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domingo, 1 de setembro de 2013

Roteiro cidades históricas de Minas Gerais - turismo de Minas





Foto Destaque: PH, o SIMPRÃO/Flickr

Procurando um passeio diferente para as suas férias? Que tal um roteiro pelas cidades históricas de Minas Gerais? A dica é valida para todo tipo de viajante, seja com crianças, amigos, casais ou com a família, conhecer um pouco do legado histórico e cultural de nossa nação, só tem a acrescentar. Isso sem contar as delicia da culinária mineira que você vai apreciar no caminho.

Confira o roteiro que criamos para você que vai sair de carro alugado de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais!

Primeiro; algumas dicas rápidas que valem para todos os passeios:

1ª – Não dê início aos passeios pelas cidades históricas na segunda-feira, pois muitas das visitas a igrejas e demais monumentos históricos estão fechadas para limpeza ou manutenção;

2ª – Devido às ruas estreitas, subidas e descidas e também para a preservação do local, não é recomendado percorrer os centros históricos de carro, procure informar-se no hotel onde você está hospedado sobre a disponibilidade do estacionamento, ou pelo mais próximo.

3ª – Muitas visitas podem ser feitas com guias, o que de fato é muito interessante, pois é uma oportunidade de conhecer melhor a história dos locais que se está visitando, mas atenção, os guias são pagos e devem ser credenciados para a tarefa.

4ª – A visita às igrejas de Ouro Preto e Tiradentes são passeios cobrados e em quase todas elas é proibido fotografar o interior

Na estrada nosso trajeto será: Belo Horizonte → Ouro Preto e Mariana →Tiradentes e São João del Rei→ Congonhas e de volta para Belo Horizonte.
De Belo Horizonte para Ouro Preto


Arquitetura tradicional das igrejas de Ouro Preto. Foto: PH, o Simprão/Flickr

De Belo Horizonte até Ouro Preto são aproximadamente 100 km. Ouro Preto é uma cidade linda, com um centro histórico impressionante. A cidade, apesar de aparentar ter sido inteiramente construída há séculos atrás devido a sua arquitetura é muito bem conservada. Esteja preparado para andar, são infinitas subidas e descidas por escadas ou morros que garantem uma bela vista da cidade, portanto, ao sair para os seus passeios, evite carregar peso, algumas subidas exigem muito esforço. Considerando que Ouro Preto é endereço de algumas das igrejas mais importantes do período barroco brasileiro, você terá muito para ver:

Igreja de Nossa Sehora do Carmo: Acredita-se que sua construção ocorreu de 1766 a 1780. Nossa Senhora do Carmo foi ornamentada no estilo barroco-rococó, as obras são de Alejadinho e Ataíde.

Matriz Nossa Senhora da Conceição: A projeção da matriz é obra de Manuel Francisco Lisboa, pai do Aleijadinho (ambos estão enterrados na igreja), seu interior também reproduz o estilo barroco, mas passa por suas várias fazes. A matriz possui um museu dedicado a Alejadinho, desde esculturas a mais de 250 peças sacras.

Igreja de São Francisco de Assis: uma obra prima do barroco brasileiro, a igreja teve seu projeto, talha e esculturas feitas por Aljadinho, já a pintura é obra de Manoel da Costa Athaide.

Igreja Nossa Senhora do Pilar: Cacula-se que mais de 400 Kg de ouro tenham sido utilizados entre a nave e o altar desta igreja.

Museu do Oratório: a casa que abriga o museu é uma das principais obras setecentistas de Ouro Preto. Em seu interior se encontram cerca de 160 oratórios e mais de 300 imagens.

Museu da Inconfidência: A Casa de Câmara e Cadeia cederam lugar ao museu da Inconfidência que abriga diversos materiais relacionados à Inconfidência Mineira, bem como obras de Ataíde e Alejadinho.

Dica: A Rua Direita é uma das mais tradicionais quando falamos em comprar lembrancinhas, doces e cachaças, bem como a própria Praça de Tiradentes.
De Ouro Preto para Mariana

Neste trajeto você levará aproximadamente 20 minutos para percorrer os pouco mais de 11 km de distância. Mariana é uma versão menor de Ouro Preto, com menos turistas e um pouco mais tradicionalista, mas que também merece sua atenção. Os principais monumentos encontram-se próximos as praças Gomes Freire e Praça Minas Gerais, em um dia você conseguirá fazer todos os seus passeios. Certifique-se de incluir:

Catedral Basílica da Sé: decorada com ouro e cristais, a igreja possui um órgão importado da Alemanha.

Igreja São Francisco de Assis: Nesta igreja de projeto arquitetônico e ornamental da autoria de Alejadinho, está enterrado Ataíde.

Mina de Passagem: uma das maiores minas de ouro abertas para visitação, a Mina de Passagem oferece um passeio que desce a 120 metros de profundidade com o mesmo vagãozinho que os mineradores usavam séculos atrás, ao fundo da mina atualmente há atualmente um lago de águas cristalinas, resultado da perfuração do lençol freático da região. O passeio é guiado e realizado as segundas e terças.


Pintura atribuída a Ataíde na Igreja de São Francisco de Assis. Foto: Rosino/Flickr
De Ouro Preto para Tiradentes

Uma distância de aproximadamente 160 km separa as duas cidades. Na hora de se hospedar em Tiradentes, prefira algo mais ao centro e não se assuste, dentre as cidades de nosso roteiro, ela é a mais cara. Um dos pontos fortes de Tiradentes é que a cidade tem dois grupos de atrações distintas, as construções históricas e a excelente culinária (visite a Rua Direita). Os restaurantes locais exibem diversos prêmios e são famosos por oferecer a verdadeira comida mineira. Vamos aos passeios:

Largo das Forras: praça que reúne bares e restaurantes e também diversas lojas de artefatos tradicionais.

Morro da Igreja São Francisco de Paula: a igrejinha no topo do morro não é aberta a visitação, mas o morro em si, oferece uma vista panorâmica de Tiradentes e de toda a sua beleza, preservada através dos séculos, vale o esforço da subida.

Matriz Santo Antonio: calcula-se que a igreja abrigue 482 kg de ouro em peças de decoração, ela funciona de sexta a domingo e as sextas a noite, acontecem os “Concertos ao Órgão”, um evento musical com um órgão português de 1785.

Chafariz de São José: Erguido em 1714 o chafariz funciona até hoje, sendo abastecido pelas águas que descem a serra de São José. Você pode beber água por lá!

