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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Cidade Mariana sabores e saberes

As vezes me pego pensando no passado , quando eu era menino e ia para a cidade de Mariana onde morava meus avós e eu brincava no meio dos bambuzais , eu era feliz e não sabia rsrsrsrs.

A cidade de Mariana tem muitos lugares assim , onde você ali sonha , viaja , é como se saísse de orbita .

Me lembro que eu ia para o antigo seminário onde tem muitas arvores grandes , bambuzais enormes e riachos onde eu sentava ali e ficava olhando aquele riacho passar e fazia desvio com a terra , escutava a água batendo nas pedras e o dia passava , minha avó ficava doidinha atras de mim .

 Acho   foi isso tudo que me inspirou a ser guia de turismo e poder mostrar as belezas naturais do nosso estado de Minas Gerais ...











O Seminário de Mariana foi fundado aos 20 de dezembro de 1750 pelo primeiro Bispo Dom Frei Manuel da Cruz. Posteriormente, desmembrou-se em dois institutos: Seminário Menor Nossa Senhora da Boa Morte e Seminário Maior São José. Teve seu período áureo a partir do episcopado de Dom Antônio Ferreira Viçoso que confiou a direção do Seminário de Mariana aos seus confrades da Congregação da Missão. Estes se dedicaram ao referido trabalho durante cento e treze anos, de 1853 a 1966.

Desde 1967, com a saída dos Padres Lazaristas, o funcionamento do Seminário de Mariana, por iniciativa de Dom Oscar de Oliveira e com seu apoio, foi garantido pelo clero secular. Ele tem atendido aos vocacionados da Arquidiocese e também de outras dioceses que não possuem instituições análogas. A partir de 1991, acatando a sugestão da Primeira Assembléia dos Presbíteros da Arquidiocese, o Arcebispo Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida decidiu criar uma casa de formação distinta para os seminaristas do Curso de Filosofia, de maneira a facilitar o acompanhamento personalizado dos vocacionados e dar uma identidade maior aos estudos filosóficos.

Atualmente, o processo formativo se desenvolve em quatro etapas. A primeira é chamada de GOV (Grupo de Orientação Vocacional) que acompanha os vocacionados no período do ensino médio, tanto os da comunidade interna (Seminário Nossa Senhora da Assunção), como os do grupo externo (encontros mensais). A segunda é o Ano Propedêutico, instalado junto à Paróquia do Bom Pastor, em Barbacena, após os estudos de ensino médio, sendo obrigatório para todos. Esta etapa da formação destina-se a uma intensa experiência de vida comunitária, à suplência dos estudos, ao aprimoramento integral, a um maior discernimento vocacional e a um conhecimento da realidade sócio-econômico-religiosa da Arquidiocese de Mariana, a partir das suas cinco regiões pastorais. A terceira etapa é a da Filosofia, com duração de três anos e a quarta, a da Teologia, com duração de quatro anos, ambas em comunidades distintas em Mariana.




Subida da igreja São Francisco de Mariana


São Francisco de Assis :

na igreja estão os restos mortais de Mestre Ataíde (sepultura 94, no chão), nascido em Mariana. São do artista as pinturas da nave e da sacristia, além das três imagens da Paixão (tabernáculo, altar-mor e altar de Santa Isabel). Os púlpitos em pedra-sabão são atribuídos a Aleijadinho, que deixou clara sua influência nas sineiras e risco da fachada. Sua construção se estendeu de 1762 a 1794 e contou com a participação do mestre de obras José Pereira Arouca.Praça Minas Gerais




Câmara e cadeia 


A Praça Minas Gerais em composta por um belíssimo conjunto arquitetônico , ali os antigos Marianenses viram nascer a legislação mineira.

