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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS - Ouro Preto e Mariana - 1 dia Ouro Preto e Mariana (ER) / MG



Ouro Preto – Muito ouro descoberto por mero acaso, por uma expedição de paulistas chefiada pelo bandeirante Antônio Dias. Assim nasce Ouro Preto, berço do Barroco Mineiro, localizada a 99 km de BH. Andar por suas ruas é contemplar o mais importante conjunto arquitetônico do país, suas igrejas, museus, pontes, chafarizes, casario e ruínas da mineração. Circundada pelo Parque Estadual do Itacolomi, Tripuí e por várias cachoeiras, Ouro Preto mescla história, cultura e natureza privilegiada, fazendo-a Patrimônio Cultural da Humanidade.
Mariana – Berço da religiosidade mineira, Mariana nasceu do arraial do Ribeirão do Carmo, fundado em 1703, próximo ao curso de água onde o bandeirante João Lopes de Lima descobriu o ouro na região. Após a Guerra dos Emboabas, a Coroa criou a capitania das Minas e passou a controlar a exploração do ouro. Em 1711, o arraial foi elevado a vila e passou a ser residência do governador Antônio de Albuquerque. Em 1745, a vila foi elevada a cidade e seu nome homenageou a Rainha Maria Ana da Áustria, mulher de D. João V, Rei de Portugal. Mariana tornou-se sede do primeiro bispado da região e a primeira cidade planejada do País, com suas linhas retas e praças retangulares. Localizada a 107 Km de BH, possui algumas atrações em seu entorno, como a Mina da Passagem.

Roteiro Detalhado

08:00 - Encontro dos participantes em frente ao hotel, pousada, albergue, prédio público ou residência (Região Central de Belo Horizonte).
08:15 - Embarque no transporte com destino a Ouro Preto (94 km).
10:00 - Chegada a Ouro Preto. Passeio a pé pelas Ruas e Ladeiras da cidade (Praça Tiradentes, Igreja São Francisco de Assis, Nossa Senhora da Conceição, Museu do Aleijadinho e Rua Direita).
12:00 - Almoço.
13:00 - Tempo livre... Sugestão: Feira de Pedra Sabão, Museu da Inconfidência.
15:00 - Traslado até Mariana (8 km).
15:15 - Chegada a Mariana. Passeio a pé pelas Ruas e Ladeiras da cidade (Praça Minas Gerais, Casa de Câmara de Cadeia, Igrejas de São Francisco de Assis, do Carmo e Sé).
16:00 - Embarque no transporte para retorno a BH.
18:00 - Chegada à BH.


Dicas para quem vai participar deste passeio

- Durante os passeios é aconselhável usar: roupas leves e claras, calçados e meias confortáveis, boné ou chapéu;
- Os participantes devem levar uma mochila com objetos pessoais, documentos, uma garrafa de água e medicamentos de uso pessoal;
- Aconselhamos levar ainda máquina fotográfica, protetor solar, óculos escuros e um agasalho para se proteger do frio.

Observações

- Este roteiro acontece de terça a sábado;
- Crianças de 0 a 5 – Grátis / 6 a 10 – desconto de 50%. Sempre acompanhados de 2 adultos;
- Passeio de Trem (sextas, sábados, domingos e feriados);
- As taxas de visitação não estão inclusas no preço do pacote;
- Igrejas e museus não abrem na segunda-feira;
- Passeio indicado para todas as pessoas;
- Para Guia de Turismo Bilíngue (Inglês ou Espanhol), acrescentar R$ 50,00 no valor total da compra;
- Caso a (s) data (s) abaixo não se encaixe na sua agenda, entre em contato.

(31) 41416726
(31) 94316649
(31) 85992160
E-mail : agencia@henriktour.com.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DIAMANTINA E SUA HISTÓRIA


Os índios botocudos guiaram os primeiros exploradores pela região, em busca de ouro. Minas ainda não tinha revelado todo o seu fascinante mundo dourado quando, em 1714, pequeninas pedras brilhantes foram encontradas no Arraial do Tijuco. Preciosas e raras. O diamante até então só era encontrado nas Índias. Dá para compreender o rebuliço que a descoberta não causou na época.