Capela Nossa Senhora do Rosário dos Pretos: datada de 1708 esta igreja era frequentada somente por escravos e ex-escravos que às escondidas a adornaram com ouro.

Casario colonial aos pés da Serra de São José: o casario ou a agrupamentos de casas erguidas no clico do ouro de Tiradentes, oferece uma amostra da arquitetura da época.

Antiga Cadeia Publica: Hoje museu da Arte Sacra.


Igreja Matriz de Santo Antônio. Foto: Rosino/Flickr
De Tiradentes para São João del Rei

Assim como entre Ouro Preto e Marina, a distância entre Tiradentes e São João del Rei é bem pouca, desta vez 15 km separam as duas cidades. São João, cidade natal do ex-presidente Tancredo Neves e de Xico Xavier tem um pequeno centro históricos e construções barrocas imponentes, vamos a elas:

Igreja São Francisco de Assis: missas com músicas barrocas aos domingos.

Catedral Nossa Senhora do Pilar: igreja barroca de 1721 tem uma decoração belíssima. Atualmente realiza diversos projetos sociais, vale a pena conhecê-los.

Igreja Nossa Senhora das Mercês: construída em cima de uma mina de ouro.

O Centro histórico de São João del Rei é famoso pelos casarios e comércio, este por sua vez atrai visitas devido a fama de suas esculturas e peças de estanho e oratório feitos de madeira de demolição.
De Tiradentes para Congonhas e de volta a Belo Horizonte

Distante de Tiradentes aproximadamente 115 km, Congonhas é nossa última parada antes de voltar a Belo Horizonte. A cidade é pequena, duas ou três horas é tempo suficiente para fazer um pequeno passeio e uma boa refeição.

Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos: Congonhas abriga uma das mais famosas obras de Alejadinho, as 12 estátuas dos profetas. Feitas em pedra-sabão, elas ficam ao redor da Basílica do Senhor Bons Jesus de Matosinhos.

Romaria: Construída para oferecer hospedagem aos fieis, o prédio datado de 1932, atualmente é sede de dois museus, o Sacro e o da Mineralogia.

Na etapa final da viagem são mais 80 km até Belo Horizonte.


As estatuas de Aljadinho.Foto: Rosino/Flickr

Gostou das nossas dicas? Conhece mais alguma local neste roteiro que definitivamente deve estar entre seus passeios? Então nos deixe a sua dica!

A Henrik Tour leva você a todas essas cidades por um preço bem baixo e total qualidade .

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

ARREDORES DE OURO PRETO

Parque Estadual do Itacolomi




O Parque do Itacolomi está situado em área de grande beleza natural. A paisagem é marcada por inúmeras formações rochosas, entre elas o Pico do Itacolomi, nascentes de rios e vegetação de florestas. Abriga diversas espécies animais, algumas delas ameaçadas de extinção. Área 7.542 hectares - Altitude média 1.500 metros.


Localização: Serra do Itacolomi, ao sul da Serra do Espinhaço
Administração: Instituto Estadual de Florestas - IEF
Telefone: (31) 3330-7013
Fax: (31) 3330-7014
Informações: Rua Xavier da Veiga, 309 Centro - (31) 3551-1544, ramal 236



Parque Municipal da Cachoeira das Andorinhas




O Parque possui cachoeiras, piscinas naturais e área de 'camping'. A cachoeira que dá nome ao parque está no interior de uma formação rochosa semelhante a uma gruta e é assim chamada por abrigar grande quantidade de andorinhões-de-coleira no verão. Área 314 hectares - Altitude média 1.300 metros.


Localização: Área de Proteção Ambiental da Cachoeira das Andorinhas
Administração: Diretoria de Meio Ambiente - Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Social / PMOP Rua Mecânico José Português, s/nº - São Cristóvão
Telefone: (31) 3551-1544, ramal 212 e 279



Estação Ecológica do Tripuí




A estação foi criada para preservar o Peripatus acacioi, raro animal invertebrado, considerado um fóssil vivo. Abriga outras espécies ameaçadas de extinção, entre elas, a lontra , o macaco sauá e o pavó (pavãozinho do mato). Área 392 hectares - Altitude média 1.100 metros.


Localização: Vale do Córrego Tripuí
Administração: Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM
Telefone: (31) 3334-3775
Fax: (31) 3344-1863
Informações: Caixa Postal 116 - Ouro Preto, MG



Estrada Real




Vestígios da antiga estrada que ligava Minas ao Rio de Janeiro ainda podem ser encontrados pelos arredores de Ouro Preto. Pontes, cascatas e vegetação bastante preservada formam bela paisagem e propiciam um agradável passeio com banhos de cachoeira.


Localização: Estrada Ouro Preto-Ouro Branco



Cachoeira do Castelinho




Próxima ao povoado da Chapada, a Cachoeira do Castelinho exibe paisagem singular, com a bela Serra de Lavras Novas ao fundo. A água cai de uma altura de aproximadamente 10 metros sobre um paredão de pedras, formando grande poço para banho.


Localização: Chapada



Cachoeira do Falcão




Situada na estrada para o distrito de Santa Rita de Ouro Preto, é das mais procuradas da região. A água cai de uma altura de aproximadamente 6 metros, formando um lago com uma agradável praia. Mais abaixo, há outros poços menores.


Localização: Estrada Ouro Preto-Santa Rita de Ouro Preto



Cachoeira dos Três Moinhos
Também na estrada para o distrito de Santa Rita, três quedas d'água se formam sucessivamente, dando nome à pequena Cachoeira dos Três Moinhos. Atraente pela facilidade de acesso e curta distância de Ouro Preto.


Localização: Estrada Ouro Preto-Santa Rita de Ouro Preto



Morro da Queimada




Ruínas, bocas de minas e moinhos do antigo Arraial do Ouro Podre formam interessante conjunto, valorizado pela paisagem natural. As ruínas permitem visualizar a formação dos primeiros núcleos mineradores, que deram origem a Vila Rica.


Localização: Morro da Queimada, arredores de Ouro Preto



Jardim Botânico
Ainda restam ruínas do antigo Jardim Botânico de Vila Rica, que formam curiosa paisagem à entrada da cidade. Criado por determinação real em 1798, tinha por objetivo cultivar espécies vegetais nativas e exóticas, como a amoreira, para criação de bicho-da-seda, e o chá-da-índia.


Localização: Passa Dez, entrada de Ouro Preto



Mina do Chico Rei
Mina de ouro do século XVIII. Escavada artesanalmente, possui 80 km2 de bifurcações distribuídas em cinco andares. Uma galeria de 1.500 metros, iluminada em toda sua extensão, leva ao Salão dos Cristais. Segundo a lenda, foi doada a Chico Rei e sua tribo pelo português Henrique Lopes de Araújo.