No centro da praça tem um pelourinho restaurado por um artista da época ,Jose Pereira Arouca


Veja aqui onde se hospedar

Sou guia de turismo das cidades históricas mineiras e estou de braços abertos para receber meus turistas

(31) 41416726 / 94316649 / 85992160
henriktour@hotmail.com

sábado, 13 de abril de 2013

História da cidade de Contagem

Na época doBrasil-colônia, a Coroa portuguesa mantinha o controle sobre os territórios ocupados através de postos avançados chamados “postos de registro”. Tais postos fiscalizavam e registravam todo o movimento de pessoas e mercadorias, cargas e tropas. Ali, os viajantes, mercadores de escravos e tropeiros eram obrigados a parar e, enquanto as mercadorias eram registradas, aproveitavam para descansar, aliviar os animais de carga e até fazer negócios. Como as viagens eram longas, tais postos serviam também como referência para abrigo e pernoite. Com o tempo, em torno de alguns deles, surgiam plantações de roças e criação de gado para sobrevivência.



No início do século XVII, nas terras da sesmaria do capitão João de Sousa Souto Maior, um terreno conhecido como Sítio das Abóboras, foi instalado um desses postos de fiscalização. Em 1715, Dom Brás Baltasar refere-se a este posto ao escrever no termo da junta: "quanto ao gado, se levantarão registros como o que está posto nas Abóboras". Em torno desse posto, surgiu um pequeno povoado. A população ergueu uma capela para abrigar o Santo protetor dos viajantes (São Gonçalo do Amarante) e logo surgia o arraial de São Gonçalo de Contagem – uma homenagem ao santo e uma referência à contagem das cabeças de gado, de escravos e mercadorias para serem taxadas.

Em 1854, o arraial foi elevado à categoria de paróquia, separando-se da paróquia do Curral Del-Rei. Em 30 de agosto de 1911, foi elevado à condição de município com o nome de Contagem. Já então, o município compreendia os distritos de Contagem, Campanhã (Venda Nova), Vera Cruz e Vargem da Pantana.

A partir da década de 1930, Contagem passaria a ocupar um lugar central no desenvolvimento mineiro. Durante o IV congresso Comercial, Industrial e Agrícola, realizado em Belo Horizonte em 1935, surgiu a proposta de concentrar atividades industriais mineiras em uma área específica. Essa proposta tinha como objetivo superar o atraso econômico mineiro e representava uma aposta no caminho da industrialização.

Como resultado dessa nova orientação política, em 1941, o governador Israel Pinheiro inaugurou o sistema de distritos industriais que seria gradualmente construído em Minas Gerais ao longo das décadas seguintes. A criação do Parque Industrial, mais tarde denominado Cidade Industrial, em Contagem, nas proximidades da capital, foi a primeira e principal medida resultante dessa nova política.

A Cidade Industrial Juventino Dias, como foi chamada, foi instituída pelos decretos-lei 770 de 20 de março de 1941 e 778 de 19 de junho de 1941. Todavia, só foi implantada em 1946. A instalação da Itaú, no ramo do cimento, e da Magnesita, no ramo de refratários, funcionou como alavanca para imprimir confiança e credibilidade ao projeto e, ao final dos anos 1950, a cidade industrial havia se transformado no maior núcleo industrial de Minas Gerais.

Em 1970, também por inciativa do setor público, foi constituído o segundo grande projeto de expansão industrial em Minas. Mais uma vez o foco foi localizado em Contagem. Por força da lei municipal no 911, de 16 de abril, foi implantado o Centro Industrial de Contagem, mais conhecido pela sigla “CINCO”. O projeto previa a instalação de 100 novas fábricas e a geração de 20 mil novos empregos, com recursos do então BNDE (40%) e da própria Prefeitura de Contagem (60%).

Com anos, em torno dessa base industrial, se desenvolveu uma extensa malha de serviços e equipamentos públicos. Destaca-se criação do entreposto d as Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S/A (CeasaMinas), ainda em 1974, e o surgimento do Eldorado, verdadeiro centro comercial da cidade atualmente. O entreposto do CEASA é o mais diversificado do Brasil e ocupa o segundo lugar nacional em vendas de hortigranjeiros.

A tradição urbano-industrial da cidade, deixou suas marcas na formação da paisagem urbana, na cultura, e no caráter da gente de Contagem. Contagem desponta no cenário brasileiro  não apenas pelas lideranças que têm oferecido ao Estado e ao país, mas também por sua contribuição ao patrimônio democrático que os brasileiros têm construído. Basta que se lembre da greve metalúrgica de 1968, um dos símbolos nacionais da resistência ao regime militar.


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