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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Atrações turísticas de Belo Horizonte


A lagoa artificial foi construída na década de 1940, quando o prefeito era Juscelino Kubitscheck. Para compor o seu entorno Oscar Niemeyer projetou um conjunto arquitetônico que se tornou referência e influenciou toda a arquitetura moderna brasileira. Fazem parte do conjunto a igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. Os jardins de Burle Marx, a pintura de Portinari e as esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa completam e valorizam o projeto concebido para a lagoa. A orla da Pampulha concentra várias opções de lazer, como o ginásio do Mineirinho, o Jardim Zoológico, o Centro de Preparação Eqüestre da Lagoa e pistas para ciclismo e caminhada. É lá também que está o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como "Mineirão".

Igreja São Franciso de Assis: suas linhas arredondadas denunciam a ousadia de Oscar Niemeyer e são um marco da arquitetura moderna brasileira. As curvas são um contraponto ao ângulo reto. No interior existem 14 painéis que retratam a Via Sacra, considerados a obra-prima de Portinari. Na parte externa destacam-se os jardins elaborados por Burle Marx e mosaicos nas fachadas laterais.
Av.Otacílio Negrão de Lima s/n - Lagoa da Pampulha.
Tel: (0xx31) 3427-1644.
Horário: terça a sábado, das 9 às 17 h, e domingo, das 9 às 13h.00

Museu de Arte da Pampulha: primeiro projeto de Niemeyer na Pampulha. Funcionou como cassino, o primeiro da cidade, até ser fechado em 1946, devido à proibição do jogo no país. Passou a funcionar como museu em 1957, quando era conhecido como "Palácio de Cristal". Burle Marx assina os jardins externos, que são decorados por três esculturas (de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa). Suas instalações possuem biblioteca, loja de souvenirs, café e salas de multimídia. O acervo do MAP é constituído de 900 obras.
Av. Otacílio Negrão de Lima 16.585 - Lagoa da Pampulha
Telefax: (0xx31) 3277-7946.
Horário: de terça a domingo, das 9 às 19h.




Casa do Baile : inaugurada em 1943, funcionou como casa de baile até 1948. Sua desativação se deve principalmente ao fechamento do cassino. Situada numa pequena ilha, a construção chama a atenção por seu desenho de linhas sinuosas, como ondas, características de Niemeyer. Passou por uma reforma geral e foi reinaugurada em dezembro de 2002.
Av. Otacílio Negrão de Lima 751 - Lagoa da Pampulha.
Tel: (0xx31) 3277-7443.
Horário: terça a domingo, das 9 às 19h.



Estádio Governador Magalhães Pinto : popularmente conhecido como Mineirão, é o segundo maior estádio coberto do mundo. Foi inaugurado em 1965 e tem capacidade para 130 mil pessoas. São famosos os clássicos do futebol mineiro, que têm como palco o estádio.
Av. Antônio Abrahão Caram 1001 - Pampulha.
Tel: (0xx31) 3499-1154.
Horário: diariamente, das 8 às 17 h.




Estádio Jornalista Felipe Drummond : ginásio poliesportivo conhecido como Mineirinho. Fica ao lado do Mineirão, daí o nome. A capacidade é de 25 mil pessoas, tendo sido inaugurado em 1980. Além de esportes, o local também atende a grandes shows e eventos.
Av. Antônio Abrahão Caram 1000 - Pampulha.
Tel: (0xx31) 3499-1171.
Aberto ao público: diariamente, das 9 às 18 h.



Fundação Zoo-Botânica de BH : ocupa uma área de 1,4 milhão de metros quadrados e abriga o Jardins Zoológico e Botânico. São 900 animais, pertencentes a 200 espécies brasileiras e de várias partes do mundo. Possui uma reserva nativa de cerrado e o primeiro borboletário público da América do Sul.
Av. Otacílio Negrão de Lima 8000 - Lagoa da Pampulha.
Telefax: (0xx31) 3277-7100.
Horário: de terça a domingo, das 8:30 às 16:00 h.

Agencia de turismo receptivo de Minas Gerais 






sexta-feira, 26 de abril de 2013

Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes

Um dos mais representativos patrimônios histórico-culturais do Estado.
Os bandeirantes abriram as primeiras trilhas, os inconfidentes traçaram os caminhos da soberania nacional, os artistas desenharam o barroco e os tropeiros fixaram hábitos de hospitalidade.

Os municípios que integram este Circuito Turístico evocam tradição e poesia, guardando em seus caminhos e recantos parte significativa da história de Minas e do Brasil. Berço do herói da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e do ex-presidente Tancredo Neves, é o destino ideal para quem aprecia belas paisagens, arte e manifestações culturais típicas que exaltam a autêntica cultura mineira.

O Circuito leva este nome porque, dos 23 inconfidentes mineiros, nove residiram na Comarca do Rio das Mortes, cuja sede era a Vila de São João del-Rei. Cortado pela Estrada Real, por onde passaram os primeiros colonizadores e os libertários comandados por Tiradentes, este é um Circuito de vasta riqueza.

O clima da região é muito agradável. No inverno, os visitantes são favorecidos pelo aconchego das pousadas e restaurantes e, no restante do ano, podem realizar cavalgadas e caminhadas por trilhas centenárias ou tomar refrescantes banhos em cachoeiras de águas cristalinas.