Localização: Rua Dom Silvério, 108 - Antônio Dias
Ingresso: US$ 2.00
Visitação: Diariamente, das 8h às 17h



Mina da Ferraria
Antiga mina de exploração de ouro que serviu também ao abastecimento de água na época colonial. O encanamento original em pedra-sabão está em perfeito estado de conservação. A principal galeria encontra-se iluminada num percurso de 60 metros.


Localização: Rua Salvador Trópia, 181 - Centro
Telefone: (31) 3551-2058
Ingresso: US$ 1.00
Visitação: Diariamente, das 12h às 18h



Mina da Passagem
Antiga mina de ouro situada em Passagem de Mariana, a dez quilômetros de Ouro Preto. A galeria principal dá acesso a um salão com bonito lago subterrâneo, a 315 metros de profundidade. Seu maquinário antigo revela o intenso trabalho de mineração realizado a partir de 1819.


Localização: Rua Eugênio E. Rapallo, 192 - Distrito de Passagem de Mariana - Mariana
Telefone: (31) 3557-5000
Ingresso: R$ 15,00 (preços especiais para grupos de escolas e de agências de turismo)
Visitação: Diariamente, das 9h às 17h30m



Mirante




Pequena área com patamar murado, na subida para o Morro São Sebastião, de onde se avista toda a cidade - das Cabeças ao Padre Faria.


Localização: Ladeira João de Paiva - Morro São Sebastião





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sexta-feira, 19 de abril de 2013

CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS - Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes e São João Del Rei - 3 dias e 2 noites Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes e São João Del Rei (ER) / MG




Ouro Preto – Muito ouro descoberto por mero acaso, por uma expedição de paulistas chefiada pelo bandeirante Antônio Dias. Assim nasce Ouro Preto, berço do Barroco Mineiro, localizada a 99 km de BH. Andar por suas ruas é contemplar o mais importante conjunto arquitetônico do país, suas igrejas, museus, pontes, chafarizes, casario e ruínas da mineração. Circundada pelo Parque Estadual do Itacolomi, Tripuí e por várias cachoeiras, Ouro Preto mescla história, cultura e natureza privilegiada, fazendo-a Patrimônio Cultural da Humanidade.
Mariana – Berço da religiosidade mineira, Mariana nasceu do arraial do Ribeirão do Carmo, fundado em 1703, próximo ao curso de água onde o bandeirante João Lopes de Lima descobriu o ouro na região. Após a Guerra dos Emboabas, a Coroa criou a capitania das Minas e passou a controlar a exploração do ouro. Em 1711, o arraial foi elevado a vila e passou a ser residência do governador Antônio de Albuquerque. Em 1745, a vila foi elevada a cidade e seu nome homenageou a Rainha Maria Ana da Áustria, mulher de D. João V, Rei de Portugal. Mariana tornou-se sede do primeiro bispado da região e a primeira cidade planejada do País, com suas linhas retas e praças retangulares. Localizada a 107 Km de BH, possui algumas atrações em seu entorno, como a Mina da Passagem.
Congonhas - Formada nos arredores do Rio Maranhão por volta dos anos de 1700, a criação da então Freguesia de Congonhas gera algumas controvérsias com relação à sua fundação. Os registros mais confiáveis, porém, decretam em 17 de Dezembro de 1938 a criação do município de Congonhas do Campo, sendo simplificado seu nome dez anos mais tarde para Congonhas. Escolhida para abrigar as mais belas obras do mestre Aleijadinho, a 82 Km de BH, a cidade parece estar envolvida por uma sensação de paz e encantamento! Do alto do Santuário, sente-se exatamente a cumplicidade entre silêncio e religiosidade, arte e trabalho.
Tiradentes - “Ela é pequena, mas conta com casas muito bonitas e fica-se admirado com o tamanho da igreja paroquial”, descreveu o viajante Saint-Hillaire. Tiradentes foi palco de lutas que afetaram toda a capitania das Minas (como a Guerra dos Emboabas) e sediou reuniões dos inconfidentes. Abandonada com a decadência do ouro e tombada pelo Patrimônio Histórico, é uma delicada preciosidade protegida pela Serra de São José.
São João Del Rei - Escolhida pela Inconfidência Mineira como a capital da futura República Livre, São João Del Rei nasceu do chamado Porto Real da Passagem, situado às margens do Rio das Mortes, que era passagem obrigatória para quem ia de São Paulo a Minas Gerais. A história da cidade é muito movimentada, indo da corrida do ouro e da inauguração da primeira ferrovia em 1881 aos conflitos da Guerra dos Emboabas. Desde o século XVIII, São João Del Rei foi palco de importantes acontecimentos econômicos, culturais e políticos.



1º dia:
08:00 - Encontro dos participantes no aeroporto ou em frente ao hotel - Belo Horizonte.
08:15 - Embarque no transporte com destino a Ouro Preto.
10:00 - Chegada a Ouro Preto. Passeio a pé pelas Ruas e Ladeiras da cidade (Praça Tiradentes, Rua Direita, Igreja do Pilar, Igreja de São Francisco de Assis e Museu da Inconfidência).
12:30 - Almoço.
13:30 - Tempo livre. Sugestão: Feira de Pedra Sabão.
15:00 - Traslado até Mariana.
15:20 - Chegada a Mariana. Passeio a pé pelas Ruas e Ladeiras da cidade (Praça Minas Gerais, Casa de Câmara de Cadeia, Igrejas de São Francisco de Assis, do Carmo e Sé).
16:00 - Retorno a Ouro Preto e acomodação na pousada.
18:00 - Noite Livre.

2º dia:
08:00 - Café da Manhã.
08:15 - Embarque no transporte com destino a Congonhas.
09:30 - Chegada a Congonhas. Visitaremos a Basílica do Bom Jesus de Matosinhos os Profetas e os Passos (Obras do Aleijadinho).
10:30 - Traslado até Tiradentes.
11:30 - Chegada a Tiradentes e acomodação na pousada.
12:30 - Almoço.
14:00 - Passeio a pé pelas ruas, praças e largos de Tiradentes. Visitaremos o Chafariz de São José, a Igreja de Santo Antônio e a Casa do Padre Toledo.
16:00 - Tarde e noite livres...

