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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Turistas encontram em Minas Gerais atrações para todos os gostos

Minas Gerais tem se posicionado com cada vez mais força no mapa das principais rotas turísticas do país. Nos últimos anos, o Estado tem investido na diversificação e na qualidade de suas atrações, que agradam a todos os públicos. Hoje, Minas é destino de milhares de turistas que buscam em suas terras novas oportunidades de negócios, diversão, cultura e contato com a natureza. O leque de opções é amplo e segmentos como o turismo religioso, o turismo histórico, o turismo gastronômico e o turismo ecológico também vem ganhando relevância.
No segmento do turismo ecológico e histórico, um dos recentes destaques é a Rota das Grutas Lund, projeto realizado pelas Secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Cultura e de Turismo, com apoio da PUC Minas e da Organização Mundial do Turismo (OMT). A rota apresenta um roteiro turístico único e singular, pautado em elementos naturais e culturais da região cárstica de Minas Gerais, que está ligada à passagem do naturalista Peter W. Lund pelo Brasil. Em 2011, o projeto conquistou a segunda colocação no 6º prêmio de Excelência em Gestão Pública.
O turismo religioso também ganhou um importante componente este ano. No dia 31 de julho, o governador Antonio Anastasia assinou, no município de Caeté (MG), decreto que declara Atrativo Turístico de Especial Relevância o conjunto paisagístico, artístico e cultural do Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade. O título aumentará a visibilidade do local, além de fomentar o turismo e atrair recursos, gerando mais empregos e renda.
O Santuário da Serra da Piedade também é ponto de partida e de chegada do Caminho Religioso da Estrada Real (Crer). O projeto envolve 86 municípios mineiros e liga os santuários das padroeiras de Minas Gerais e do Brasil – Nossa Senhora de Aparecida. Com aproximadamente 850 km, o Crer é destinado à peregrinação e meditação. Com recursos de R$ 2 milhões, a implantação será concluída até maio de 2013.
No campo da gastronomia, o Governo de Minas Gerais vem realizando visíveis esforços no sentido de promover este que é um bem cultural mineiro dos mais valorizados. Em agosto, o governador Antonio Anastasia definiu a participação de Minas Gerais no Madrid Fusión, o maior evento de gastronomia do mundo. Minas vai representar o Brasil no congresso que acontece anualmente e reúne chefs e jornalistas de vários países. O café, o queijo e a cachaça são os produtos escolhidos para representar as culinárias mineira e brasileira na próxima edição do encontro, que vai promover uma visibilidade internacional e estimular a cadeia produtiva dos produtos típicos da culinária do Estado.
Business à mineira
Segundo estudo do ICCA, Ouro Preto, subiu da 13ª posição em 2010, para a 9º posição em 2011, no ranking das cidades brasileiras que mais recebem eventos. O resultado reflete de maneira positiva o empenho da Secretaria de Estado de Turismo de promover a cidade como destino de turismo de negócios e eventos. Destaca-se que o Governo de Minas finalizou a implementação do Sistema Integrado para Captação de Eventos em Rede e Gerenciamento de Dados, que irá operacionalizar a rede de serviços visando à ampliação do número de eventos captados e realizados no estado.



Vista de Ouro Preto – Crédito: Sérgio Mourão / Acervo Setur MG

Outros exemplos de iniciativas que apóiam o turismo em Minas Gerais são o Circuito Cultural Praça da Liberdade, implantado pelo Governo de Minas – que oferece à população cultura, arte, educação, tecnologia e conhecimento nos espaços culturais da Praça da Liberdade – e a reforma do estádio Mineirão, prevista para ser entregue à população em dezembro de 2012.

Em 2011, o Estado de Minas Gerais teve um incremento de 27,1% no número de turistas, em relação ao ano anterior, ultrapassando a média nacional de 15,5%. Os desembarques no aeroporto Tancredo Neves cresceram 39,5% no período, de acordo com dados da Infraero.
“A posição que Minas Gerais ocupa hoje reafirma a assertividade do governo no trabalho de planejamento e na preparação dos destinos para os grandes eventos, tais como a Jornada Mundial da Juventude, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas”, explicou o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Agostinho Patrus Filho.
Dia Mundial do Turismo
O Dia Mundial do Turismo, comemorado no dia 27 de setembro, foi instituído pela OMT, órgão com sede na Espanha que compõe as Nações Unidas. Os príncipes de Astúrias, Felipe e Letizia, estão presidindo este ano as comemorações do Dia Mundial do Turismo. O evento ocorre em Maspalomas, na Ilha de Gran Canaria.

Para este ano o tema escolhido é “turismo e energia sustentável”, que coincide com o Ano Internacional das Nações Unidas sobre Energia Sustentável para Todos. Segundo a OMT, até o fim de 2012 o número de turistas internacionais deverá ultrapassar a casa de um bilhão. De janeiro a junho, foram registradas 467 milhões de viagens internacionais, 5% a mais do que no primeiro semestre do ano passado.