Instrumentos utilizados para aferir os diamantes (Museu do Diamante)

Casa de Chica da Silva (séc. XVIII)
De distante povoado o Arraial do Tijuco passou a centro do Distrito Diamantino (1730). Isso quer dizer que era governado sob um regime especial e isolado do restante das Minas Gerais. A Coroa portuguesa resolveu agir. Extinguiu a livre extração em 1740. Nasce a figura do contratador, a quem a realeza concedia o direito de explorar as lavras. Estes poucos homens tinham um enorme poder e influência; determinavam o ritmo de vida na região, da contratação de escravos ao mero posicionamento da torre de uma igreja.
Estava montado o cenário para um dos mais lendários romances de Minas Gerais. Chica da Silva, dizem, era uma negra muito bonita, que fascinou o homem mais rico do Arraial do Tijuco, o comerciante de diamantes João Fernandes de Oliveira. Havia quem falasse que tinha fortuna maior que a do rei de Portugal. "A escrava que se fez rainha": assim ficou impregnada a imagem de Chica no imaginário popular.
Para ela o contratador mandou construir uma casa de 21 cômodos, onde viveram provavelmente de 1755 a 1770. Tiveram 13 filhos. Apesar de rica, Chica era rejeitada pela alta sociedade. Considerada uma "devassa", não podia frequentar os templos tradicionais. Anexa à mansão de Chica foi construída uma capela, dedicada à Santa Quitéria, talvez para seu uso privativo.
Há contudo quem duvide desta imagem de Chica da Silva. O casamento estável com um nobre branco e o fato de ter sido enterrada no cemitério da igreja de São Francisco de Assis (destinado aos brancos ricos) provam sua projeção e aceitação na comunidade do Tijuco. Um episódio interessante diz respeito à igreja N.Sra. do Carmo (1765), cuja construção foi patrocinada por João Fernandes. Reza a lenda que Chica exigiu - caprichosamente - que a torre fosse erguida atrás da igreja, para que o repicar dos sinos não chegassem com tanto vigor a sua casa, distante uns 200 metros. Detalhe: a Ordem N.Sra. do Carmo era composta pelas pessoas de pele branca.
Pedras preciosas, junto com o ouro, deixavam os portos do Rio de Janeiro. Os navios vinham de Portugal carregados com pedras comuns, que serviam como lastro. Voltavam com ouro e diamantes. Ficavam as pedras comuns como pagamento. A mineração no Tijuco crescia. As fraudes e o contrabando nas lavras fez com que a Coroa interviesse diretamente. Isto ocorreu em 1771, quando foi decretada a "Real Extração", que se estendeu até 1835. Os contratadores foram substituídos pela figura do intendente, com seu odiado "Livro da Capa Verde", que lhe dava plenos poderes. Ficou famoso Manoel Ferreira da Câmara Bethencourt e Sá, conhecido como Intendente Câmara. Seus conhecimentos permitiram a modernização do garimpo. Foi sua também a implantação da primeira usina de ferro do Brasil.
Ao contrário do Ciclo do Ouro, que declinou no final do séc. XVIII, o Ciclo do Diamante manteve sua exuberância por mais tempo. Ainda em 1831, ano em que o arraial passou a se chamar Vila Diamantina, a extração e comércio de diamante originava grandes riquezas. Teve espaço a elite mais requintada de Minas Gerais, enquanto as cidades do ouro amarguravam a exaustão de suas jazidas.
Rua do Carmo Beco do Rosário

Praia da cachoeira do Telésforo, no distrito de Conselheiro Mata, formada pelo assoreamento decorrente do garimpo

Johann Baptist von Spix (1821) Carl Friedrich Phillip von Martius (1821)
Festas, o gosto pela música e pelo teatro. Diamantina é uma cidade festiva, musical. A opulência do lugar impressionou viajantes, como Saint Hilaire, Spix, von Martius e Richard Burton. Esta situação não duraria para sempre. Em 1860, com a descoberta de fabulosas jazidas na África do Sul, o preço do diamante despencou. Começava um período de decadência, coincidindo com a diminuição das reservas diamantíferas.
Diamantina foi a maior lavra de diamantes do mundo ocidental no séc. XVIII. Foram aproximadamente três milhões de quilates, uma fortuna astrônomica. Os diamantes perfeitos eram chamados de "estrelas". Por isso é fácil aceitar que o céu de Minas refletia os diamantes do Tijuco.