3º dia:
08:00 - Café da manhã.
09:00 - Traslado até São João Del Rei.
09:30 - Chegada a São João Del Rei. Visitaremos a Igreja de São Francisco de Assis, o Solar dos Neves, o Solar dos Lustosa, o Largo da Cruz, a Ponte da Cadeia e o Chafariz da Legalidade.
12:00 - Almoço.
15:00 - Passeio de Maria Fumaça - opcional.
16:00 - Embaque no transporte para retorno a BH.
18:00 - Chegada à BH (ou aeroporto).

(ER) Roteiro da Estrada Real







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terça-feira, 16 de abril de 2013

Mina de Ouro Passagem de Mariana





Origem das Minas da Passagem

Não é possível se traçar os rumos da história mundial do ouro sem se falar do "Ciclo do Ouro" brasileiro. Este período, muito bem definido na história brasileira, coincide com o Séc. XVIII, pois iniciou-se em 1965, com a primeira exportação economicamente significativa e findou por volta de 1800, quando o ouro passou a ocupar um plano secundário na economia nacional. Durante este período, a produção mundial de ouro foi de 1.421 toneladas métricas, tendo a capitania de Minas Gerais, praticamente Ouro Preto e Mariana, contribuído com 700 toneladas, ou seja, 50% do ouro produzido no período.



A interiorização do Brasil se iniciou com a procura de riquezas, principalmente ouro, esmeraldas e brilhantes, que os homens da época julgavam existir naquela tão bela e promissora terra. Organizados em grupos denominados bandeirantes, eles entregavam-se de corpo e alma à procura dos metais e das pedras preciosas, embrenhado-se pelos sertões. Nos fins do Séc. XVII, por volta de 1695, uma dessa bandeiras, comandada por Manoel Garcia Velho, encontra em Tripuí, a oito léguas de Ouro Preto uma série de granitos cor de aço, que mais tarde, quando examinados, verificaram tratar-se de finíssimo ouro. A notícia espalhou-se por toda a parte da colônia e a partir de 1697 se estabeleceu um "rush" que se avolumou nos anos subsequentes.





Em 1780, João Lopes de Lima manifestava as jazidas de cascalho de N. S. do Bom Sucesso e, em 1702, João Siqueira dava conhecimento o sumidouro de Mariana. Durante este período se instalaram dois grupos mineiros que viriam a constituir as povoações de Mariana e Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto. Apesar da pouca distância que as separava, se ignoraram por longo tempo. Porém, as águas turvas do Ribeirão do Carmo mostravam para os habitantes de Mariana, que rio acima, existia uma outra cidade. Na ânsia de manter contato com elementos civilizados, subiram o Ribeirão do Carmo. Em 1719 fundaram a Vila da Passagem, que se encontra entre as duas cidades. Durante essa época, os mineiros que iam subindo o rio bateando os depósitos aluvionares, descobriram o ouro primário de Passagem.



Com a descoberta e abundância do ouro, no período de 1729 à 1756, fluiu para a área um grande número de elementos que passaram a explorar as jazidas concentradas no Morro de Santo Antônio. Os trabalhos eram realizados a céu aberto e/ou por meio de pequenos serviços subterrâneos que, geralmente paravam quando era atingido o lençol freático. Lavrava-se, e recuperava-se, então, apenas o ouro contido nos itabiritos, na jacutinga e na canga ferro-aurífera. A mão-de-obra era totalmente escrava e acredita-se que em certa época, cerca de 35 mil escravos povoaram as senzalas do Morro Santo Antônio.



Data do século VIII a descoberta do Ouro em Passagem. Os bandeirantes percorreram os veios d`agua da bacia do Rio Doce, atingiram o Ribeirão do Carmo, no qual localizaram Ouro aluvionar abundante. Subindo o Ribeirão, em típica prospecção por bateia, descobriram em 1719 as jazidas primárias de Passagem. De 1729 à 1756, vários mineiros obtiveram concessões para a exploração das jazidas. Com o passar dos anos, reduziram-se a um único dono. Após sua morte seus herdeiros transferiram a Mina, a 12 de Março de 1819, ao barão W. L. von Eschwege.



Os trabalhos até então, se concentravam no Morro Santo Antônio e eram executados por mão-de-obra servil, a céu aberto ou mediante pequenos serviços subterrâneos.. Recuperava-se o Ouro contido nos Itabiritos, na Jacutinga e na canga Ferro-Aurífera. Segundo tradição, povoaram as zensalas do Morro Santo Antônio, 35 mil escravos. As ruinas ainda existentes testemunham este remoto passado.Eschewege formou a primeira empresa mineradora do Brasil, sob o nome de Sociedade Mineralógica de Passagem. Construiu o engenho, com dez pilões californianos e estabeleceu o primeiro plano de lavra subterrânea. Somente após o ano de 1800 é que se descobriu Ouro nos quartzitos, nos Xistos grafitosos e nos Dolomitos, dando novo rumo a exploração das jazidas.

Após anos de prosperidade, o Barão Eschewege, atraído por novas atividades na siderurgia pioneira, desinteressou-se da mineração do Ouro. A Sociedade Mineralógica passou, a 1o de junho de 1659, às mãos do mineiro Inglês Thomas Bawden. Este, depois de trabalhar quatro anos, revendeu-a, a 26 de novembro de 1863, à Thomas Treolar, representante da nova empresa em formação, a "Anglo Brazilian Gold Mining Company Limited", que encampou a Socidade Mineralógica de Passagem. A "Anglo Brazilian" adquiriu diversas conceções vizinhas, como Paredão e Mata cavalos e trabalhou nas jazidas de 1864 à 1873, produzindo 753.501 gramas de Ouro ao teor médio de 6.89 gramas por tonelada de minerio.



De 1874 à 1883, a mina esteve paralizada. Em 14 de março de 1883 foi vendida a um sindicato francês, que constituiu a "The Ouro Gold Mines of Brazil Limited" A nova empresa operou com grande sucesso até março de 1927, quando foi vendida ao grupo Ferreira Guimarães, banqueiros de Minas Gerais e transformada, em maio do mesmo ano, na atual Companhia Minas da Passagem. A Companhia Minas da Passagem operou regularmente até 1954. De então, até 1960 esteve paralizada. Tentativas de reabertura, de 1959 a 1966, foram infrutíferas. A conjuntura inflacionária, a falta de capital e de espírito mineiro, principalmente, o preço irreal do ouro, fixado em 35 dolares a onça-troy, e finalmente a obrigatoriedade de toda a produção ser vendida ao Banco do Brasil, tornavam a lavra economicamente inviável.