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sábado, 9 de março de 2013

Memória e História no Cemitério do Bonfim


Estudantes de história promovem circuito histórico no mais antigo cemitério de BH
Por Tomaz Amâncio, do Laboratório de Convergência de Mídias
Tomaz Amâncio
Foto: Tomaz Amâncio
O Cemitério do Bonfim, mais antigo de BH, foi construído antes mesmo de Belo Horizonte se tornar a capital de Minas, nos tempos de Curral Del Rey, nos idos de 1897. Na companhia de estudantes de História do Centro Universitário de Belo Horizonte, revivemos um pouco deste passado.
Pedro Vinícius Pereira, aluno do 5º período, explica que, antes de sua criação, os cemitérios  seguiam um estilo gótico, eram escuros e tinham as caveiras e ossos como referência. A particularidade do Bonfim está em seguir um estilo mais leve, com mais adorno nos túmulos e mausoléus. "O espaço é  arejado e aberto para receber o sol simbolizando a última morada” avalia Pedro.

Foi  a partir de 1942, que os cemitérios passaram a ser planejados em campos gramados, apenas com lápides.
Estilo, material e túmulos

No Bonfim, cada túmulo tem uma história, cada adorno, um significado. 
Logo no começo da excursão, um jazigo expõe duas ovelhas acolhidas por Jesus. Essas figuras podem representar os falecidos de uma família com um alto poder aquisitivo. Um membro importante da família que faleceu é representado com uma coluna partida. Os materiais mais usados em uma primeira fase de construções eram o mármore de carrara e peças fundidas em bronze.
Em outra fase, entra o granito preto, o mármore comum, pedra sabão imitando o mármore branco. O estilo artístico do Bonfim está gravado em suas esculturas, obedecendo a traços de cada época.

No início (entre 1897 a 1950), segue uma tendência naturalista e tradicional - e, em um segundo momento, após os anos 50, os túmulos passam a seguir uma tendência modernista, mesclando traços de arquitetos  como Niemeyer.       
Personagens e suas particularidades
Como foi construído para a capital mineira, muitos imigrantes espanhóis, italianos e libaneses foram enterrados no Bonfim.Em alguns túmulos, essa imigração é ilustrada com trabalho realizado pelas famílias, isto é, desenhos em bronze ou mármore de navios e trens, além das pessoas trabalhando com ferro ou com a terra.
Outras figuras, principalmente da política, das letras ou da justiça também ocupam lugar no cemitério. É o caso de Olegário Maciel, ex-governador de Minas, do jurista Milton Campos e de Augusto de Lima.
Outras duas figuras merecem destaque: João Amadeu Mucchicut artista primoroso, que usava pedra sabão de alta qualidade, vinda de Ouro Preto, para fazer esculturas nos jazigos e cruzeiros com riqueza de detalhes (veja galeria de fotos). Seu túmulo, no próprio cemitério, é conhecido como “O túmulo do lagarto”, pois contém um exemplar em mármore da espécie e demonstra a fixação do escultor pelos répteis da fauna brasileira.
Já Berthe Adéle Thereze de Jaeguer era filha do engenheiro belga Joseph de Jaeguer,  intermediário de seu país no comércio de granito e mármore para a nova capital. Primeira pessoa sepultada no Bonfim, morreu moça, aos 20 anos de idade e em seu túmulo foi plantado um cipreste que resiste até hoje.

A árvore tem a idade do cemitério é mais velha que a própria Belo Horizonte, pois foi plantada antes da inauguração da capital. Por ser o primeiro enterro realizado no local, o Chefe da Comissão Construtora da Capital ordenou o sepultamento sem cobrar nada para isso. Até hoje, ronda um mistério em torno da causa da morte, que não consta nos arquivos.
      Alunos do Centro Acadêmico de História do UniBH redescobrem o passado de Belo HorizonteO Circuito Cemitério do Bonfim teve início este ano na gestão 2010-11 do Centro Acadêmico. A divulgação é feita no blog do curso, através de cartazes nos corredores e pelo “boca-a-boca” nas salas de aula. 

O circuito busca levar as pessoas (principalmente os estudantes de história) e também a comunidade acadêmica para um passeio histórico  pelo passado de BH. 

O primeiro circuito foi realizado no dia 27 junho e, segundo Pedro Vinícius Pereira “é uma forma de mostrar a história de Belo Horizonte para os estudantes universitários de história e dos outros cursos, pois tem muito de arte, conceitos e a própria história da cidade” conta o aluno, que é responsável pelo percurso no cemitério. 


Henrique Félix 
Guia de turismo MG 
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