Em todo o Circuito há diversas manifestações culturais – pintura, escultura, música e culinária. O artesanato é de grande versatilidade e beleza, preservando a identidade e tradição de um povo que transforma o utilitário em verdadeiras obras de arte.

A produção de eventos culturais também é efervescente, como a realização do Inverno Cultural pela Universidade Federal de São João del-Rei, o Festival de Literatura de São João del-Rei, a Festa do Café-com-Biscoito de São Tiago, o Festival de Música de Prados, entre outros. Em Tiradentes, dois eventos ganharam fama nacional: a Mostra de Cinema e o Festival de Gastronomia.

(31) 94316649 / 85992160
henriktour@hotmail.com

sábado, 9 de março de 2013

Memória e História no Cemitério do Bonfim


Estudantes de história promovem circuito histórico no mais antigo cemitério de BH
Por Tomaz Amâncio, do Laboratório de Convergência de Mídias
Tomaz Amâncio
Foto: Tomaz Amâncio
O Cemitério do Bonfim, mais antigo de BH, foi construído antes mesmo de Belo Horizonte se tornar a capital de Minas, nos tempos de Curral Del Rey, nos idos de 1897. Na companhia de estudantes de História do Centro Universitário de Belo Horizonte, revivemos um pouco deste passado.
Pedro Vinícius Pereira, aluno do 5º período, explica que, antes de sua criação, os cemitérios  seguiam um estilo gótico, eram escuros e tinham as caveiras e ossos como referência. A particularidade do Bonfim está em seguir um estilo mais leve, com mais adorno nos túmulos e mausoléus. "O espaço é  arejado e aberto para receber o sol simbolizando a última morada” avalia Pedro.

Foi  a partir de 1942, que os cemitérios passaram a ser planejados em campos gramados, apenas com lápides.
Estilo, material e túmulos

No Bonfim, cada túmulo tem uma história, cada adorno, um significado. 
Logo no começo da excursão, um jazigo expõe duas ovelhas acolhidas por Jesus. Essas figuras podem representar os falecidos de uma família com um alto poder aquisitivo. Um membro importante da família que faleceu é representado com uma coluna partida. Os materiais mais usados em uma primeira fase de construções eram o mármore de carrara e peças fundidas em bronze.
Em outra fase, entra o granito preto, o mármore comum, pedra sabão imitando o mármore branco. O estilo artístico do Bonfim está gravado em suas esculturas, obedecendo a traços de cada época.

No início (entre 1897 a 1950), segue uma tendência naturalista e tradicional - e, em um segundo momento, após os anos 50, os túmulos passam a seguir uma tendência modernista, mesclando traços de arquitetos  como Niemeyer.       
Personagens e suas particularidades
Como foi construído para a capital mineira, muitos imigrantes espanhóis, italianos e libaneses foram enterrados no Bonfim.Em alguns túmulos, essa imigração é ilustrada com trabalho realizado pelas famílias, isto é, desenhos em bronze ou mármore de navios e trens, além das pessoas trabalhando com ferro ou com a terra.
Outras figuras, principalmente da política, das letras ou da justiça também ocupam lugar no cemitério. É o caso de Olegário Maciel, ex-governador de Minas, do jurista Milton Campos e de Augusto de Lima.
Outras duas figuras merecem destaque: João Amadeu Mucchicut artista primoroso, que usava pedra sabão de alta qualidade, vinda de Ouro Preto, para fazer esculturas nos jazigos e cruzeiros com riqueza de detalhes (veja galeria de fotos). Seu túmulo, no próprio cemitério, é conhecido como “O túmulo do lagarto”, pois contém um exemplar em mármore da espécie e demonstra a fixação do escultor pelos répteis da fauna brasileira.
Já Berthe Adéle Thereze de Jaeguer era filha do engenheiro belga Joseph de Jaeguer,  intermediário de seu país no comércio de granito e mármore para a nova capital. Primeira pessoa sepultada no Bonfim, morreu moça, aos 20 anos de idade e em seu túmulo foi plantado um cipreste que resiste até hoje.

A árvore tem a idade do cemitério é mais velha que a própria Belo Horizonte, pois foi plantada antes da inauguração da capital. Por ser o primeiro enterro realizado no local, o Chefe da Comissão Construtora da Capital ordenou o sepultamento sem cobrar nada para isso. Até hoje, ronda um mistério em torno da causa da morte, que não consta nos arquivos.
      Alunos do Centro Acadêmico de História do UniBH redescobrem o passado de Belo HorizonteO Circuito Cemitério do Bonfim teve início este ano na gestão 2010-11 do Centro Acadêmico. A divulgação é feita no blog do curso, através de cartazes nos corredores e pelo “boca-a-boca” nas salas de aula. 

O circuito busca levar as pessoas (principalmente os estudantes de história) e também a comunidade acadêmica para um passeio histórico  pelo passado de BH. 

O primeiro circuito foi realizado no dia 27 junho e, segundo Pedro Vinícius Pereira “é uma forma de mostrar a história de Belo Horizonte para os estudantes universitários de história e dos outros cursos, pois tem muito de arte, conceitos e a própria história da cidade” conta o aluno, que é responsável pelo percurso no cemitério. 


Henrique Félix 
Guia de turismo MG 
(31) 994316649 Wapp
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