De 1967 a 19 de dezembro de 1973, o Grupo da Companhia Anglo Brasileira de Construções adquiriu o controle acionário da Companhia Minas da Passagem, sem ter sucesso nas tentativas, então desordenadas, de desenvolver o empreendimento. Em outubro de 1976, os então acionários majoritários, reconhecendo o insucesso de suas tentativas, retornaram o controle acionário ao Dr. Walter Rodrigues.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

PASSEIO ECOLÓGICO Floresta Estadual do Uaimii - São Bartolomeu Ouro Preto (ER) / MG - 01 dia

Uaimii é a primeira Floresta Estadual de Minas e significa Rio das Velhas na língua indígena. Além de preservar o bioma da Mata Atlântica, a nova área vai resguardar mananciais de captação de água para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Neste passeio, faremos uma caminhada leve dentro da Floresta Estadual do Uaimii. Cachoeiras, trilhas e comida mineira fazem parte do roteiro.

Roteiro detalhado:

07:00 - Encontro dos participantes em frente ao hotel.
07:15 - Embarque no transporte com destino a Floresta Estadual do Uaimii (75 km).
09:30 - Chegada a Uaimii, alongamento e início da caminhada (4 km) até as Cachoeiras Ajudinha de Minas (ao todo visitaremos 4 cachoeiras).
Obs.: trilha leve, bem demarcada, sombra e subidas e descidas suaves.
10:30 - Chegada à cachoeira. Banhos, fotos, relaxamento...
13:00 - Caminhada (4 km) de retorno ao transporte.
14:30 - Chegada ao transporte e traslado até o Restaurante Tripuí.
15:00 - Almoço.
16:00 - Tempo livre...
17:00 - Embarque no transporte para retorno a BH.
18:00 - Chegada a BH.


(ER) Roteiro da Estrada Real:

Investimento por pessoa:


2 pessoas – Sob consulta
3 pessoas – Sob consulta
4 pessoas – Sob consulta
5 pessoas – Sob consulta
6 pessoas – Sob consulta
7 a 10 pessoas - Sob consulta
11 a 14 pessoas (1 free) – Sob consulta
15 a 20 pessoas (1 free) – Sob consulta
21 a 25 pessoas (2 free) – Sob consulta

Incluído: transporte (ida e volta), traslados, entrada no parque, passeio, almoço, seguro e guia.

Dicas para quem vai participar deste passeio ecológico:


• Durante o passeio é aconselhável usar: roupas leves e claras (calças compridas e blusa de manga), roupas de banho, tênis ou botas, meias grossas e boné ou chapéu;
• O participante deve levar uma mochila (ou pochete) com objetos pessoais, alimentos leves suficientes para todo o passeio, um cantil ou garrafa com água, uma lanterna, uma toalha, capa de chuva, um canivete pequeno, materiais básicos de primeiros socorros (medicamentos, esparadrapo, etc.) e uma muda de roupa extra;
• A alimentação ideal para os passeios é: sanduíches naturais, frutas, chocolates, biscoitos, bebidas isotônicas, água e produtos energéticos;
• Aconselhamos levar ainda máquina fotográfica, protetor solar, repelente, cajado, óculos escuros e um agasalho para se proteger do frio.



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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Mariana (ER)

Mais antiga cidade de Minas Gerais, a bucólica Mariana preserva a arquitetura colonial que desde o século 18 enfeita o cenário histórico. Em suas praças estão guardadas uma infinidade de relíquias barrocas. Entre elas, aCatedral Basílica da Sé, concluída em 1760 e uma das mais ricas do Brasil, com lustres de cristal da Boêmia, altares suntuosos e um órgão alemão com mais de mil tubos.




Centro Histórico: Igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Francisco de Assis dividem a paisagem - Foto: Sérgio MourãoA peça funciona até hoje e é a protagonista dos emocionantes concertos que acontecem nas manhãs de sexta-feira e de domingo, reunindo moradores e turistas.

Concorrido também é o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, com valioso acervo formado por obras de Aleijadinho e Mestre Athayde - este último, nascido na cidade e sepultado na igreja de São Francisco de Assis. O encanto continua nos ateliês, tomados por trabalhos de artistas da região e que capricham na confecção de imagens, móveis e oratórios.


Museu de Arte Sacra tem acervo valioso, com obras de Aleijadinho e Mestre Athayde
Testemunha do Ciclo do Ouro, Mariana abriga ainda a mina da Passagem, uma das maiores do mundo abertas à visitação. O tour - uma verdadeira aventura - é feito em um trole aberto que percorre 300 metros de trilhos, descortinando túneis, salões e lagos de águas cristalinas.



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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Luminárias


Luminárias está estrategicamente situada entre as cidades de Três Corações (52km), Lavras (36km), Carrancas (42km) e São Thomé das Letras (49km), no Sul das Minas Gerais. Dotada de um grande potencial natural e cultural e com ambos ainda preservados, a cidade vem se destacando hoje na região como um dos mais novos redutos do Ecoturismo de Minas Gerais. Compondo e confirmando-se como uma das cidades carro-chefe do Circuito Vale Verde e Quedas D’Água (que conta com mais nove cidades além de Luminárias), no ano de 2006 Luminárias conseguiu também sua inclusão no Projeto Estrada Real.
Com um grande número de cachoeiras, lindas cavernas de quartzito, rios com corredeiras, o município se mostra com total vocação para a prática de esportes de aventura como o Espeleoturismo de Aventura, o Boiacross, o Rapel, o Trekking, entre outras.
Além de todo o potencial natural, não podemos deixar de destacar nosso patrimônio cultural, eventos, grupos de danças (Dança da Fita e Dança do Vilão), Folias de Reis, contadores de causos, modas de viola, fogões de lenha, cachaças com o frango caipira com quiabo e/ou o torresmo e sem dúvida alguma a nossa principal marca, a hospitalidade única de povo luminarense, acolhedor e fraternal.
Entre os principais atrativos turísticos de Luminárias estão o Complexo da Serra Grande (várias cachoeiras, grutas, picos, piscinas naturais), com destaque para a gruta da Serra Grande, uma das mais bonitas grutas de quartzito do Sul de Minas; a cachoeira do Funil; o complexo de cachoeiras do Mandembe; o estreitamento do Inferno, as pinturas rupestres, o Ribeirão do Lavarejo e o Ribeirão da Cachoeira.


