentos e beleza de suas construções. Mas não pára por aí. A cidade, que é Patrimônio Cultural da Humanidade, tem muita coisa alternativa a oferecer. Uma delas são os passeios ecológicos, de tirar o fôlego dos turistas e dar orgulho aos que são da terra, com belas paisagens pertencentes à Mata Atlântica e ao Cerrado, variedade de quedas-d'água e trilhas. Experimente passar o dia no Parque Natural Municipal das Andorinhas, onde está a Nascente do Rio das Velhas, seja para um banho de sol, de cachoeira, um piquenique ou grandes aventuras, como o rapel.

Distância da Praça Tiradentes até a Portaria do Parque: Cerca de 5 km.

Seguir até a portaria do Parque.

Para agendar acampamentos ou para mais informações, entre em contato com o Parque através do celular geral (31) 9377-0860 ou com o Coordenador Edenir Monteiro pelo (31) 9409-1600.

Compras

O artesanato local é rico em artefatos de pedra-sabão, como vasos, cinzeiros, porta-jóias, pratos e xícaras, e pode ser encontrado na cidade e em distritos como Santa Rita e Mata dos Palmitos, nos arredores de Ouro Preto. Outra especialidade da região são as jóias de ouro e pedras preciosas, com destaque para o raro topázio imperial. Há boas lojas de antiguidades e suvenires, além de ateliês de artesãos locais espalhados por toda a cidade.
Distrito de Amarantina
É um dos mais antigos distritos de Ouro Preto. Seu primeiro nome foi São Gonçalo da Vargem

Guia de turismo credenciado Cadastur :
Henrique Félix da Trindade 
passeios regulares em Ouro Preto com carro executivo 
Agencia de turismo Henrik Tour 


(31) 41416726
(31) 94316649
(31) 85992160 
henriktour@hotmail.com

terça-feira, 19 de junho de 2012

MINAS GERAIS COM NOVAS ATRAÇÕES











                                                           Minas Gerais  espera por você .



                                                          Minas sempre trazendo novidades

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Aleijadinho

Em 1777 Antonio Francisco Lisboa contrai a doença que lhe traria com o tempo o apelido de aleijadinho, a doença que foi deformando o artista com o passar dos anos fez com que ele perdesse os dedos dos pés, e das mãos, e os pesquisadores até hoje não conseguiram determinar com certeza qual o problema de saúde que teria trazido tão graves seqüelas, se foi hanseníase, sífilis, ulcerações gangrenosas ou ainda uma tromboangeíte obliterante, doenças que aquela época não tinha tratamento eficaz e muito menos cura. No período mais crucial seus artesãos atavam os instrumentos a luvas de couro que cobriam suas mãos e o carregavam, pois não podia caminhar. A verdade é que a doença trouxe um sofrimento indizível, mas ao que comprova a sua obra, este trouxe uma sensibilidade muito maior ao escultor Aleijadinho, entalhador, desenhista, e arquiteto do Brasil colonial.

Sua obra tem traços de genialidade que a tornaram conhecida no mundo inteiro, e hoje existe em Ouro preto um museu, onde está exposto o seu acervo e onde é contada a sua história, mostrando o talento e a determinação desse homem, que sofreu dores lascinantes, precisou atar os instrumentos as mãos para poder trabalhar, mas nem mesmo assim desistiu, e no auge de sua doença e com mais de 70 anos e idade, produziu uma de suas mais importantes obras, que é a fantástica coleção de esculturas dos doze apóstolos, que o tornou definitivamente uma celebridade artística, não como esculturas de lata ou de neve. As suas obras-primas foram esculpidas em pedra-sabão, realizadas no período de 5 anos, entre 1800 a 1805, na cidade de Congonhas do Campo. As esculturas dos 12 apóstolos Abdias, Adacuque, Amós, Baruque, Daniel, Ezequiel, Isaias, Jeremias, Jonas, Joel, Naum e Oséias, ficam no adro do santuário da Igreja católica do bom Jesus do Matosinho. Na frente da Igreja há uma ladeira com 6 capelas onde estão um conjunto de esculturas de Aleijadinho, em tamanho real, que revelam a Via Crucis de Jesus.
A obra de Aleijadinho tem uma forte e decisiva influencia da cultura religiosa católica, mas quando temos o privilégio de visitar o museu e apreciar as belezas, somos imediatamente transportados no tempo, pois essas peças são carregadas de uma emoção indescritível, pela sua grandiosidade, imponência e beleza. Aleijadinho morreu em 18 de novembro de 1814, aos 84 anos e cego, na cidade de Ouro preto, onde nasceu, passou sua vida. Os dados que existem sobre a vida do artista barroco e obra são escassos e provem de um apanhado de memórias escritas pelo vereador de Ouro Preto, Sr. Marino, 40 anos após sua morte, e publicadas posteriormente.