Caracterização do município




Localização: Sul de Minas

Área: 499 Km2

CEP: 37240-000

Altitude: Máxima: 1514 m

Local: Pico do Gavião

Ponto central da cidade: 940 m


Temperatura:

média anual: 20,8º C

média máxima anual: 26,5º C

média mínima anual: 14,1º C
Índice médio pluviométrico

anual: 1204 mm Relevo:



Topografia:

Plano: 5%

Ondulado: 15%

Montanhoso: 80%
Principais rios: Rio Ingaí, Rio Capivari, Rio Cervo
Bacia: BACIA RIO GRANDE



Patrimônio natural

Caverna da Serra Grande





Ribeirão da Toca ( também conhecido como ribeirão da ponte)



Cachoeira da Serra Grande



Cachoeira do Cerrado



Patrimônio cultural




Cristo


A cidade



Luminárias é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 5.630 habitantes.

Situada no Sul de Minas, Luminárias é um recanto de clima saudável, cercada por montanhas. O nome se deve a Serra das Luminárias, que fica ao lado da cidade, segundo contam os mais antigos apareciam pontos luminosos nesta serra, estes de origem desconhecidas até hoje, daí ser este o nome da cidade. Situada em uma região privilegiada por um grande potencial Ecoturístico, o município é de uma beleza natural ímpar, fazendo parte da Estrada Real e integrando o Circuito Turístico Vale Verde Quedas D'água, juntamente com as cidades de São Thomé das Letras, Lavras, Carmo da Cachoeira, Bom Sucesso, Ribeirão Vermelho, São Bento Abade, Ingaí e Itumirim.

Com sua renda baseada principalmente na agropecuária e com o ecoturismo despontando fortemente, Luminárias se destaca na região, oferecendo à população local e aos visitantes uma boa infra-estrutura. Com um povo acolhedor e amigável, que preserva suas tradições e com sua cultura popular muito valorizada, é comum você estar andando pelas ruas da cidade e de repente dar de frente com uma Folia de Reis, ou assistir a apresentações de Dança da Fita ou da Dança do Vilão na pracinha central, onde também pode-se encontrar o artesanato feito pelos artesãos luminarenses, ainda tem contadores de causos, nossa culinária, a boa cachaça e muito mais.

A cidade oferece para os amantes da natureza lugares bonitos e tranqüilos, mas também oferece aos praticantes de esportes de aventura e radical locais para a prática do Rapel, Escalada, Bóia-cross, Trekking, Moto-cross, Enduro, Off-road, Biking, Montanhismo, além de inúmeras cachoeiras e cavernas em quartzito.

A cidade faz parte do trajeto da Estrada Real.

fonte: wikipédia



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quinta-feira, 28 de março de 2013

Nascente do Rio São Francisco




Rio São Francisco





Nascente do Rio São Francisco


História do Rio São Francisco


Cerca de um ano após a descoberta de Pedro Alvarez Cabral, o navegador Américo Vespúcio chegou à foz de um enorme rio que desaguava no mar. A data era 04 de outubro de 1501, dia de São Francisco, santo em cuja homenagem os navegadores europeus batizaram o rio. Para as diversas nações indígenas que habitavam aquela região, aquelas águas tinham um nome antigo: Opará, que significa algo como “rio-mar”.


Desde então, o São Francisco passou a ser visitado regularmente pelas naus européias e, mais tarde, seria o principal pavimento para a colonização dos sertões goianos, o chamado Brasil-Central. No primeiro momento, porém, o terreno desconhecido e a resistência dos índios dificultaram o domínio da região.


Duas décadas depois de seu descobrimento, em 1522, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, o português Duarte Coelho, funda a cidade de Penedo, em Alagoas. Com a autorização da coroa portuguesa, em 1543 começa a criação de gado na região, atividade econômica que marca a história do vale do São Francisco que chegou a ser chamado de “ Rio-dos-Currais”. Estes foram os primeiros passos para o início da colonização.


Mesmo assim, a exploração estava limitada ao litoral, principalmente por causa das tribos indígenas que defendiam seus territórios no interior. Os Pankararu, Atikum, Kimbiwa, Truka, Kiriri, Tuxa e Pankarare, são alguns dos remanescentes atuais das populações que originalmente ocupavam o local.


Apesar disso, lendas sobre pedras preciosas e riquezas inacreditáveis atraíam diversos aventureiros para a região. Guiados pela cobiça, estes colonizadores foram dizimando os índios, que fugiam dali para o planalto central. Assim, ergueram-se os primeiros e pequenos arraiais, iniciando o domínio da região, onde o ouro e as pedras preciosas eram abundantes.


Em 1553, o rei D. João III, ordenou ao Governador Geral Tomé de Souza a exploração das margens interiores do rio. A organização da empreitada ficou a cargo de Bruza Espinosa, que teve em seu lado o Padre Aspilcueta Navarro para formar a primeira companhia de penetração. O roteiro dessa viagem e uma carta do Padre Navarro são os primeiros documentos descritivos sobre o São Francisco.


A partir daí, as águas do rio foram navegadas por dúzias de expedicionários que, aos poucos, consolidaram o domínio sobre a exploração do São Francisco. A ocupação, entretanto, ocorreu principalmente através das sesmarias, tendo sido o São Francisco ocupado parte pela Casa da Torre de Garcia D’Ávila e parte pela Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito. O primeiro, Garcia D’Ávila, apossa-se das terras em 1573, sendo mais de 70 léguas entre o Rio São Francisco e o Parnaíba no Piauí.


Conflitos


Em 1637, os holandeses invadiram o povoado de Penedo por causa de sua localização estratégica, na foz do São Francisco. Ali construíram um forte batizado Maurício, em homenagem a Maurício de Nassau. O domínio holandês permaneceu forte até 1645, quando os portugueses retomaram a região.


Outro fator importante da ocupação nesta época, foram as missões religiosas, iniciadas por padres capuchinhos bretões a partir de 1641. Com isso, as nações indígenas sumiam do mapa, atacadas por doenças, miscigenação e pela aculturação.


Em 1675, jazidas de ouro são encontradas em afluentes do São Francisco pela bandeira de Lourenço de Castanho que assassina os índios cataguáses, habitantes originais da região. Desde então, dezenas de bandeirantes navegaram o rio, entre eles: Matias Cardoso, Domingos Jorge Velho, Domingos Sertão, Fernão Dias Paes, Borba Gato e Domingos Mafrense.


Nesta época, os portugueses também enfrentaram a resistência dos escravos fugitivos. Os quilombos formavam uma verdadeira república negra que desafiou por muito tempo o domínio da Coroa. Em 20 de dezembro de 1695, uma tropa mercenária, contratada por Portugal e os usineiros de açúcar da capitania de Pernambuco, destruiu o último foco da resistência armada dos escravos, ligadas ao famoso Quilombo dos Palmares.


Relevo


O Vale do São Francisco é uma depressão alongada que parte da Serra da Canastra, na parte sul da bacia, sendo formada pela Serra do Espinhaço a leste e a Serra Geral de Goiás a oeste, com altitudes variam de 1.000 a 1.300 metros do nível do mar. Já no Médio São Francisco, o curso d’água encontra-se com a Serra da Tabatinga, ao norte, cujas alturas são de 800 a 1.000 metros, formando o divisor com o vale do Parnaíba, no Piauí.

Nesse ponto, o vale toma a direção leste, margeado pela chapada do Araripe, ao norte, com 800 metros de altitude, divisor de águas com o vale do Cariri, no Ceará, sendo ao sul limitado pela Bacia de Tucano e Vaza-Barris, onde se localiza o raso da Catarina.

Dos divisores de águas de suas nascentes, onde as altitudes variam de 1.600 a 600 metros, o Alto São Francisco apresenta topografia levemente ondulada, entalhada em arenitos, ardósias e calcário. No Médio São Francisco, próximo aos limites de Goiás até a divisa de Maranhão e Piauí, os chapadões constituem as feições predominantes, com vertentes sulcadas por vales profundos. As altitudes situam-se entre 800 a 900 metros. No Baixo São Francisco, perto da foz e do nível de base, o rio perde velocidade e dá origem a depósitos sedimentares.


Solos


Há vários tipos de solos na Bacia do São Francisco, desde solos arenosos, até solos argilosos. Muitas áreas dispõem de solos salinos, ou areia pura, ambos inúteis para a agricultura. As margens e ilhas são formadas por solos transportados, que são chamados de aluviões, e sempre foram utilizados pelos ribeirinhos para cultura de subsistência, de feijão, batata, milho ou mandioca, aproveitando as vazantes, ou lameiros.


Vegetação


A cobertura vegetal da Bacia do São Francisco é bastante variada, sendo formada em sua maior parte pelos cerrados e pela caatinga. Mas em sua extensão encontramos áreas de mata, nas zonas úmidas, e de mata caducifólia, em regiões de boa precipitação com solos profundos e férteis. Como exemplo podemos citar os vales dos rios Carinhanhas, Corrente e Grande, na Bahia, e do Verde Grande, na Bahia e em Minas Gerais. Nessas matas, a vegetação é alta, densa e com espécies da chamada “madeira de lei”. Há também no São Francisco uma formação vegetal própria de terrenos alagadiços, cujas espécies, na grande maioria, têm frutos ou sementes que fazem parte da alimentação dos peixes de água doce.






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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

ECOTURISMO EM CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO-MG


Conceição do Mato Dentro - MG esta situada em uma região de montanhas. O município é rico em curso de água, com formação de lagospoços e cachoeiras. Também, apresenta pedreiras, grutas campos rupestres e uma grande variedade de paisagens naturais que a todos encanta. É um município com grande potencial natural que resguarda raros ecossistemas que compõem a Cadeia do Espinhaço.É uma região divisora das bacias do Rio São Francisco e do Rio Doce, apontada como uma área de extrema importância biológica. Buscando garantir a integridade destes importantes ecossistemas, a Prefeitura instituiu a criação do Parque Natural Municipal Ribeirão do Campo - Parque do Tabuleiro, Área de Proteção Ambiental (APA) Serra do Intendente e Parque Natural e Municipal Salão das Pedras. São inúmeras quedas, piscinas naturais, formadas por nascentes e corredeiras.
A cobertura vegetal das Unidades de Conservação é constituída por Campos de CerradoCampos Rupestres,Matas de Galeria e Capões. O relevo acidentado formado por encostas rochosas tornou-se refúgio para diversas espécies da região como o tamanduá mirim, veado campeiro, o lobo guará, a paca, o quati, onça parda, o tatu galinha e a capivara. A topografia acidentada e a riqueza dos recursos hídricos acaba por formar belas cachoeiras lagos, com destaque para a Cachoeira do Tabuleiro com 273 metros de queda, sendo a maior queda d'água de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil, tendo sido eleita como a Cachoeira mais bonita do país pelo Guia Quatro Rodas 2003. As formações rochosas do Salão de Pedras, incluindo a Colina da Paz, também, merecem destaque pela composição de seus elementos, com cavernas, estreitos, passagens e mirantes.

CACHOEIRA DO TABULEIRO

Vista Panorâmica da Cachoeira do Tabuleiro



Cachoeira do Tabuleiro esta localizada em Conceição do Mato Dentro - MG. Em Minas Gerais ela se destaca por ser a maior cachoeira do estado, com seus 273 metros de queda livre, cercada por um imponente paredão rochoso com tons avermelhados. O volume da cachoeira varia de acordo com as estações das chuvas, formando um grande poço de aproximadamente, 700 m² e 18 m de profundidade. A temperatura de suas águas está sempre abaixo dos 20°C. A vegetação em seu entorno é composta por pequenas manchas de matas de galeria, campos rupestres e cerrado. Seguindo o curso do rio Ribeirão, tem-se um grande vale com diversos poços entre as pedras, propícios para banho. Já na parte alta da cachoeira há formação de pequenas quedas d'água e poços.


CANYON DO PEIXE TOLO
Canion do Peixe Tolo MG
Canion do Peixe Tolo - MG

Cânyon do Peixe Tolo está na Área de Proteção Ambiental da Serra do Intendente - Zona de Preservação da Vida Silvestre, na região do Rio Parauninha. Em meio ao Canyon encontra-se a segunda maior cachoeira da região com aproximadamente 200 metros de queda livre, denominada Cachoeira do Peixe Tolo.


SERRA DO INTENDENTE

Placa Serra do Intendente

Parque Estadual Serra do Intendente onde se localiza a Cachoeira do Tabuleiro está a apenas 17 km do eixo principal da Estrada Real.
É apontado como um dos maiores expoentes da bio diversidade do planeta.
A vegetação de transição (ecônoto) entre a Mata Atlântica, o Cerrado e os Campos Rupestres propiciou o surgimento de muitas espécies endêmicas, únicas no lugar. 


SERRA DO CIPÓ

Serra do Cipó
Serra do Cipó situada ao sul da Serra do Espinhaço, é uma região belíssima chamado por um dos maiores paisagistas do Brasil e do mundo, Roberto Burle Marx, de "Jardim do Brasil", devido seus campos floridos e mais de 300 cachoeiras e inúmeros atrativos O atual Parque era caminho para diversas cidades, tais como Serro e Diamantina. Formado por montanhas, rios, cachoeiras e campos de relevo acidentado.