Vida e Obras de Aleijadinho:

Aleijadinho viveu e produziu a maioria de suas obras nas cidades de ouro preto e Congonhas, no estado brasileiro de Minas Gerais, no período de 1730 a 1814. Esses dados carecem de confirmação documental, assim como a sua vida, seus trabalhos  não foram catalogadas na época e não tinham assinatura dificultando um levantamento preciso de sua grandiosa obra. Aleijadinho foi um escultor barroco e trabalhou também como arquiteto, entalhador e marcineiro. Seu talento no entanto ficou conhecido por suas esculturas, e nessa arte trabalhava usando especialmente a pedra-sabão e madeira. Muitos historiadores e estudiosos da vida e obra de Aleijadinho dividem sua carreira em dois tempos diferentes, antes da doença deformante e após o início da doença, sendo essa ultima seu período mais fértil, quando surgiram suas esculturas mais primorosas.

Aleijadinho arquiteto

Em um documento datado do ano de 1771 Antônio Francisco de Lisboa é chamado de arquiteto. Assim sob essa égide o artista produziu 23 projetos e trabalhos conhecidos, entre eles os principais são os projetos das Igrejas de São Francisco de del-Rei que não foi executado, de São João Batista de Barão de Cocais, e de São Francisco de Ouro Preto, além disso é de sua criação o projeto arquitetônico das torres da matriz de Tiradentes.

Aleijadinho escultor

Foi trabalhando como escultor que Aleijadinho deu vazão a todo o seu talento artístico. Em levantamentos realizados por diversos historiadores foram atribuídas ao artista 318 esculturas, além de 25 classificados de esculturas ornamentais. Existem entre uma corrente de historiadores duvidas quanto a autoria de algumas obras do artista, visto que as mesmas não tem assinatura e Aleijadinho teve vários auxiliares e discípulos de suas técnicas. Assim sendo o número de trabalhos atribuídos a Aleijadinho não é definitivo, há a possibilidade de ser bem maior ou não. A obra artística de Aleijadinho passou por diversas fases, mas chama a atenção e o período em que produziu seus melhores trabalhos foi a partir de sua doença, quanto passou a trabalhar exaustivamente, chegando a precisar amarrar as ferramentas as suas mãos. As obras que realizou nessa época imortalizaram seu nome e seu dom, foram 30 anos em que produziu esculturas perfeitas e brilhantes, com uma perícia e uma riqueza de detalhes inimaginável.  É no Santuário de Bom Jesus de Matosinho em Congonhas que se encontra um dos maiores legados artísticos de Aleijadinho, ao qual ele dedicou 10 anos de sua vida a partir de 1796, são 66 estátuas de madeira de cedro que representam a Via Sacra, chamada de “Passos da paixão” e os 12 Profetas feitos de pedra sabão. As 66 estátuas que compõe a Via Sacra estão dispostas em 6 capelas independentes e parecem possuir vida própria, seja pelas cores, pela perfeição ou mesmo pela riqueza de detalhes, com contrapartida as estátuas dos 12 profetas que ficam como que guardando o santuário não tem a mesma perfeição e seus traços anatômicos são muitas vezes desproporcionais.
A obra de Aleijadinho está espalhada especialmente por igrejas e santuarios de Minas Gerais, mas é na cidade histórica de Ouro Preta que se encontra a maior parte do acervo do artista, e também o museu com suas obras, documentos e parte de sua história, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. O reconhecimento do artista ultrapassa as fronteiras brasileiras e ele é reconhecido mundialmente, como um mestre da arte barroca.
Entre suas obras mais importantes, além das citadas, temos a imagem de São João Batista, a portalada  da Igreja de São João do Morro Grande; a imagem de N.S. do Carmo na Matriz de N.S. do Bom Sucesso; a imagem do Bom Jesus; o crucifixo na Matriz da Conceição; a Fonte da Samaritana no Seminário Maior; projeto e execução do chafariz no Hospicio da Terra; altares colaterais de Nossa Senhora da Piedade  e de São João Batista  na Igreja de Nossa Senhora do Carmo; imagem de São Francisco de Paula atualmente no museu do MASP; estátuas dos santos Simão Stock e João da Cruz na Igreja de Nossa Senhora do Carmo; Imagem de Nossa Senhora das Dores no MASP, e inumeras outras obras desse impressionante artista brasileiro.