SERRA DO ESPINHAÇO

Serra do Espinhaço
Serra do Espinhaço

A paisagem urbana é um retrato do passado, com calçamentos originais do século XVII se estendem pelas ruas de casario colonial entre chafarizes históricos e igrejas do Barroco Mineiro emoldurados pelas montanhas, cidade com menos de 20.000 habitantes, cheias de encantos mistérios e histórias pra contar.


CACHOEIRA DE CONGONHAS

Cachoeira Congonhas
Cachoeira Congonhas

Cachoeira de Congonhas está localizado em um afluente do Rio Preto, próximo à entrada do cânion ou boqueirão do Rio Preto. A Cachoeira é formada entre grandes paredões rochosos, de aproximadamente 90 metros de altura, com uma queda principal com pequeno volume d'água que se divide e cai sobre rochas, provocando o efeito de Véu da Noiva. O poço da Cachoeira do Congonhas tem aproximadamente 86m² e sua profundidade é pequena (1,5m no máximo). Suas águas são frias e transparentes.


PARQUE NATURAL SALÃO DE PEDRAS

Salão de Pedras - Conceição do Mato Dentro - MG
Parque Natural Municipal do São das Pedras foi criado em dezembro de 1999, tem uma área de 857 hectares. Formada por vegetação de Campos de Altitude, com afloramentos rochosos, devido as ações da chuva e do vento ao longo dos anos, formaram esculturas interessantes.
Dá para ver o melhor por do sol e os astros à noite.


CACHOEIRA RABO DE CAVALO

Cachoeira Rabo de Cavalo
Cachoeira Rabo de Cavalo

A Cachoeira Rabo de cavalo está localizado na Área de Proteção Ambiental Peixe Tolo, em um imponente paredão de 120m de altura e sua queda, formada por dois cursos d'água, se divide em duas paralelas com aproximadamente 40m cada uma (que se unem logo depois, formando uma única queda de, aproximadamente 80m de altura). Forma um grande poço de aproximadamente 1.750m² e sua profundidade é superior à 6m.


POÇO PIRAQUARA

Poço Piraquara
Poço Piraquara é formado pelo Rio Piraquara, possui aproximadamente 600m² de área por 3m de profundidade. A água possui temperatura agradável, tonalidade cinza escura e é bastante corrente. Seu entorno é constituído por área gramada, de relevo irregular e por mata ciliar rala. Acima do curso do rio encontram-se outra piscinas naturais, cercadas por mata ciliar mais densa. A área está protegida pela Lei Orgânica Municipal


POÇO AZUL

Poço Azul
O Poço Azul É um pequeno poço, todo ladeado por rochas, formado por um filete d'água que nasce nas proximidades do Salão de Pedras. Tem aproximadamente 42M² de área e profundidade máxima de 1,8M. A água impressiona por sua tonalidade azul e por sua transparência.
A vegetação do entorno é formada por campos rupestres. Seguindo-se o riacho, encontram-se pequenas quedas e poços propícios para banho e duchas durante o ano todo.


CÓRREGO DO BAÚ

Córrego do Baú
Córrego do Baú forma um complexo de atrativos composto por alguns "panelões" formados nas rochas e por duas quedas d'água (baú e Baú de Baixo). O volume d'água é pequeno, de boa aparência e temperatura agradável. A Cachoeira do Baú tem aproximadamente 4m de altura, mas não forma poço, já que a água cai diretamente nas rochas. A área é contornado por blocos de pedra e mata ciliar bastante rala. O local é propício para duchas. A Cachoeira do Baú de Baixo tem aproximadamente 20m de altura, apresentando uma única queda que também não forma poço, pois a água cai em cima de blocos de pedras. Sua vegetação circundante é constituída de cerrado e mata ciliar. A parte de cima propicia uma vista panorâmica do encontro do Córrego do Baú com Rio Santo Antônio, além de uma extensa mata com árvores de médio porte.


CACHOEIRA DO MUTAMBO

Cachoeira Mutambo
A Cachoeira do Mutambo possui uma única queda de aproximadamente 30m de altura. Tem um volume d'água pequeno e não forma nenhum poço, pois desagua em cima de rochas. Sua água é bastante fria, transparente e inodora, ideal para banhos de ducha. Sua vegetação circundante é formada por uma mata bastante densa, apresentando árvores de porte médio.



CACHOEIRA TRÊS BARRAS

Cachoeira Três Barras
A queda da Cachoeira Três Barras tem aproximadamente 13m de altura. A cachoeira é formada em um paredão de aproximadamente 40m de largura. A Cachoeira de Três Barras possui grande volume d'água durante todo o ano, aumentando nos períodos de chuva. O poço formado pela queda têm aproximadamente 1.200m² e sua profundidade é superior à 3m. A água tem temperatura agradável, é inodora e tonalidade caramelo.


CACHOEIRA DE CUBAS

Cachoeira de Cubas
A Cachoeira de Cubas é Circundado por formações rochosas e matas ciliares, a Cachoeira do Cubas possui uma queda de aproximadamente 50m de altura, sendo que 10m são em cascata e o restante em que livre. Seu poço é pequeno e raso, ideal para banhos e duchas. Sua vegetação circundante é constituída por mata ciliar e de galeria, apresentando grande quantidade de palmeiras nativas.
Localização: Área particular no povoado de Cubas


LAPA DO PASSA CINCO

Lapa do Passa Cinco
Lapa do Passa Cinco

Sítio arqueológico com pinturas rupestres (cerca de mais de 7 mil anos) e gruta.



POÇO DO VAL OU POÇO RIO PRETO

Poço do Val ou Poço do Rio Preto
O  é formado no curso do Rio Preto e possui aproximadamente 800m². É ladeado por grandes blocos de pedras e mata ciliar com árvores de médio porte.

Sua água tem tonalidade marrom escura e temperatura fria. É propício para banho, mas o poço exige cuidados do visitante devido a presença de blocos de pedras submersos. A vegetação circundante é constituída por matas ciliares, de galeria e gramíneas (pastagem). Existem peixes como piau, lambari, pirapetinga, manoi, traíra entre outros.

Poço Pari


Poço Pari é formado pelo encontro de dois cursos d'água (Rio Preto e Córrego Grande) e possui uma área de aproximadamente 200m². Sua profundidade é superior à 3 m. É circundado por formações rochosas, mata ciliar e de galeria, além de uma pequena praia de cascalho branco. Há pequenas quedas e corredeiras no curso d'água que formam "panelões". Sua água tem tonalidade caramelo e a temperatura é agradável, propícia para banhos.

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